sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

MOMENTO DE RETROSPECTIVA - COLABORAÇÃO: CLAUDIAG

Caramba! Mais um ano. A impressão que tenho é que 2010 passou numa velocidade maior que a de 2009 em relação à 2008, que a de 2008 em relação à 2007 e por aí vai... Parafraseando aquela música: O TEMPO NÃO PARA, PORQUE ELE VOA.
Se pararmos para fazer a retrospectiva de nossas vidas e puxarmos pela nossa memória, vamos ver que deixamos passar pequenas coisas, pequenos gestos, porque estávamos preocupados em fazer acontecer as grandes coisas... Sabe aquela pessoa que nos fez sorrir naquele dia triste? Ou aquela que apenas compartilhou um olhar compreensivo num momento difícil? Ou de repente aquela que ofereceu seus ouvidos para ouvir uma reclamação? Ou, porque não?, aquela que se ofereceu para ajudar a fazer algo que você não podia fazer sozinho... Ai quantas coisas! Quantas pessoas!
Vamos RECOMEÇAR! Tchau 2010!!! Seja muito bem vindo 2011!!!
Desejo que em 2011 possamos retribuir esses gestos ou reforçá-los em nós. Obrigada a todos os amigos queridos pelos pequenos e grandes gestos de 2010. Amo vocês!

Receita de Ano Novo
(Carlos Drummond de Andrade)

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

MENSAGEM DA CRIS DE PRUDENTE (AMIGA DO MURAL DA URCA) A TODOS OS FREQÜENTADORES DO BLOG BISCOITO, CAFÉ E NOVELA

Ao José Eugenio,as meninas atuantes do blog,aos colaboradores e aos que simplesmente passam por ele,eu vos dou Parabéns por este espaço,vos agradeço por existirem e vos desejo um 2011 cheio de saúde,amor,luz e prosperidade!!!Que as bençãos de Deus vos acompanhe sempre bem como a seus familiares,que este blog esteja cada vez mais visitado e a criatividade seja cada dia maior!Um grande beijo aos conhecidos e aos que ainda não conheço,com carinho...CRIS de Prudente

VÍDEO-HOMENAGEM AOS FREQUENTADORES DO BLOG

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Leva



Composição: Michael Sullivan

Foi bom eu ficar com você
O ano inteiro
Pode crer!
Foi legal te encontrar
Foi amor verdadeiro
É bom acordar com você
Quando amanhece o dia
Dá vontade de te agradar
Te trazer alegria...
Tão bom encontrar com você
Sem ter hora marcada
De falar de amor bem baixinho
Quando é madrugada...
Tão bom é poder despertar
Em você fantasias
Te envolver, te acender
Te ligar, te fazer companhia...
Leva!
O meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz
Uh! Uh!
Leva!
O meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz...
É bom quando estou com você
Numa turma de amigos
E depois da canção
Você fica escutando
O que eu digo...
No carro, na rua, no bar
Estou sempre contigo
Toda vez que você precisar
Você tem um amigo...
Estou pr'o que der e vier
Conte sempre comigo
Pela estrada buscando emoções
Despertando os sentidos...
Com você, primavera, verão
No outono ou no inverno
Nosso caso de amor tem sabor
De um sonho eterno...
Leva!
O meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz
Uh! Uh!
Leva!
O meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz...(2x)

SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada é de José Wilker.
Agora, tentem descobrir de quem é a foto dessa semana.
Aí vão algumas dicas:
1) Já interpretou um personagem que fez o maior sucesso entre as crianças.
2) Trabalhou em várias novelas da Globo, dentre as quais: Véu de Noiva, O Primeiro Amor e O Casarão.
3) Também é diretor de televisão.



quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

UMA ROSA COM AMOR - ESPECIAL DE NATAL - PARTE 8 - AUTORAS: MANU E ANNIE WALKER

Annie: Péssima idéia essa de pegar um táxi pra vir pra esse fim de mundo! A embaixada da cafonice! – reclamava pra si mesma, enquanto dois rapazes mal vestidos a perseguiam sem que ela percebesse. Então, um deles a pegou por um braço e a puxou para um canto longe da multidão, o outro ficou na frente de um pequeno beco vigiando a entrada.
Ladrão: Então, gatinha, passa a grana!
Annie: Acho que você quis dizer grama, neh querido? Você acha que euzinha vou andar com dinheiro? Por favor, mon cher!
Ladrão: Do que você me chamou?
Annie: Mon cher, quer dizer meu querido. E eu não tenho dinheiro, na verdade, eu não tenho nem rumo, na verdade, eu to perdida- diz fazendo cara triste, sem se importar com o assalto. – eu to procurando minha tia Rosa, você não viu ela por aí não?
Ladrão: Hã? ?????- pergunta, franzindo a testa em sinal de uma mistura de confuso com perplexo.
Rosa: Gente olha a Annie ali!- diz apontando pra sobrinha.
Manu: Tah, mas quem é aquele carinha?
Fotógrafo: Ah eu conheço, ele é Kako, o pivete! – diz, com um sorriso. Manu e Rosa trocam um olhar aflito.
Manu: Meu Deus, e agora?

Enquanto isso no Apê de Claude.

Claude entra no apartamento com Manu no colo, Pedrinho corre pra abraçar Dadi, enquanto Claude deixa a bolsa de Manu no sofá.
Claude: Qui bón Dadi que vc conseguiu arrumar tudo a tempo, hã?
Dadi: Agora só falta o sr., neh Dr. Claude?
Claude: Hã?
Dadi: Vai tomar um banho Dr. Claude, vc tah todo sujo!!! – falou, pegando Manu de seu colo.
Claude: Ah sí, eu vou sí – declarou, dando beijos na Manu, enquanto Dadi lhe dava fraldadas para afastar  o pai bobo da criança.

Enquanto isso, na 25 de março...

Rosa: Ô seu guarda, faz alguma coisa?
Guarda: O que que eu posso fazer? Ele pode estar armado.
Manu: E tem até trombadinha com eles.

Annie: Então vc não tah entendendo, tem q desenhar, hã?
Ladrão: Você que não tah entendendo, moça, eu quero dinheiro!!!
Annie: E quem tah falando em dinheiro aqui??? Eu quero a minha tia! Ela é assim ó, morena, um pouco maior que eu, ela é bonita! Bonitona, sabe?
Ladrão: Agora já chega! – interrompeu.
Annie: O que houve, falei algo demais?
Ladrão: Vamos!!! Vamos!!! Deixa essa louca aí! – chamou o comparsa e saiu, deixando Annie com cara de tacho.
Annie: SEU GROSSO! Custava me ajudar? – falou, triste e com raiva ao mesmo tempo

Ao perceber que o rapaz se afastava da sobrinha, Rosa, Manu e o fotógrafo se aproximaram dela. E o guarda foi atrás da dupla de pivetes.
Guarda: Parados vocês foram pegos em flagrante!!
Ladrão: NOS LEVE! NOS LEVE! MAS NOS DEIXE LONGE DAQUELA LOUCA ALI! – gritavam assustados os pivetes, apontando pra Annie, deixando-a sem entender nada e deixando todos confusos.
Rosa: o que houve cherry? Te levaram muita coisa?
Annie: Não, não me levaram nada, eu só ando com cartão de débito e esses tapados queriam dinheiro, onde se viu? Dinheiro em pleno século XXI! – diz indiginada. Rosa e Manu caem na gargalhada diante da ingenuidade da amiga.
Fotógrafo: Bem como está tudo bem, eu vou indo. Que bom que tudo se resolveu. – disse com um sorriso sincero e uma pequena lágrima ao olhar para sua câmara nova. – Obrigado viu, Dona Rosa! Pela câmera. – disse, meio sem jeito.
Rosa: Só fiz minha obrigação!
Annie: Você é fotógrafo? Tira uma foto da gente! – e, então, o fotógrafo tirou uma foto divertida das três.

