terça-feira, 31 de agosto de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

SESSÃO RETRÔ - REDENÇÃO

Redenção foi a maior novela da TV brasileira com 596 capítulos. Foi exibida, originalmente, pela TV Excelsior entre 16 de maio de 1966 e 2 de maio de 1968, no horário das 19 horas. O par central era composto pelos atores Francisco Cuoco e Miriam Mehler. Reproduzimos abaixo reportagem publicada pela revista TV Programas acerca da novela:







A sessão Retrô será publicada, daqui por diante, sempre às segundas-feiras.

VÍDEO-HOMENAGEM AO BLOG E A TODOS SEUS FREQUENTADORES - AUTORA: RIKELLY

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domingo, 29 de agosto de 2010

DEU A LOUCA NA SERAFINA, A ROSA - PARTE 10 - AUTORA: CLÁUDIA G

Em sua mesa Rosa lê o cartão....
 “Darling,

Perdoe nosso atraso, mas soubemos apenas hoje que no Brasil o dia da secretária é em 30 de setembro. Continue sendo essa Rosa encantadora, sempre gentil e prestativa.

Abraços,

Mrs e miss Smith”
Claude: Posso saber de quem são? - Finge apenas curiosidade.

Rosa: Dos americanos. Simpático, não?

Claude: Dos americanos ou do americano?

Rosa: (ri) No plural mesmo. Dos americanos. - Rosa decide provar. - Olha o cartão.

Claude pega o cartão para ler.

Claude: Puxa! Eles gostaram mesmo de você.

Rosa: Que bom, gosto muito deles também. Vou ligar para agradecer.

Claude: Faça isso, a americana adora essas coisas.

Rosa: Ela é muito educada e o marido muito gentil.

Claude: É verdade, mas cuidado com ele.

Rosa: Pode deixar. - Rosa dá aquela piscadinha que diz nas entrelinhas que entendeu o recado.

Claude: Bom...vou voltar ao trabalho, será que pode chamar alguém pra limpar a sala? Tenho medo que alguém se machuque, tem cacos de vidros e papéis por todos os lados.

Rosa: Claro, Claude! Pode deixar. Você está bem?

Claude: Estou ótimo! Apesar de tudo o que aconteceu.

Rosa: Não se machucou então?

Claude: Non, só um arranhãozinho aqui, - aponta para sua testa – mas nada demais.

Rosa: Nossa! Deixa eu ver isso?

Rosa se levanta da sua cadeira demonstrando sua preocupação e Claude gosta do paparico.

Claude: Tá tudo bem. Non se procupe, ãhn! - Claude segura as mãos de Rosa que já está em seu rosto. - Obrigado.

Rosa: Então tá, vou chamar alguém para limpar a sua sala.

Claude beija as mãos de Rosa, que fica sem reação, e Claude segue para sua sala.

Depois de um dia movimentado, Rosa foi para casa, tomou um banho e ligou o rádio da sala para ouvir suas músicas enquanto preparava o seu suco, Abacaúva, e o seu sanduíche preferido, Bang-Bang. O suco era de abacaxi, maça e uva, uma combinação simplesmente espetacular! Rosa havia copiado a receita de um restaurante de praça de alimentação de shopping center. Ela demorou algumas semanas, mas acertou na dose exata de cada fruta. Já o Bang-Bang, ela o apelidou dessa forma porque dizia que esse sanduíche matava aquela que a matava, a fome.

Receita do Bang-Bang
(por Rosa Petroni)

2 Fatias de pão de forma integral
Maionese light para besuntar o pão
4 fatias de peito de peru cortadas bem fininhas
Lascas de queijo brie à vontade.
1 rodela de tomate
Azeitona preta picada à vontade
Alface americana picadinha.

A dosagem das frutas para o Abacaúva Rosa não passava para ninguém, afinal, ela teve que descobrir sozinha.

Após saciar sua fome, Rosa escovou seus dentes, penteou seus cabelos e foi dormir. Ela suspirou e dormiu profundamente, estava exausta.