Annie, Manu e Rosa chegam cansadas, mas animadas, vieram no caminho contando os fatos do dia e relembrando as furadas em que se meteram. A barulhada chamou a atenção de todos da casa.
Pedrinho: Mamãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaae – gritou a criança, pulando no colo da mãe.
Annie: Você deve ser o Pedrinho!!! Fala aí cara, eu sou tua prima!!!!!!!!!
Dadi: D. Rosa, que bom que a senhora chegou!! – disse trazendo Manu no colo. – D. Rosa, a senhora não me disse que teriamos visitas.
Rosa: Ah são convidadas do Claude e minhas tbm para a GRANDE FESTA ...hahaha
Dadi: Grande festa – disse com ironia.
Rosa: Essas são Manuela e Annie. Annie é sobrinha do Claude e Manuela é ex dele. – disse, meio sem jeito com o olhar recriminatório de Dadi. – Ela é do bem - completou.
Manu: Mas essa deve ser minha xará! Como é linda, puxou a mãe é claro, espero que não puxe o gênio do pai, eita homem arretado de turrão, vísse!- declarou, pegando Manu do colo de Dadi e deixando a empregada perplexa com o sotaque.
Dadi: Não acredito, é minha conterrânea?
Manu: Você tbm é da Bahia?
Dadi: E se não sou! E você gosta de Frankito!
Manuela: Ôxe que pergunta, é claro! – assim começou uma conversa animada entre as duas.
Annie: É, parece que elas já se enturmaram. – disse, com o Pedrinho no colo, para Rosa. Dadi e Manu foram pra cozinha. Conversando, Manu levou Manu no colo (isso é mt engraçado hahahha). Então, Claude desceu ao ouvir a barulheira da sala.
Claude: Cherry, vc demorou, hã? Já faz tempo que eu cheguei do escritórrio, hã? Onde vc tava, hã?- disse, dando um beijo caloroso na sua amada esposa.
Annie: Pedrinho, que tal você me mostrar a casa, hein? Sabe a prima aqui é branquinha, mas não tem dom pra castiçal não.
Pedrinho: Tah! – falou, descendo, puxando a prima para a varanda do apê ( Q varanda? Acabei de inventar uma, hahahah). Annie acenou para os tios incentivando “pega-pega”.
Rosa: Então, onde paramos? – e voltou a beijar o seu adorável esposo, mas nem imaginando do que ele já tinha aprontado hoje.
Claude: Adoro seus beijos, sabia? Você, cherry, me completa! (q fofo!!! #morri)
Rosa: Eu tbm te amo, te amo, te amo. – ao fim de cada “te amo” era um ósculo (chique não?) que Claude ganhava.- Amanhã é o grande dia!
Claude: É verdade!- disse, meio constrangido, mas sem se soltar da esposa
Rosa: Eu to tão feliz, Claude, sabe? Meus pais vão vir, os Smith tbm e o Beto e a Terezinha, ah eles falaram que tem uma surpresa pra gente. – contava animada.- E tbm a Roberta e o Sérgio e todo mundo do cortiço, eu sei... eu sei... q eles não tem mt etiqueta, mas...-tranquilizou a fala que estava eufórica.- Mas... eles são minha família. – diz com um sorriso e um suspiro.- Obrigada Claude.
Claude: Por que, cherry?
Rosa: Por me fazer a mulher mais feliz de todo o universo. – disse, com uma lágrima de emoção.
Claude: Mercy, cherry, por ser esse anjo em mi vida hã? Eu te amo demais! – declarou, também emocionado e depois deu um beijo caloroso em sua esposa, Eles só acordaram do beijo ardente com os risos da turma goiabinha (Dadi,Manu,Annie e Pedrinho), que não controlaram os risos, mesmo que baixo, audíveis ao casal, eles bem que tentaram passar desapercebidos, iam subindo as escadas pé a pé as mulheres até tiraram os sapatos, mas de nada adiantou. Ao perceber que interromperam um pouco o clima, aceleraram os passos e subiram correndo para dormir. Rosa e Claude riram da situação e voltaram ao beijo caloroso e cheio de amor.
No dia seguinte... o dia da ceia!

REVOLTA - AUTORA: ANNIE WALKER

Me revolto por completo
Se me usam como argumento
Para fazer o que não é certo
Se descubro não me contenho

Me revolta a injustiça, a impaciência e a intolerancia
Mas nada me revolta mais que a ignorância e a arrogância

Me revolta a guerra,
O preconceito
E a falta de respeito
Mas nada me revolta mais
Que a falsidade que há neste meio

Me revolta a falsa humildade
Me revolta a alto suficiência
Me revolta o ato
De quem faz descaso
Com algum triste fato

Me revolta a revolta
De quem de fato
Sem revolta
Sem mudar seu próprio ato.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A MINHA DESPEDIDA - AUTORA: BEKA MOREAU

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Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=cmz6FO0hQFY&feature=player_embedded

Encontros e Despedidas

Composição: Milton Nascimento / Fernando Brant

Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando...
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero...
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai
Prá nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem
Da partida...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
Lá lá Lá Lá Lá...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...

Quando tive a idéia, sabia que não seria nada fácil escrever a minha despedida pra vocês, amigos que conquistei apesar da distância e com os quais, mesmo sem se darem conta, acabei desabafando e dividindo meus problemas. Gostaria de agradecer a todos, em especial à Erica, à Manu (minha conterrânea), à Lu - Bau e ao meu grande amigo, mais que querido, José Eugênio. Na verdade, não consigo explicar como essa pessoa feliz e que põe ordem no nosso pacote conseguiu se tornar essencial em minha vida. Gente, obrigada por tudo.
Nessa nova fase de minha vida, em que estarei longe de meus país, espero que as coisas fiquem mais fáceis pra mim (se não entenderem esse trecho, peçam ao JE pra explicar, ele sabe de tudo). Já estou em minha nova casa e em breve mandarei fotos daqui para vcs verem. Barcelona é linda. Meu tio me ajuda como pode, já que, nesse começo, é difícil por que sinto falta da brigaiada com os meus pais e os meus arranca rabos com meu irmão e meus avós. A saudade deles tá me matando. Mas, chega de lamentações, saibam que isso não é um adeus e sim um até logo, pois assim que terminar o curso voltarei para o Brasil e não vou deixar de falar com vcs, pois tenho uma FIC pra concluir. Espero que vcs gostem do rumo que a história vai tomar pq esses novos ares tem me inspirado mto e como as aulas ainda não começaram, vou ter tempo de escrever.
Agora, gostaria de agradecer ao TS, por ter feito essa releitura de URCA (mesmo não sendo do jeito que nós queríamos), ao SS, por tê-lo contratado (espero que ele saia logo da crise financeira, quero assistir Amor e Revolução, mesmo que seja no PC), à CM (uma diva como sempre), ao CL (nosso eterno muso, sonho de consumo dessas biscoitinhas sem vergonha) e ao nosso querido Biscoitão (JE), por ter nos unido através dessa família que me acolheu com mto carinho. Obrigada Biscoito Café e Novela, amo vcs.

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Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=ZRG9TaNDaRc

Canção Da América

Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

Pra minha despedida, pra vcs lembrarem sempre de mim, escolhi essa música, espero que leve reflexão a tds vcs e saibam que separados fisicamente somos fortes, mas juntos no coração somos invencíveis.

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Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=lAyNQ6THamI&feature=player_embedded

Somos Quem Podemos Ser

Composição: Humberto Gessinger

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão
Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Beijos e Abraços,

Maria Rebecca Abdul Rauf Moreau

IRMÃOS CORAGEM - CAPÍTULO VIII


O telegrama de Jerônimo, dando conta do acidente de Duda, chegara ao Flamengo. Hernani e o diretor Paulo Moreira não perderam tempo. Viajaram rapidamente a Coroado. Duda contou-lhes o que tinha acontecido e falou da operação.
- Depois vocês falam com o pai da minha mulher. Foi ele quem me operou...

O delegado Falcão, satisfeito, colocou o fone no gancho e voltou­se para o coronel:
- A telefonista ouviu toda a conversa... Ele mandou chamar dona Estela e ela atendeu censurando muito ele, pelo que havia feito com dona Lara. Ele disse que precisava dela... da dona Estela...
"Ele" era Lourenço. O coronel não tinha dúvidas.
- Onde ele está? - perguntou Pedro Barros, perturbado.
- O telefonema era de Morrinhos, em Goiás - revelou Falcão.
- Então, mande seus homens pra lá.
- Vou fazer isso, hoje mesmo - afirmou Falcão.
O dr. Maciel atravessou a sala do rancho enrolando o estetoscópio. Não fora possível fazer nada. O velho Sebastião estava morto. O choque provocado pelo roubo do diamante encurtara a vida do humilde garimpeiro. No quarto, o padre Bento consolava a família enlutada.
Estela queria saber por que o marido não lhe dirigia mais a palavra. Dalva esclareceu:
- Você é muito ingênua... Pedro já sabe de tudo que se passou entre você e Lourenço.
Estela estremeceu. Quem haveria contado? Os jagunços não teriam coragem de magoar o patrão. Então, só restava Dalva.
- Agora eu sei. Agora eu vejo tudo muito bem. Você está pretendendo roubar meu lugar dentro desta casa. Pois olhe... eu lhe cedo de bom grado!