Claude havia acabado de tomar seu banho e foi conferir na frente do espelho o arranhão em sua testa, então, se lembrou de que aquilo foi ocasionado pela fúria da ex-namorada, mas não conseguia lembrar qual objeto que o machucou, mas aquilo também não era importante. Ele estava feliz e só pensava em como se aproximar de Rosa.

Claude já avaliava o pequeno arranhão pensando nas mãos de Rosa em seu rosto e no cuidado dela com ele. “Será que ela gosta de mim?”. Depois de divagar, Claude resolveu ir dormir e seu sono foi leve...

“Stars shining bright above you
Night breezes seem to whisper "I love you"
Birds singin' in the sycamore trees
Dream a little dream of me

Say nighty-night and kiss me
Just hold me tight and tell me you'll miss me
While I'm alone and blue as can be
Dream a little dream of me

Stars fading but I linger on dear
Still craving your kiss
I'm longin' to linger till dawn dear
Just saying this...”

(Louis Amstrong - Dream a Little Dream of Me -

A semana passou e Claude simplesmente travou, estava inseguro, não conseguia dizer absolutamente nada para Rosa, nem mesmo convidá-la para jantar ou qualquer coisa do tipo. Rosa percebia o patrão reticente, parecia sempre ter algo a mais para dizer, mas por algum motivo não dizia. Até que na sexta-feira Rosa perguntou.

Rosa: Claude, tem alguma coisa que você queira me dizer?

Claude: Non...

Rosa: Tem certeza?

Claude: Sim, sim...

Rosa: Tá, então vou indo, bom final de semana.

Claude: Rosa, espera!

Rosa vira-se para Claude com a curiosidade estampada em seu rosto.

Claude: Você pretende ir ao parque amanhã?

Rosa: Ao parque? Não sei, porquê?

Claude: Estou procurando companhia.

Rosa: Talvez eu possa arrumar uma companhia pra você. - Rosa resolve dar um empurrãozinho no patrão.

Claude: É mesmo? Quem?

Rosa: Ela vai te esperar amanhã lá em casa às dez. Tá bom pra você?

Claude: Está ótimo!

Claude fica feliz com o avanço e Rosa vai embora cantando.

“...I want your ugly
I want your disease
I want your everything
As long as it's free
I want your love
Love, love, love I want your love

I want your drama
he touch of your hand
I want your leather-studded kiss in the sand
I want your love
Love, love, love I want your love
(Love, love, love I want your love)...”


Sábado, 10h00

Claude: Ah non! Perdi a hora... - Claude levantou correndo da cama, lavou seu rosto, escovou os dentes, colocou sua bermuda, sua regata, calçou seu tênis e partiu em disparada descendo as escadas até a sala pulando degraus.

Dádi: Dr. Claude, não vai tomar café?

Claude: Estou com pressa Dádi! - Disse sem ao menos olhar para a empregada.

Dádi: Toma pelo menos uma xícara de café!

Dádi fica sem resposta. Claude já está no elevador.

Rosa está pronta para sair. A campainha toca e ela vai atender com uma bronca na ponta da língua para dar no francês.

Rosa: Você está atra… - Rosa se surpreende.

Júlio: Eu estou atrasado? Eu sei. Tem alguma outra pessoa além de mim que está atrasado?

Rosa: Como que você descobriu o meu endereço? Aliás, o que é que você está fazendo aqui?

Júlio: Posso entrar.

Rosa: Não, não pode.

Júlio: Você não vai querer que falemos da nossa vida pessoal aqui na porta do seu apartamento, vai?

Rosa: Eu não tenho nada para falar com você, vai embora!

Júlio: Mas eu tenho. - Diz e entra no apartamento mesmo sem ser convidado.

Rosa: Então tá! - Rosa fecha a porta. - Desembucha e some daqui.

Júlio: Sei que ficou chateada comigo, mas esse tempo que ficamos longe um do outro vi que você é a mulher da minha vida. Volta pra mim?

Rosa: Sai da minha casa. - Rosa abre a porta e oferece passagem.

Júlio: Ficou tão magoada assim comigo?

Rosa: Deixa de ser ridículo e pretensioso e dá o fora daqui agora!

Júlio: Não vai me dar nem um beijo?

Rosa não responde e acena com o olhar a direção da rua. Foi exatamente essa parte que Claude viu e ouviu quando estava saindo do elevador no andar de Rosa.

Quando alcança o elevador, Júlio se dirige à Claude que está parado olhando em direção ao apartamento de Rosa.

Júlio: É minha noiva, ela está furiosa comigo.

Claude: Noiva?

HOMENAGEM PARA A BISCOITINHA VANESSA QUE FAZ NIVER NESSE DOMINGO

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fic: Love Contrat - Autor: Sakuraxjapan (Geovanna) - Capítulo 3


Capitulo 3 “Segredos”


Já se passava da meia noite e nada daquele francês turrão aparecer. Não que eu tivesse preocupada com ele. Mais desde o que aconteceu mais cedo ele saiu e ainda não havia voltado. “Será que ele foi se encontra com a ex?” Pensei. Claude é tão misterioso que isso chega a me assustar até um certo ponto. Sinto que ele me esconde algo, e eu necessito descobrir do que se trata, já que eu seria obrigada a conviver com ele por pelo menos seis meses. Mais como eu faria para descobrir isso?

-Dona Rosa! Ainda está acordada? – Perguntou Dadi ao se deparar comigo na sala me assustando.

- Dadi, que susto! – Exclamei ao notar sua presença.

- Perdão Dona Rosa. Não foi minha intenção assustá-la.- Dadi se desculpou. - É que eu desci para pegar um copo d’água. – Ela se explicou logo em seguida.

- Tudo bem Dadi, não precisa se desculpar. – Falei sorrindo.

- Mais o que a senhora ainda faz acordada há essa hora? – Ela Perguntou.

- Também Desci para buscar um copo d’água. – Eu menti, pois na verdade eu não queria que ela achasse que eu estivesse esperando por Claude.

- Ah! – Então deixa que eu trago seu copo d’água. – Ela disse ao sair em direção a cozinha. Eu a seguir.

- Dadi, há quanto tempo você trabalha para meu avô? Nunca havia te visto antes. – Perguntei curiosa. Fazia um ano e meio que eu não voltava para o Brasil. Então acho que foi nesse meio tempo que meu avô a contratou.

- Há quase um ano. Doutor Claudes que me indicou para seu avô. – Ela respondeu ao me entregar o copo d’água.

- Como assim? Já se conheciam antes de você trabalhar aqui? – Perguntei ainda mais interessada no caminhar da conversar.

- Sim. Eu praticamente o criei. Trabalhei por muitos anos para família dele. – Ela respondeu, Atiçando ainda mais minha curiosidade. Abrir um sorriso triunfante ao perceber que Dadi era a chave para eu desvendar o mistério de Claude Antoine Geraldy. Tudo que eu precisava saber, ela poderia me informar. Dadi tinha caído como uma luva nessa historia toda.

- Dadi, estou se sono. Então por que não faz um cafezinho para tomarmos, você e eu? Aí podemos bater um papo. Jogar conversa fora. – Eu sugerir tentando mostrar naturalidade. Não queria que ela percebesse meu interesse particular em sua presença.

- Bater papo a uma da manhã? – Ela argumentou arqueando uma das sobrancelhas.

- Por que não? – Insistir.

- Dona Rosa não fica chateada não, mais é que eu tenho que acordar cedo amanhã. – Ela se justificou.

- Se o problema for esse, tira o dia de folga. – Respondi com um sorriso no rosto. Notei que ela ficou desconfiada.

- É que acho melhor deixar esse papo para amanha dona Rosa. – Ela sugeriu.