Aninha, a telefonista, informava ao delegado do novo telefonema de Lourenço. João acabara de entrar na delegacia e ouviu as últimas palavras do delegado ao telefone.
- Então, já sabe onde anda o Lourenço? - perguntou João. Ele ficou sabendo que Lourenço se encontrava em Morrinhos, hospedado na casa da mulher.
- Eu vou até lá. Vou acabar com a vida dele.
- Você vai se dar mal, João! Muito mal! - alertou o delegado.

Lara apareceu de volta à fazenda, inesperadamente.
- Lara! Que bom que você está aqui! - afirmou Dalva, surpresa. Lara estava desconfiada de que tinha perdido o filho e exigia uma confirmação.
- Foi um acidente! - disse Dalva. 
Lara, enojada, olhava o rosto pálido da tia.
- Só posso dizer que você foi vítima inocente de Lourenço. O que ele pretendia era roubar João. E você, naquela hora, era uma ameaça. Você, ou Diana, ia avisar João do golpe.
Lara deixou escapar um grito surdo de revolta, e dor.

Em Morrinhos, João Coragem perguntou ao dono de uma taberna se ele conhecia a mulher de um tal Lourenço d' Ávila.
- Conheço. Muita gente tem perguntado, inclusive a polícia.
- Eu não sou polícia. Trago recado do marido dela – mentiu João.
O homem deu a informação que João procurava.
Lourenço, ajeitando a mochila no ombro, despedia-se da mulher, quando alguém bateu à porta. Lourenço apressou-se. As pancadas tornaram-se mais fortes. Lourenço beijou a mulher e desapareceu pela porta dos fundos. Então, Branca abriu a porta. João invadiu a casa à procura de Lourenço. Vasculhou todos os cômodos.
- Aqui ele não está - vociferou o garimpeiro. - Mas eu sei onde ele vai pra vender o meu diamante.
Branca ainda tentou deter João. Ele a empurrou de encontro à mesa colocada no centro da sala.
- Dona, não adianta tentar barrar meus passos pro seu marido ganhar tempo e fugir. Eu alcanço ele. Nem que for fora do mundo. Eu alcanço - disse João, com firmeza, já saindo pela porta.

Ritinha explicara para Duda por que ela não queria acompanhá-lo ao Rio de Janeiro. Ela preferia ter o filho em Coroado, distante das atribulações da cidade grande. Duda aceitou as ponderações de Ritinha. O dr. Maciel abriu a porta do quarto:
- Estão te chamando, lá no carro.
Duda apanhou as malas, beijou a mulher e saiu. Ritinha chorava, abafadamente.

Os garimpeiros, espantados, rodeavam o cadáver desfigurado que haviam acabado de retirar do rio. Braz identificou o homem pelas roupas.
- Está me parecendo... ou muito me engano ou é o Lourenço d'Ávila!
A notícia espalhou-se rapidamente por toda Coroado. Lourenço d'Ávila estava morto. As suspeitas recaíram todas sobre João Coragem. E o coronel Pedro Barros não perdeu tempo.
- Chegou a nossa vez, Falcão. Não há dúvida de que foi João quem matou Lourenço. Encontramos o corpo... o safado está ausente... isso já deve bastar como prova, não acha?
Falcão não achava. Desta vez, ele queria tudo dentro da lei. Era preciso fazer o reconhecimento do cadáver.
- Tem de mandar alguém chamar a mulher de Lourenço, não tem? - perguntou Barros.
- Tem. É ela quem vai dar a palavra final.
Barros prontificou-se a buscar Branca d' Ávila em Morrinhos. Falcão não se opôs ao "generoso" gesto do coronel.

Branca d' Ávila chorava:
- Mataram meu marido!
- Um corpo foi encontrado - esclareceu o coronel. - A gente precisa que a senhora vá ver ele pra dizer se é seu marido.
Juca Cipó mencionou o nome de João Coragem. Branca estremeceu.
- João Coragem?! Esse homem esteve aqui procurando por Lourenço.
- Pois é - disse o coronel. - Parece que João jurou Lourenço de morte e cumpriu. E... acho que depois fugiu, o sem-vergonha. - Então... não há dúvida; foi ele mesmo. Foi ele mesmo... que matou o meu Lourenço!
Pedro Barros e Juca entreolharam-se satisfeitos.

Reunidos no rancho, Sinhana, Lara e Jerônimo preocupavam-se com a falta de notícias de João. As coisas, agora, estavam diferentes.
- O povo... Esse mesmo povo que nos apoiava... que estava do nosso lado... se esqueceu que Lourenço foi um ladrão... um assassino. Agora, ele é vítima. É herói. E João um criminoso infame... - lamentava Jerônimo.

Falcão retirou o lençol que encobria o cadáver. Branca, trêmula, observou o corpo.
- É meu marido! É ele! Foi assassinado! - gritou Branca. Ela exigia punição imediata para o assassino.
- Mas... quem é o culpado? - perguntou Falcão.
Branca não hesitou:
- João Coragem! Prendam esse homem ou eu não acredito mais na Justiça!

Nos arredores do rancho, Jerônimo percebeu um cavaleiro se aproximando. Era João. Os dois abraçaram-se fortemente. João queria ir sem demora para casa, rever seus pais e Potira. Jerônimo disse que a polícia o esperava.
- Por quê?! - surpreendeu-se João.
Jerônimo estranhou aquela reação.
- De onde você vem?
João contou que tinha ido até Franca, onde esperava encontrar Lourenço. Mas na cidade ninguém sabia dele.
- Hoje... é o enterro dele, João! - informou Jerônimo, abruptamente.
João pasmou-se.
- Morreu? O desgraçado morreu?
- Morreu matado! E estão dizendo... que foi você, mano! Aí é que está o diabo!

Estela ameaçava seu marido:
- Eu posso dizer a todo mundo que foi você quem mandou Lourenço roubar o diamante de João Coragem.
- E como é que você pode ter certeza disso? - perguntou Pedro Barros.
- Lourenço me disse.
- Se ele disse é porque você estava de combinação com ele. Tinham a intenção de me trair, não é?
Estela engasgou diante da perspicácia do marido. Pedro Barros continuou falando:
- E tem mais... Eu sei que você deu suas jóias como metade do pagamento das suas dívidas de jogo. A outra metade... tem de pagar já. O Souza telefonou. Está me intimando a pagar e eu não pago. A dívida é sua, você que se arranje. E mais uma coisa: você tem três dias pra sumir dessa casa. Não posso nem olhar pra tua cara.

Ritinha lia a carta de Duda para Domingas. O jogador dizia que estava bem de saúde, apenas sentia uma dormência na perna operada. Um exame superficial realizado pelo departamento médico dó Flamengo nada revelara de anormal. Domingas decidiu contar toda a verdade:
- Ritinha, teu pai mentiu. Ele não extraiu a bala!
Ritinha perdeu a fala. Era preciso avisar Duda imediatamente!

João resolveu apresentar-se ao delegado Falcão.
- Eu soube... que queria falar comigo.
- Quero, sim. Muito, João. Mas com você... atrás das grades! João tentou resistir à ordem de prisão. Sem sucesso.

No quarto da pensão, o dr. Rodrigo, que acabara de voltar para Coroado, ouvia Jerônimo contar os acontecimentos que abalaram toda a família Coragem: o roubo do diamante, a perna ferida de Duda, a morte do pai, as suspeitas que recaíam sobre João em relação à morte de Lourenço. Rodrigo estava estupefato. Mais tarde, Gentil, o dono da pensão, entrou no quarto e informou que João havia sido preso.
- Vamos lá, Jerônimo! - disse Rodrigo.
Na delegacia, Rodrigo perguntou se Falcão tinha razões suficientes para prender João Coragem.
- A viúva de Lourenço acusou João de ter dado fim à vida do marido. E, se não bastasse isso, ele desacatou minha autoridade! - disse Falcão.
- Eu tenho certeza de que faria o mesmo - afirmou Jerônimo, bufando de raiva.

O telefone tocou na casa do dr. Maciel. Era do Rio, para Ritinha. Ela correu para atender. Duda, revoltado, contou da barbeiragem de Maciel.
- Eu... eu sabia, Eduardo. Soube ontem. Ontem mesmo tentei uma ligação pra você - balbuciou Ritinha.
Duda maldizia o pai de Ritinha. Ela suspirava, trêmula, a cada palavra do marido.
- Que é que vai acontecer, agora? - perguntou Ritinha. Duda ia ser operado novamente.

Rodrigo entrou na casa do rancho carregando diversos livros. Eram para Jerônimo. O promotor havia convencido Jerônimo a se candidatar à Prefeitura de Coroado.
Também queria ver Potira.
- Desde que cheguei, ainda não vi minha noiva... onde ela está? Jerônimo foi buscar a índia. Potira, a contragosto, dirigiu-se ao encontro de Rodrigo. .
- Estava doido de saudade de você, Potira! - disse Rodrigo, emocionado.
Potira não tinha tanta saudade assim; mas correspondeu ao beijo ardente de Rodrigo. Jerônimo saiu apressadamente da sala, devorado pelo ciúme.
Ritinha resolveu partir ao encontro de Duda. Quando voltou da anestesia, ficou surpreso ao ver a mulher.
- Ritinha! Você aqui, meu amor!
Os dois se abraçaram emocionados. Ritinha revelou que tinha vindo para ficar definitivamente com ele.
- Foi ótimo você vir. Preciso muito de apoio moral. Estou numa fossa que dá gosto. Eu sei que eles escondem, mas há perigo de eu não voltar a jogar direito.
- Não diga isso, Eduardo, pelo amor de Deus! Eu ia me sentir responsável...

O promotor Rodrigo conseguiu a liberdade provisória de João Coragem.
Falcão abriu a porta da cela:
- Você está em liberdade, João... Mas liberdade provisória. Fica proibido de deixar a cidade sem minha ordem. E tome cuidado com o que fizer daqui pra frente. Não conte com o apoio do povo de Coroado. Sua fama de santo está decaindo.
- Por Deus que preciso ser santo... pra agüentar tudo isso! Um santo bem santo, mesmo! - disse João.

Pedro Barros e Souza aguardavam Estela no escritório da casa­grande. Souza era uma figura estranha, longas mãos de unhas tratadas e eternamente vestido de branco. Estela empalideceu ao dar de cara com ele.
- O que é isso? Uma cilada?
Souza não respondeu. Preferiu comunicar a decisão que tomara minutos antes.
- Está tudo acertado. O coronel se dispõe a pagar o restante de sua dívida...
Pedro Barros confirmou o acordo. Mas, como sempre, ele tinha condições: Estela deveria abandonar a casa imediatamente e deixar uma carta para Lara.
- Eu sei - disse Estela, com os lábios trêmulos. - Um atestado de que não presto, para você sair limpo de toda a história. Com auréola de santo...
- Você não tem escolha... - concluiu Pedro Barros.
Em seu velho carro, Souza fumava, aguardando Estela. Ela entrou, sorrindo cinicamente.
Os dois trocaram um olhar cúmplice. A trama surtira efeito. O dinheiro ali estava, com a assinatura do velho coronel. Estela soltou os cabelos e abraçou o jogador. A comédia havia terminado. O jagunço, espantado, abriu a porteira e viu o automóvel desaparecer na estrada coma esposa do patrão abraçada a um estranho.

No garimpo, Lara informava a João sobre a partida da mãe.
- Acho que preciso fazer alguma coisa por ela - disse Lara.
- Fique aqui comigo - pediu João. - Estou num tal estado que nem consigo trabalhar, de tanta coisa dentro da minha cabeça.
Lara compreendia, e queria confortá-lo:
- João... há alguém que pode ajudar você... que pode dizer o que se passou na noite do roubo: .
- Quem? - perguntou João.
Era Diana. Lara queria que João a ajudasse a trazer Diana.
- Eu não quero que ela volte nunca mais, Lara. Deixe a alma daquela mulher em paz; deixe que ela desapareça para sempre!

Na delegacia, Branca d' Ávila, acompanhada pelo coronel, queria saber o que estava sendo feito para punir o culpado da morte de seu marido.
Falcão explicou-lhe que o promotor estava colocando obstáculos para retardar a prisão de João Coragem.
- Como assim? - perguntou Pedro Barros.
- Declarou que as provas eram insuficientes.
- Mas isso é um absurdo! - enfureceu-se Branca.
- O juiz pode não ser da opinião do promotor. E se o juiz estiver de acordo comigo, ele pede a prisão de João, ainda hoje - esclareceu Falcão.
E foi o que aconteceu. O juiz assinou o pedido de prisão de João e o delegado não perdeu tempo. Reuniu alguns auxiliares e tomou rumo da casa dos Coragem. João não estava em casa. Fora para o garimpo.
- Deixou um recado - disse Sinhana. - Mandou avisar que está armado e vai lhe receber a bala...

Falcão não demonstrou nenhuma reação. Partiu rapidamente na direção da gruna. Mas Jerônimo e Sinhana, pegando um atalho, conseguiram chegar antes ao local onde João estava.
- João! Os homens do delegado vêm aí.
João se entrincheirou no interior da gruna. Sinhana e Jerônimo desapareceram por entre as árvores. Nesse instante, Falcão e seus homens chegaram.
- João! Está me ouvindo?
Um tiro foi a resposta. Os homens jogaram-se ao chão.
- Vou te dar quinze minutos pra sair daí! - avisou Falcão.
João resistiu durante horas. Mas em vão. No fim, cansado e sem munição, entregou-se.

QUEREMOS DEDICAR O CAPÍTULO DE HOJE AO OSVALDO DO MURAL (O TIO SUKITA), QUE ELE POSSA CONTINUAR SENDO UM BOM COMPANHEIRO DE PAPO AQUI E LÁ NO MURAL. UM GRANDE ABRAÇO!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

UMA ROSA COM AMOR - ESPECIAL DE NATAL - PARTE 7 - AUTORAS: MANU E ANNIE WALKER

Claude, Frazão e Annie chegam no apartamento do francês exaustos. Annie se joga no sofá, enquanto Claude e Frazão subiam com as inúmeras sacolas de compras dela.

Annie: Ô tio, tudo bem que você não é muito acostumado com o clima tropical brasileiro, mas colocar uma piscina na sala não é um pouco demais não?
Claude: Isso não é simplesmente uma piscina na sala, minha cara sobrinha, isso é uma inovação no mercado de engenharia. Ela foi desenhada por um designer super conceituado no ramo!!!- disse, se gabando.
Frazão: A conversa tah muito boa, mas e agora o que a gente vai fazer?
Annie: Vamos cozinhar, ué?
Claude: Entón, minha cara sobrinha, sabe cozinhar? - perguntou empolgado.
Annie: CLARO!!!! Meu Miojo é uma delícia!- falou, se gabando.
Frazão: É, pelo jeito mon ami, nós vamos ter trabalho!

Rosa: Acho que já passou! - declarou, ao perceber que os lojistas estavam reabrindo as lojas.
Manu: Deve ter sido alarme falso!
Rosa: E agora o que a gente faz?
Manu: Vamos procurar a Annie, tadinha deve tah desesperada!
Rosa: Vamos!!

As duas amigas saíram da loja em que estavam e começaram a procurar Annie e não a achavam por nada. Num canto da calçada, Rosa avistou uma figura conhecida, que chorava como uma criança pobre em mais um Natal triste.