- Tem razão.- Concordei sem graça. – Então já vou subir. Boa noite Dadi. – Me despedi. Eu fui em direção a escada. Meu quarto era o ultimo do corredor. E para chegar a ele, eu tinha que passar pelo quarto do Claude, e ao passar por ele, uma idéia maluca me veio à cabeça. Como Claude ainda não havia voltado, decidi entrar no quarto dele para vê se eu encontrava alguma coisa a respeito do seu passado. Peguei meu celular e o fiz como lanterna, já que se eu abrisse a luz chamaria a atenção dos empregados que sabiam que Claude não se encontrava na casa. Comecei abrindo as gavetas do criado mudo. Mais não achei nada. Depois fui para a escrivaninha e nada também. Em seguida abri o guarda roupa. Tudo era tão organizado que me incomodava. Como um homem solteiro poderia ser tão organizado a esse ponto? –

- Perdeu alguma coisa aqui? – ressoou uma voz penetrante e familiar. Era o Claude. Ele havia chegado. Respirei fundo e me virei em sua direção. Ele estava escorado na entrada do quarto me observando seriamente. Como eu explicaria essa invasão para ele?

- N.. não. É que eu vim falar com você, e como não te encontrei no quarto eu... – Ele me interrompeu.

- Você aproveitou para mexer nas minhas coisas hãn? – completou.

- Claro que não. Por que diz isso. – Eu neguei firmemente a acusação tentando manter a compostura. Ele não falou nada e apenas apontou para o guarda roupa aberto. – Isso? É que ao entrar no quarto, ouvi um barulho que vinha de dentro do guarda roupa então... – Ele voltou a me interromper.

- Então num ato de coragem você resolveu vê do que se tratava. Você é maluca por acaso? E se fosse o bicho papon hãn? – Ele retrucou irônico.

- Bicho papão? Engraçadinho, pensei que pudesse ser um rato. – Esclareci. – Mais quer saber de uma coisa? Não estou nem aí se acredita em mim ou não. – Resmunguei indo em direção a saída do quarto. Só que ele não me deu passagem.

- Desculpa Claude, mais você poderia sai da minha frente. – Esbravejei. Ele deu um sorriso torto em seguida.

- Claro. Mais só depois que eu fizer uma coisa.- replicou maliciosamente.

- Que coisa? – Perguntei receosa, dando uns passos para trás ao perceber que ele se aproximava de mim. – Você não se atreva a fazer nada comigo se não eu grito. – O alertei.

- E o que você acha que eu vou fazer com você hein cherry? – Ele disparou ao se aproximar mais ainda de mim. Eu já ia fugir mais ele foi mais rápido, segurando um dos meus braços, me puxando para mais perto dele e me enlaçando pela cintura, me deixando totalmente imóvel.

- Me solta Claude. – Ordenei. Ele fingiu não escutar e levou sua boca próxima ao meu ouvido.

- Se você quebrou uma regra do contrato eu também tenho o mesmo direito. – Ele sussurrou. E em seguida começou a me beijar ferozmente. Tentei me soltar. Mais foi inútil. Ele era mais forte que eu. Então como uma forma de tentar me livra dele, mordi seu lábio. E foi como eu havia previsto. Ele me soltou logo de imediato.

- Ficou louca? – Ele resmungou levando a mão até a boca machucada.

- Você que ficou louco. – Debati num tom voz alterado. – Que te deu o direito de me beijar?

- Você. – Ele respondeu sarcasticamente.

- Como assim eu? – Perguntei agora confusa.

- Se você tem o direito de quebrar a primeira regra do contrato invadindo minha privacidade, eu me vejo no mesmo direito. Só que a regra que eu quebrei foi aquela que nos proibi de ter qualquer contato físico Cherry. – Ele se justificou. Sua voz era lenta e provocante. Sentir meu sangue ferver de raiva após ouvi-lo.

- Pois fiquei sabendo você que eu não quebrei regra nenhuma. – Retruquei.

- Oh mon die, você acha mesmo que vou acreditar nessa historia de ratos Cherry? – Ele perguntou irônico.

- E por que não? – Voltei a perguntar, meu nervosismo era aparente. O beijo que ele acabara de me dá tinha mexido com minhas estruturas.