Rosa: Ei Manu, olha aquele homem!
Manu: O que que tem?
Rosa: Ele é fotógrafo!
Manu: Não parece, tah mais pra mendigo!
Rosa: Ele que fez as fotos do meu casamento com o Claude! Vamos lá falar com ele!
Rosa: Oi, sr. fotógrafo, lembra de mim?- disse, se aproximando dele. Quando ele percebeu sua chegada, trocou suas lágrimas por um sorriso.
Fotógrafo: Claro que eu lembro, não é aquela louca que casou no hospital?
Manu: Você casou no hospital? - perguntou, assustada.
Rosa: É, mais ou menos!! - falou, constrangida – por que você estava chorando?- perguntou, desviando a conversa.
Fotógrafo: Dois malucos destruíram minha fiel amiga máquina.
Manu: Que triste!
Rosa: Mas não fique triste! Venha, temos uma surpresa pra vc!
Manu: Temos?
Rosa: Claro que temos, neh Manu? - falou, dando uma cotovelada na amiga
Manu: É, nós temos! É tão surpresa que até eu to surpresa,  visse bichinho?
Rosa: Vamos!!- Rosa guiou os dois a uma loja de eletrônicos onde comprou uma máquina de última geração para o fotógrafo que ficou todo feliz.

Enquanto Rosa bancava a Mamãe Noel dos fotógrafos abandonados e mal amados da vida...

A cozinha do apartamento de Claude estava toda destruída, era farinha de trigo pra cá, ovo quebrado ali, leite que derramou na mesa. Claude, Frazão e Annie pareciam três fantasmas de tanta farinha de trigo.

Annie: Gente, mas o quindim que eu sei fazer não é assim não!
Frazão: Mas Annie, essa é a receita que eu baixei da Internet!
Annie: Mas não é assim! É só add leite e mexer por dois minutos!
Claude: Ai, Mon Dieu!!! Eu cozinho melhor do que vocês dois juntos!
Annie: Tah dizendo que a minha comida é ruim?
Frazão: Ô francês não esnoba não, tah? A gente tah fazendo com o maior carinho!
Dadi: MEU DEUS O QUE ACONTECEU AQUI???? - perguntou, perplexa ao ver o estado da cozinha, enquanto Annie, Frazão e Claude a olhavam totalmente assustados como crianças pegas no flagra!
Claude: Oi Dadi, td bem?
Dadi: O que vocês fizeram com a minha cozinha?
Annie: Olha, eu posso explicar!
Dadi: O que que é isso?- interrompeu ao pegar no chester.
Claude: É chester! - declarou, orgulhoso por ter pelo menos acertado em comprar um chester pra ceia.
Dadi: Chester??? Isso tah mais pra pinto! De que despacho vc tirou essa farofa, Dr. Claude? - perguntou, ao ver uma farofa amarela em um recipiente.
Frazão: De despacho nenhum, d. Dadi, isso aí é farofa pré pronta!
Dadi: Eu sabia que isso não ia dar certo! Eu avisei a D. Rosa!
Annie: E por falar na tia Rosa, ela e a Manu devem estar me procurando ainda!
Claude: Ai, mon Dieu, as crianças ainda estão na casa dos pais de Rosa!
Frazão: E já deu a hora da minha deusa africana chegar em casa!!- disseram se lembrando dos seus afazeres e já saindo desesperados.
Dadi: E quem vai cuidar dessa bagunça?
Claude: Dadi cuida pra mim? Por favor, cherry!! Eu tenho que buscar as crianças!
Annie: Eu tenho que encontrar a tia e a Manu!
Frazão: E eu minha deusa e minha princesa!

Os três sairam, deixando Dadi cuidando de toda a bagunça.

Dadi: Sempre sobra pra mim!

No cortiço, Seu Geovane brincava com Manu distraído e D. amália preparava o jantar, já estava anoitecendo. De repente, surge Claude todo sujo na casa dos sogros.

Amália: Mas o que que houve, Dr. Claude?
Claude: Pq D. amália?
Geovane: Como pq? Vc tah todo sujo, hã?- foi quando Claude percebeu o seu estado e ficou super encabulado.
Claude: É que Dadi deixou a vasília de farinha de trigo cair em mim quando eu tava vindo, ela é tón desastrada, hã?
Amália: Hum, sei. – declarou desconfiada. – Você veio buscar os meninos, Dr. Claude?
Claude: Sim, sim, hã?
Geovanne: Ah nón, Amália! Nón deixe ele levar meus netinhos.
Amália: Homem, ele é o pai, tem que cuidar deles, hã?
Geovane: Mas Amália?
Amália: Vai, entregue! – disse, fazendo gestos com a cabeça para ele entregar Manu que estava em seu colo.
Amália: PEDRINHO, DESÇA QUE SEU PAI VEIO BUSCÁ-LO! – gritou para o menino que estava no andar de cima brincando com o Dino.
Pedrinho: Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa- gritava o menino, enquanto descia correndo a escada em direção ao pai.
Amália: Bona note, Dr. Claude! Amanhã vamos estar lá, hã? Rosa falou que vc já preparou tudo.
Claude: Hã??? É sim, clarro, clarro! Bem, vou indo D. Amália, Rosa vai chegar! – ele se despediu o mais rápido que pode e voltou para casa. Dona Amália ficou desconfiada, já o Velho Geovanne ficou chateado pq ele levou seus netos queridos, mas não desconfiou de nada.

Na 25 de Março, o fotógrafo havia decidido ajudar as amigas a achar a terceira parte deste "Trio Ternura”, mas os três já estavam cansados de tanto andar. Já tinham ido pra lá e pra cá. Tinha até um guarda com eles, já haviam chamado nos microfones, ligado pra polícia, até pra guarda costeira e nada! Hospitais, praças, abrigos.... CADÊ A ANNIE???






TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - WE'VE GOT TONIGHT - SHEENA EASTON E KENNY ROGERS

A música We've got tonight, interpretada por Sheena Easton e Kenny Rogers, foi tema da novela Louco Amor, apresentada pela Rede Globo, no horário das 20 h., entre 11 de abril e 21 de outubro de 1983.
Para maiores informações sobre a novela, consulte: http://www.teledramaturgia.com.br/tele/louco.asp.
Boa audição!

video


WE'VE GOT TONIGHT

I KNOW IT`S LATE,I KNOW YOU`RE WEARY
I KNOW YOUR PLANS DON`T INCLUDE ME
STILL HERE WE ARE, BOTH OF US LONELY
LONGING FOR SHELTER FROM ALL THAT WE SEE

WHY SHOULD WE WORRY, NO ONE WILL CARE, GIRL
LOOK AT THE STARS NOW SO FAR AWAY

WE`VE GOT TONIGHT
WHO NEEDS TOMORROW?
WE`VE GOT TONIGHT BABY
WHY DON`T YOU STAY?

DEEP IN MY SOUL, I`VE BEEN SO LONELY
ALL OF MY HOPES, FADING AWAY
I`VE LONGED FOR LOVE, LIKE EVERYONE ELSE DOES
I KNOW I`LL KEEP SEARCHING, AFTER TODAY

SO THAT THERE IT IS GIRL
WE`VE GOT IT ALL NOW
AND HERE WE ARE BABY
WHAT DO YOU SAY?

WE`VE GOT TONIGHT
WHO NEEDS TOMORROW?
WE`VE GOT TONIGHT BABY
WHY DON`T YOU STAY?

I KNOW IT`S LATE, I KNOW YOU`RE WEARY
I KNOW YOUR PLANS DON`T INCLUDE ME
STILL HERE WE ARE, BOTH OF US LONELY
BOTH OF US LONELY

WE`VE GOT TONIGHT
WHO NEEDS TOMORROW?
LET`S MAKE IT LAST
LET`S FIND A WAY
TURN OUT THE LIGHT
OH, OH, COME TAKE MY HAND NOW

WE`VE GOT TONIGHT BABY
WHY DON`T YOU STAY?
WE`VE GOT TONIGHT BABY
WHY DON`T YOU STAY?


DEDICAMOS ESTE TÚNEL DO TEMPO MUSICAL À AMIGA KELLY, QUE SUGERIU ESSA MÚSICA.
KELY, ESPERAMOS QUE CONSERTE LOGO A NET DE SUA CASA E VOLTE A CONVERSAR CONOSCO NO BLOG, POIS AMAMOS MUITO VOCÊ.
UM GRANDE BEIJO E OBRIGADO DE NOVO.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

UMA ROSA COM AMOR - ESPECIAL DE NATAL - PARTE 6 - AUTORAS: MANU E ANNIE WALKER

Frazão: Muito bonito, neh? Tentando fugir!!
Júlio: É!!!
Frazão: Se aproveitou que nós dois estávamos acertando nossas diferenças.
Júlio: É!!!
Frazão: Esse tampinha aqui pode ser idiota, mas eu não, viu?
Júlio: É!!! Quero dizer, o que você disse?- perguntou confuso.
Fotógrafo: Veja bem, eu tenho filhos pra criar, tenho contas a pagar, por favor, tenham piedade!!! - disse assustado.
Frazão: Nós não vamos fazer nada, só queremos a máquina.
Fotógrafo: Mas ela... - foi interrompido quando Júlio puxou a máquina de sua mão como uma criança que rouba brinquedo da outra. Frazão começou a puxar a máquina da mão de Júlio e ambos puxavam cada um para seu próprio lado a máquina, enquanto o fotógrafo assistia a cena com os olhos fixos na sua fiel amiga que lhe tirara da fossa tantas vezes. Então, Júlio dá um puxão brusco na corda da máquina, mas não consegue a segurar com firmeza e ela cai no chão e um menino de uns 5 anos a pega.
F, J e F: NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!!!!!!!!!!!

Os três começam a correr atrás da criança até que ela empolgada mostra o objeto à sua mãe que o analisa desconfiada, depois mostra a seu pai que se empolga com a descoberta do filho e fica a mexer na máquina, os três homens observavam a cena, escondendo-se, esperando um momento propício para tentar recuperar a máquina, então um pivete chega e puxa o objeto da mão do pai do menino que se assusta e não resiste ao assalto.

Frazão: Ai meu Deus e agora?
Fotógrafo: Meu pão de cada dia está naquela máquina!!!
Júlio: Ladrão que rouba ladrão...
F e F: Merece perdão! - completaram ao entender a idéia do ex de Rosa.

O pivete depois de correr bastante parou em uma loja e começou a se distrair mexendo na máquina.

– ARRASTÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO – Júlio gritou, então todos começaram a correr pra lá e pra cá desesperados, as lojas começaram a fechar, uns atropelavam os outros, enquanto Júlio tentava alcançar o pivete por um lado e Frazão pelo outro. O fotógrafo?? Se perdera totalmente na multidão. Uma mulher desesperada esbarra no pivete. Ele, sem querer, deixa a máquina cair no chão e o objeto começa a ser chutado pela população desesperada e nervosa. Frazão e Júlio toda vez que chegavam perto do objeto, alguém chegava perto e chutava de novo. Até que, enfim, chutaram para o meio da rua e um carro passou por cima do objeto.

Júlio: Ah não!!! Não pode ser!

Então veio outro carro e passou por cima da máquina, e outro, e outro. Ela estava totalmente destruída, quando dos destroços do eletrônico os dois homens avistam algo semelhante a mais um caco do aparelho, mas tinha cor diferenciada era roxo, retangular. Eles se olharam e, em camara lenta, correram para o meio da rua, um agarrando a roupa do outro para impedir o adversário de chegar primeiro no...

Rosa: O que é que é isso? Que correria é essa?
-Arrastãaaaaaaaao – gritou uma mulher descabelada a correr pela rua, que nem sabia de que fugia direito, nem pra onde iria.
-Arrastão? – se interrogaram as duas amigas recentes sem entender direito.
Manu: correeeee – disse, empurrando Rosa pra dentro de uma loja. Rosa, sem entender, começa a seguir a multidão, sendo seguida por Manu, até que os lojistas começam fechar as suas portas e os seguranças assumem a frente das lojas. Rosa pega um tabuleiro e num ato de desespero coloca sobre a cabeça.
Manu: O que você tah fazendo?
Rosa: Pelo andar da carruagem, a qualquer momento, o teto vai cair sobre a minha cabeça.
Manu: Ai meu N. Sr. do Bom Fim e a Annie?- perguntou. Dessa vez, estava realmente preocupada, pois na correria perdera a amiga de vista e já não sabia onde ela estava. O que era mentira se tornara verdade. Annie estava perdida!

Assim que começou a correria, Annie e Claude não sentiram muito o efeito, pois já estavam saindo do local e Claude já entrava no carro, quando Annie avistou, no meio da rua, uma máquina toda quebrada. O sinal fechou e, como em Matrix, Annie se aproximou dos cacos da máquina e avistou dentro dela algo roxo, ela pegou o objeto, em cima se lia...
Annie: CARACA 8 GB!!! To com sorte hoje! – mal terminou de falar e dois marmanjos caíram em cima da menina. Eles brigavam para pegar o objeto dela, mas ela não largava por nada. Claude correu para ajudar a sobrinha. Foi quando Frazão reconheceu o casal, Annie já estava descabelada e Claude segurava Júlio. E quando passou a euforia da corrida pelo cartão de memória, Frazão foi capaz de falar...
Frazão: Annie”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Minha salvadora carioca!!!!!!!!!!!! – disse com um sorriso e um suspiro de alívio, Annie o encarou sem entender nada.
Annie: Você tah bem?
Claude: Mas tinha que ser esse tampinha de garrafa mesmo pra tentar agarrar a minha sobrinha, neh? – falou, segurando Júlio, enquanto ele se debatia tentando se soltar do francês.
Júlio: Me solta, seu francês de meia tijela!!! Me dá esse cartão!!!
Annie: Êêê, nôu, honey! Eu peguei primeiro!! Hã? Vá comprar um pra você!

Bíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Abriu o sinal e os carros coltaram a correr e os quatro trapalhões começam a se esquivar dos carros. Annie correu para onde estava estacionado o carro do francês, depois chegaram Claude e Fazão. Eles entraram no veículo e aceleraram. Júlio, que corria atrás do carro, ficou comendo poeira.

Mariana, que já estava cheia de sacolas e reclamando pq tinha que carregar tudo sozinha, avista o parceiro parado na pista.
Mariana: O que você tah fazendo aí parado? Nem pra me ajudar a carregar as sacolas você presta, seu traste!
Júlio: Olha aqui ó, filhote de madame, eu estava indo atrás da sua fotinha querida e é assim que você me agradece?
Mariana: E você conseguiu?
Júlio: Não, mas eu tentei até a última gota de suor.
Mariana: Novidade! – disse, revirando os olhos. – vamos ajude com essas bolsas, tenho uma idéia melhor para arruinar esse Natal.

RESULTADO ENQUETE: VOCÊ ASSISTIRÁ À NOVA NOVELA DE TIAGO SANTIAGO

Um total de 56 pessoas responderam à enquete. 29 (51,5%) responderam SIM e 27 (48,5%), NÃO.

SESSÃO RETRÔ - SOMBRAS DO PASSADO

A novela Sombras do Passado foi apresentada pelo SBT no horário das 19 horas, entre 12 de janeiro e 23 de março de 1983.
Para maiores informações sobre a novela, favor consultar: http://www.teledramaturgia.com.br/sombraspass.htm.
A reportagem que reproduzimos abaixo foi publicada na revista Amiga TV Tudo nr. 672 de 06 de abril de 1983.
Boa leitura!







domingo, 26 de dezembro de 2010

UMA ROSA COM AMOR - ESPECIAL DE NATAL - PARTE 5 - AUTORAS: MANU E ANNIE WALKER

Claude andava distraído, tentando não ser atropelado pelas pessoas, sendo jogado pra lá e pra cá pelas pessoas correndo. Então ele viu três mulheres andando pela rua animadamente e conversando. Ele olhou melhor, parou no meio da rua para observar a cena não acreditando no que via.

Claude: Mon Dieu! Eu colei chiclete na cruz! – disse parado, estupefato. De repente, uma mulher baixinha, cabelos estilo Beatles, o empurrou, fazendo acordar do seu assombro.
Mulher: Vai ficar aí parado, homem? A gente quer passar. – disse dando-lhe “guarda-chuvadas”.
Claude: Aiaiai, perdón, senhora! Ai, perdón, hã? – disse, se protegendo do objeto que lhe atingia. Enfim, ele se deu conta que estava muito exposto e se escondeu em uma loja de tecidos e observava as meninas andarem pela rua lotada.

De repente, o telefone de Rosa toca.