- Pelo simples fato que non tem ratos nessa casa. – Ele disparou confiante, sem tirar olhos dos meus. Claude me encarava de uma forma intimidadora. E isso me deixava sem graça.

- Pois você está enganado. Nessa casa existem ratos sim, tanto é que estou na frente de um agora. Boa noite “cherry”. – Respondi sarcasticamente, saindo logo em seguida, não dando tempo dele debater minhas provocações. Por mais que eu tentasse me dá bem com ele, não tinha jeito. Havia algo nesse francês que eu não conseguia engolir. Como uma pessoa consegue conquistar tão rápido a confiança de alguém a ponto desse alguém deixar metade de sua fortuna e ainda obrigada-lo a se casar com a sua única neta? Eu sei que meu avô me amava demais, então por qual razão ele me deixou nas mãos desse aproveitador? Não sei, mais que esse Francês esconde algo, isso eu tenho certeza e vou descobrir do que se trata custe o que custar. Após o acontecido, fui direto para meu quarto. Fiz questão de trancar bem a porta como garantia caso esse francesinho de quinta resolvesse quebrar outra regra no meio da madrugada. O dia amanheceu. Eu pretendia ir ao shopping, precisava comprar roupas novas, mais ao descer as escadas, me deparei com minhas malas na sala.

- Bom dia Dona Rosa. – Disse Dadi assim que me viu.

- Bom dia Dadi. – Correspondi o cumprimento educadamente. – Essas são as minhas malas. Mais como elas vieram parar aqui?– Indaguei confusa.

- Ligaram mais cedo do aeroporto, avisando que suas malas já haviam sido recuperadas. Então o doutor Cloudes foi na mesma hora buscá-las. – Respondeu Dadi.

- Hum! E onde está ele agora? – Perguntei

- Subiu faz um tempinho, disse que ia tomar banho. – Respondeu Dadi. – O que eu preparo para o seu café da manha dona Rosa? –

- Nada Dadi, não vou comer. Estou de saída. – Respondi.

- Mais a senhora não pode sair sem comer nada. Vai ter uma fraqueza. – Repreendeu Dadi preocupada.

- Não se preocupe com isso Dadi. Já são quase meio dia. Vou deixar para almoçar no caminho. – Respondi.

- Pois eu concordo com a Dadi, você tem que comer alguma coisa antes de sair. – Claude observou ao se aproximar de onde estávamos. – Bom dia Cherry. – Ele disse me cumprimentando com um leve beijo no rosto. Não me dando tempo de me esquivar. Respirei fundo para tentar manter a calma. Não queria começar o dia discutindo.

- Claude o que eu tenho que fazer para você entender que contando físico estão proibido entre nós? – O repreendi.

- Pardon Cherry. Non resistir. – Ele respondeu rindo.

- Pois trate de resistir. – Disparei irritada. Ele apenas sorriu.

– Te dei bom dia, mais acho que já é quase boa tarde hãn? – Ele comentou enquanto observava as horas em seu relógio. Percebi um certo ar irônico em sua voz.

- Ainda estou confusa com o fuso horário. Alias fazem só três dias que cheguei da França, se é que você não sabe. – Respondi fingindo não me importar com o que ele achava disso.

- É o que todos dizem. - Ele observou rindo.

- Arghhhhh! Idiota – Resmunguei . – Estou indo Dadi. Antes que eu cometa um homicídio aqui. – Retruquei ao me despedir dela. E fui direto para a saída

- Tchau para você também Cherry. – Ele disparou, após eu ignorar sua presença. Fingir que não escutei. Fui direto para a entrada da casa. O motorista já me esperava. Havia pedido que preparasse o carro minutos antes de descer.

- Podemos ir agora Dona Rosa? – Perguntou Rodrigo assim que me viu. Ele era o motorista do meu avô.

- Claro. – Respondi ao me aproximar. Ele já ia abri a porta do carro para mim, quando foi interrompido por Claude, que apareceu de repente.