Rosa: Alô. - atendeu o telefone. Era d. Pepa.
Pepa: Oi Fina, como você tah? Num fala mais com os pobres, bem, quero dizer com os rico, neh filha? Hahhaha
Rosa: Nossa imagina, D. Pepa?! – disse revirando os olhos, tentando ser simpática.
Pepa: Pois é, Fina, eu vim aqui no Bixiga visitar o casarão e todo mundo só fala nessa ceia que o Dr. Claude tah preparando. Que sorte grande, hein Fina? Além de rico, bonitão ainda faz ceia de Natal!!!
Rosa: Pois é, D. Pepa!- respondeu ao sentir as pontadas de inveja da fofoqueira mais famosa do Bexiga. – O Claude é um marido de ouro!! – Annie e Manu se olham nesse momento e Claude, que ouvia escondido a conversa, engole seco.- Acredita D. Pepa que o Claude já preparou tudo? Já tah tudo preparado para o Natal... é realmente meu marido é de ouro! – Claude se deixou escorregar pela cortina ao qual estava escondido.

Claude *pensamento*: Ai Mon Dieu! E agora, hã?

Pepa: O Pedrinho tah tão lindo, Fina, e a Manu, uma princesa! O Pedrinho tah te mandando um beijo, seus pais também! Manda um beijo pra mamãe, Pedrinho!
Pedrinho: Maman, je t'aime (mamãe eu te amo).
Rosa: Pedrinho???
Pepa: Ele é uma gracinha mesmo, Fina!
Rosa: É sim! Mas o que q Pedrinho tah fazendo aí? – Claude fecha os olhos e faz uma expressão de ferrou!!!!!!!
Manu cochicha pra Annie:
Manu: Lembra daquela história de se perder?
Annie: Hã? Q q tem?
Manu: Tah aí uma ótima hora! - Annie entende o recado e sai de fininho.
Pepa: Como assim? O q q ele tah fazendo aqui? Você não sabia que eles estavam aqui?
Rosa: Claro que sim!! Imagina!- diz percebendo que poderia arrumar maiores problemas.- bem D. pepa eu tenho que desligar tenho que resolver alguns probleminhas. Manda um beijo delicioso pros meus filhos, tah?
Pepa: Claro, filha! Bejo!

Rosa desliga o celular e começa a discar.

Manu: Tah ligando pra quem?
Rosa: Pra Dadi, pro Claude! Sei lá. Pra quem me diga o q q meus filhos estão fazendo na casa dos meus pais e não em casa!
Manu: Acho melhor vc fazer isso depois!
Rosa: E por quê?
Manu: Porque... porque a Annie se perdeu, e ela nunca tinha vindo pra São Paulo...e....e nós temos que achar ela!!!!

Rosa fecha o celular e suspira, desacreditada.

Rosa: Meu Deus parece que tudo marcou data certa pra acontecer hoje!!!
Manu: vamos ter que fazer o caminho de volta pra ver onde ela se perdeu! Ai – reclamou quando alguém a empurrou.
Rosa: Aqui? É quase impossível achar alguém, Manu!
Manu: Tadinha da minha miga!

Vendedora: Posso ajudá-lo, sr.? – perguntou a vendedora ao ver Claude jogado no chão de sua loja.,

Claude, ao ao ouvir a voz feminina, se vira bruscamente como um menino travesso com medo de sua mãe o pegar em mais uma travessura, fazendo a vendedora ficar mais desconfiada.

Claude: Nón, nón, tah td bem, hã? – disse, se levantando e tentando arrumar as coisas e se mostrar normal – coisa que não era verdade.
Vendedora: Vejo que o senhor gostou mesmo desse tecido!



Claude: Hã? Sí, sí – fala, ao perceber que estava agarrado a uma toalha que usara pra se proteger. – Vou levá-la, hã?

A vendedora sorriu para o francês e começou a fazer a notinha, quando, de repente, Claude vê Annie andando de ré, observando Manu e Rosa. Ele chega de fininho sem que a sobrinha perceba e então...

Annie: AAA...- de repente Annie sente sua boca ser tampada por uma mão firme e grossa, sente um braço forte a puxá-la por trás e pressionar seu corpo no dele. A ponto da pequena Annie não conseguir colocar os pés no chão. Claude puxa a sobrinha pra dentro da loja. E, enfim, solta-a.
Annie: Ah... é vc, tio?! Puxa, pela pegada pensei que fosse o Brad Pit – disse, desanimada.
Claude: Hã, Brad Pit? Eu sou melhor, hã?
Annie: MENOS, BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM MENOS, TIO! – declarou, arqueando a sombrancelha.
Claude: O que vocês estão fazendo aqui?
Annie: O que VOCÊ está fazendo aqui? Eu trouxe a tia pra distrair ela pra vc preparar tudo!
Claude: E eu vim comprar as coisas.
Annie: AQUI?????
Claude: Onde mais, hã? Não tem mais onde comprar! Na verdade, a gente ainda não conseguiu comprar nada, não sabemos o que comprar.
Annie: A gente quem?
Claude: Frazón e eu. Quem mais?
Annie: Cadê ele?
Claude: Tah tentando roubar a máquinha de um fotógrafo que bateu foto da gente, já não se pode mais andar sem se preocupar com esses paparazzis, sabe?
Annie: Atah! – disse como se fosse uma coisa comum. – Mas não se preocupe, titio, porque Annie Wallker Geraldy, vai te ajudar a fazer as compras, pq compras é comigo mesmo!!!! – falou empolgada e realmente era. Annie era fanática por lojas e shoppings. Eles entraram em várias lojas, comprando tudo lindo. Annie tinho um ótimo gosto, Claude tinha que admitir. Nisso puxou sua irmã Marie, mas não era muito boa em economizar, nisso puxou seu tio Claude.

Trilha sonora de Annie e Claude fazendo compras.

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Fonte: http://youtu.be/R46VMMjbanY

Em cada loja que entravam, Claude tinha mais sacolas pra carregar. Quando o atendente dizia que não tinha o produto, Annie fazia dengo e cara de gato de botas e acabava conseguindo o que queria. Claude não gostava do jeito que alguns olhavam para sua sobrinha, ignorando sua presença, mas depois que Annie conseguia o que queria, ignorava-o e Claude sorria. E assim foi em várias lojas.
Enquanto isso, Mariana comprava várias caixas de algodão, pó para suco ruim, caninha da roça, entre outras coisas chulas para uma pequena surpresa para o seu amigo francês.
O fotógrafo, cansado de correr, percebe que não tinha mais ninguem atrás de si, pára, coloca as mãos no joelho em sinal de muito cansaço. Respira fundo, tentando recuperar seu fôlego, quando levanta a cabeça e vê os dois homens que antes o perseguiam, agora estavam na sua frente, de braços cruzados e cara de pouco amigos. Ele tenta se manter em pé e controlar a respiração ofegante, mostra um sorriso amarelo e tenta disfarçar o nervoso.

Fotógrafo: Oi, tudo bem? - declara, enquanto os dois homens ainda o encaravam com uma cara nada acolhedora.

FIC DA URCA - VERSÃO DA BEKA MOREAU - PARTE 16

Como Kira não sabia aonde o francês iria levá-la optou por algo em que não pecasse em nada, apesar de que ela não precisava de mta coisa pra ficar ainda mais linda:


Trilha da cena...

Sinal de Fogo - Ana Carolina

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Quando você me vê
Eu vejo acender outra vez aquela chama
Então pra que se esconder
Você deve saber o quanto me ama

Que distância vai guardar nossa saudade
Que lugar vou te encontrar de novo
Fazer sinal de fogo
Pra você me ver, quando eu te vi
E te conheci não quis acreditar nessa paixão

Mas por você eu me ajeito
Eu interrogo o meu espelho
Espelho que eu me olho
Pra você me ver quando eu te vi e te conheci

Por que você não olha cara a cara
Fica nesse passa não passa
Que te falta é coragem
Foi atrás de mim na Guanabara
E eu te procurando pela Lapa
Nos perdemos na viagem....

Claude andava de um lado para o outro parecendo que ia furar o chão:

D: Oh, Doutor Claudes, o senhor faz o favor de parar quieto pq eu já tô ficando tonta, ui?
C: Ah, Dádi eu tô ansioso, será que ela desistiu de me perdoar?
D: Não, doutor, é que mulher demora msm pra se arrumar, olha só ela descendo ai...

Dádi diz isso e Claude se vira automaticamente, fazendo aquela cara de tacho, que só o CL sabe fazer...