- Deixa que eu faço isso Rodrigo. – Ele disse ao abrir ele mesmo a porta do carro.

- Claude isso tudo é para me irritar? – Perguntei o encarando seriamente.

- Só estou sendo gentil. – Ele se justificou. Votei a ignorá-lo. Dei a volta e entrei pelo o outro lado.

- Vamos Rodrigo. – Ordenei.

- Claro Dona Rosa. Vamos! – Ele respondeu já entrando no carro. Mais para minha surpresa não foi só o Rodrigo que entrou. Claude também.

- Vocês eston indo para o shopping Hãn? Vou pegar carona com vocês, pois também estou indo para lá. – Claude explicou já colocando o sinto.

- Como é que é? Claude desse do carro AGORA. – Ordenei. – Tem mais quatro carros na garagem. Por que você quer ir justo comigo nesse carro? – Perguntei

- Talvez seja por que estamos indo para o mesmo lugar Cherry? – Ele indagou me encarando.

- E posso saber o que vai fazer no shopping? – Perguntei.

- Preciso comprar meu fraque né Cherry? Se non lembra nos casaremos amanhã. – Ele me lembrou. Eu havia me esquecido disso, a cerimônia ir ser amanhã. – Non é por que você vai vestida de roupa de hospital que eu tenho que usar a mesma coisa hãn? – Ele comentou divertido.

- Como assim vou vestida de roupa de hospital? Que dizer quem além de ter que me fingir de doente, terei que usar aquelas roupas horríveis? Não mesmo. – rebati irritada.

- Rosa você que sabe como vai vestida. Mais já podemos ir agora? – Ele sugeriu olhando para o Rodrigo. Assenti com a cabeça em forma de afirmação. Ao chegarmos ao shopping, formos direto para uma loja que vendia roupas para casamento. Senti meu coração aperta ao entrar no local e vê todos aqueles vestidos de noiva a minha frente. Fazia tempo que eu evitava me aproximar de um, por me trazer más recordações de uma época que teimava ainda em me atormentar.

- Posso ajudá-la com alguma coisa? – Perguntou uma das vendedoras ao se aproximar de mim.

- Não. Só estava dando uma olhando. Mais já estou de saída. – Respondi com tom de voz embasado. Eu sabia que se permanecesse nessa loja por mais alguns minutos, não conseguiria segurar o choro. Meu coração gritava de raiva. Há cinco anos essa realidade poderia ter sido diferente. Julio foi um covarde ao me abandonar dias antes de subir ao altar. Agora não tinha mais jeito. O trauma havia ficado. Claude estava na seção dos fraques, mais ao perceber que eu já estava saindo, veio rapidamente em minha direção.

- Rosa? O que foi? Non gostou de nenhum vestido? – Ele perguntou ao segurar um dos meus braços, me fazendo parar de andar. Eu evitei olhar para ele, não queria que notasse meus olhos marejados.

- Não. Na verdade pensei melhor, e concordo com o que disse. Fica mais convincente se eu casar com a própria roupa do hospital. – Respondi ligeiramente. Ele percebeu a minha inquietação e com um gesto delicado, tocou levemente meu queixo com um dos seus dedos, levantando minha cabeça e assim me obrigando a encará-lo.

- Tem certeza que é só isso Cherry? – Ele perguntou me olhando profundamente nos olhos. Não respondi com palavras, apenas assenti com a cabeça em forma de afirmação.

- Tudo bem. Vamos? – Ele perguntou ao me guiar a saída da loja.

- Mais e o seu fraque? – Indaguei ao perceber que suas mãos estavam vazias. Ele ainda não havia comprado.

- Depois eu compro. Isso pode esperar. Agora vou te levar para almoçar. Você não comeu nada o dia todo. – Ele respondeu de uma forma carinhosa. Apenas sorri em resposta. Na verdade eu estava até começando a gostar de toda essa preocupação dele comigo. Seria errado tentar me dá uma segunda chance? Seria tolice de minha parte tentar me abrir de novo para o amor? O medo que tenho de me decepcionar novamente me faz afastar qualquer intimidade real que eu possa ter com qualquer tipo de homem, independe dele ser meu noivo ou não. Só o fato de ser homem já me assusta. Claude havia dispensado Rodrigo. Queria ele mesmo dirigir. Então me levou em um restaurante com visão pro mar.