K: Claude, Claude, Claude! ACORDA!
C: Ah, mon Dieu, vc tá linda, chérrie
K: Merci, mas vc não me disse aonde vamos.
C: Ah, isso é uma surpresa e a senhora esta mto curiosa.
K: Que mané senhora, Claude?
C: A partir de agora é senhora, sim senhora, senhora Claude Geraldy.
K: Era só o que me faltava, um homem querendo me algemar.
C: Vc parece até um homem falando assim, vamos logo, boa noite, Dadi.
K: Bonna notte, Dadi.
D: Era só o que me faltava, mais uma estrageira dentro de casa, oh, mon Dieu agora vou ter que andar com um monte de dicionários. Oh, boa noite pra vcs tbm no meu bom e velho baianês!!!
K e C: rsrsrs...

No veículo...

K: Mon amour, vc não me disse aonde a gnt vai.
C: Non dissi msm, pq é uma surpresa, nem vem qrendo me dobrar non, viu?
K: Ah, Claude fala - diz, beijando seu pescoço, enquanto o sinal estava vermelho.
C: Oh, issi é golpe baixo, eu tô dirigindo. Oh, sinal verde, salvo pelo gongo. UFA!
K: Ah, Claude me conta vai.
C: Vc é mto curiosa, sabia? Oh, deixa eu falar com a Alabá aqui rapidim, ui.

Claude vai e desce no prédio de Frazão e pega os ingressos na portaria.

C: Prontim, agora nós podemos ir.
K: Até que enfim.

Eles vão direto para o camarote. Alabá é uma amiga eficiente msm, conseguiu até camarote no dia do show...

K: Claude, eu não acredito, é show de Caetano, com participação do Chico, do Djavan e do Zé, meu Deus eu vou morrer!!!Obg, meu amor, vc me faz a mulher mais feliz do universo, te amo!!!
C: Oh, chérrie, que é isso? Eu só queria me redimir.
K: Então, vc já tá perdoado.
C: Ah, agora que eu já sei seu ponto fraco, chérrie, eu nunca mais fico por baixo.
K: O q, Claude?
C: Nada nón, chérrie, vamos prestar atençón, ufa!

Eu não sei se todos já tiveram a oportunidade de assistir a um show do Caetano mas a tieti aki vai falar, um dos melhores que já assisti em minha vida!

Caetano entra no palco com aquele jeito único, todos pensavam que só Chico, Djavan e Zé fariam participações no show, contudo mtas surpresas, inclusive a presença de vários outros artistas, iriam surgir, o que faria uma certa espanhola filha de um italiano com uma austríaca que é muçulmana e que foi criada em SSA, ir ao delírio fazendo com que um certo francês se aproveitasse bastante disso...

A primeira música toca e Kira vai ao delírio...

Sozinho - Peninha

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Ás vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela de repente me ganha?
Quando a gente gosta é claro que a gente cuida
Fala que me ama só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está madura
Onde está você agora...

Claude aproveita pra tirar todas as casquinha possíveis da amada, quando começa essa música.

Qualquer coisa - Caetano Veloso

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Esse papo já tá qualquer coisa
Você já tá pra lá de Marrakesh
Mexe qualquer coisa dentro, doida
Já qualquer coisa doida, dentro, mexe
Não se avexe não, baião de dois
Deixe de manha, deixe de manha
Pois, sem essa aranha, sem esse aranha, sem essa aranha
Nem a sanha arranha o carro
Nem o sarro arranha a Espanha
Meça tamanha, meça tamanha
Esse papo seu já tá de manhã
Berro pelo aterro
Pelo desterro
Berro por seu berro
Pelo seu erro
Quero que você ganhe
Que você me apanhe
Sou o seu bezerro, gritando mamãe
Esse papo meu tá qualquer coisa e você tá pra lá de Teerã
Qualquer coisa, você já tá pra lá de Marrakesh...

Essa música fez atiçar o espirito de espanhola da ninina, não sei se tds que escutam tem a msm sensação, mas prestem bem atenção, parece que vc está no meio de uma tourada e que a moça é a muleta (capa vermelha) e o homem é o toureiro.
Kira tentava prestar atenção no show, mas Claude a provocava ao extremo, roçando sua barba por fazer em sua pele sensível, me diz como uma mulher resiste a isso tudo, mon Dieu?!

K: Claude, pára.
C: Vc quer mesmo que eu pare, chérrie?
K: Ah, pai...
C: Diga que me ama, chérrie.
K: Te amo.
C: A nossa travessia nunca vai chegar ao fim.
K: Será?
C: Onde quer que seja, se houver um céu acima de nós, o nosso amor vai existir!
K: Jet’aime.
C: Ego amo te, aprend,i tá vendo?
K: Ai, Claude eu adoro essa música!
C: Hum... Você não me ensinou a te esquecer, interessante?
K: Ai, num acredito ele vai cantar com o Fagner, ai meu Deus, vou morrer.
C: Calma, chérrie, ele ainda vai cantar Nem um dia com Djavan, Como 2 e 2 com o Chico e Paciência com o Lenine e tbm Bicho-de-7 cabeças com o Zé, vc non vai querer ta viva pra ver, nón?
K: Seu bobo, claro que sim, pára de fazer graça de mim.
C: Ah, que vc assim tieti é tón linda, bem que vc podia ser tieti assim di mim, non acha non?
K: Non, non acho non.
C: Pq?
K: Pq vc eu amo e tieti tem que dividir com as outras tietis e vc eu não divido com ninguém!
C: Bom saber, pq eu tbm non divido a senhora com ninguém.
K: O melhor show da minha vida.
C: Que bom e, entón, to perdoado?
K: Tá perdoado e com crédito na casa.
C: Ah, entón, eu vou abater, a senhora aceita jantar comigo?
K: Adoraria.
C: Que bom, pq as surpresas dessa noite ainda nón acabarón.

Algum tempo depois de mta tietagem de Kira e mtas provocações de Claude, o show chega ao fim, Caetano sobe ao palco junto com todos os seus convidados, mas uma surpresa de última hora, eis que surge das ‘trevas’(by Andressa Rayanna) Lulu Santos para aquela ‘saidera’ com “Apenas Mais Uma de Amor”, como uma idéia que existe na cabeça e tem todas as possibilidades de acontecer...

K: Já vamos?
C: Espera vem aki comigo antes.
K: Tá bom.

Claude toma o rumo dos camarins...

Ca: Kira, minha flor, que bom te ver!
K: Ai, obg Claude, ai Caetano, tava louca de saudades de vc
Ca: E eu? Qndo a Alabá me disse que vc qria me ver tentei arrumar lugares bons, mas eu pensei que ela viesse com vc, ah, mas vem falar com Chico, qndo ele te viu na platéia qse surtou, vc percebeu?
K: Aham, mas foi a Alabá que falou com vc, foi é?
Ca: É, mas vem aqui falar com os outros tbm.
K: Claro. “Ah se eu te pego francês descarado, ah se eu te pego”.
C: “Mon Die, agora eu me ferrei de vez”.

Kira, depois de se deleitar com os “homens de sua vida”, entra no carro com Claude.

K: Então quer dizer que foi a Alabá que fez a surpresa pra mim então?
C: Nón é bem assim nón, chérrie, é que eu liguei pra o Frazon, só que a Alabá atendeu pq ele tava dormindo, ai contei pra ela e ela resolveu me ajudar, foi só isso.
K:SÓ ISSO? SÓ ISSO, CLAUDE ANTOINE GERALDY?
C: NÓN É PRA TANTO KIRA GUAITOLINI PETRONNI GERALDY.

Claude dirigia atordoado pela discussão e nesse instante eles passam a frente do parque do Ibirapuera...

Nisso eles já não gritavam mais...

K: Do que vc me chamou?
C: Pelo seu nome ora? Nón é Kira Abdul Rauf Petronni?
K: Sim, mas não foi só disso que vc me chamou não!

Nesse instante Claude pára o carro e pede pra que eles entrem no parque...

C: Kira eu te chamei assim pq é assim que eu qro que seu nome fique assim que vc aceitar isso... Claude mostra o anel conta 1,2,3 coragem e lá vai : Kira Abdul Rauf Petronni vc aceita se casar comigo e ser a senhora Geraldy?

TO BE CONTINUED...