- Que lugar lindo Claude. – Elogiei assim que entrei.

- Sabia que iria gostar. - Ele respondeu ao me guiar a mesa que havia reservado minutos antes. – Sente-se Cherry! – Ele disse puxando uma das cadeiras de uma forma cavalheira. Por mais que eu dissesse que odiava suas gentilezas, ele insistir em ser gentil. Parecia sempre querer me agradar. Mais porque? Seria só pelo dinheiro? Não sei se é intuição de mulher, mais algo dentro de mim insistia em bater na mesma tecla de que Claude me escondia algo, e essas gentilezas dele seria uma forma de compensar isso, só não sabia ainda o que era. Enquanto esperávamos nosso pedido chegar, Claude e eu finalmente estávamos tendo nossa primeira conversa amigável. Coisa que ainda não tinha acontecido desde a minha volta ao Brasil. Estávamos falando sobre minha vida na França, sobre meu emprego, os lugares que eu conheci na Europa. E isso acabou me dando uma idéia. Eu ia aproveitar esse clima harmônico para tentar tirar qualquer informação dele. Mais lógico fingindo desinteresse.

- E por que a França, Rosa? – Claude perguntou referindo-se a minha escolha em ir morar lá depois do que aconteceu com o Julio.

- Por que era o país na qual minha mãe gostava. Não sei o porque, mais ela tinha uma certa ligação com a França. Pelo menos fui o que eu percebi mexendo nas coisas dela. Quando ela morreu, eu ainda era bebê. – Respondi.

– Sinto muito. – Ele lamentou. E seus sentimentos parecia realmente sinceros.

- Não precisa, já faz tempo que ela morreu. Mais e você Claude? Sua família é de lá né? Por que veio para o Brasil?- Perguntei tentando ao Maximo policiar minha voz para que o tom soasse desinteressado. Após ouvi minha pergunta, Claude ficou aparentemente atordoado. – Então Claude? Não vai me responder? – Insisti. Ele já ia abrir a boca para falar alguma coisa quando formos interrompidos pelo Garçom que estava trazendo o nosso pedido. “Francês de sorte! Salvo pelo gongo.” Resmunguei mentalmente. Enquanto comíamos, o silêncio foi inevitável. Pelo menos até o celular do Claude começar a tocar insistentemente.

- Não vai atender? – Perguntei.

- Não é nada importante. – Ele disse friamente ao dá uma leve conferida no numero. Mais o celular continuava a tocar. Ele parecia não querer atender.

- Claude atende! Esse barulho está me incomodado. – Disparei irritada.

-Pardon Cherry! – Ele disse ao pegar o celular. – Volto já.- Ele falou antes de sair com o celular em mãos. E foram 10 minutos até Claude voltar. Aparentemente ele não estava com uma cara muito boa. Achei melhor não perguntar nada e ficar na minha.

- Podemos ir? - Claude perguntou ao notar que eu já havia acabado de comer. Parecia ter pressa.

- Sim. – Respondi. Então fomos para o carro.

- Rosa, você non se importa se antes de irmos para casa, passamos em outro lugar, Hãn? – Ele perguntou enquanto abria a porta do carro para mim. Ele ainda continuava com suas atitudes de gentleman.

- Não. Por mim tudo bem. – Concordei. E durante todo o caminho, Claude permaneceu calado. E isso já estava começando a me incomodar. Passaram-se uns minutos e ele estacionou o carro em frente a um grande hotel.

- Rosa, eu preciso entrar aqui para falar com uma pessoa. – Ele disse ao descer do carro. E eu já ia fazer o mesmo quando fui interrompida por ele.

-Cherry, poderia esperar aqui? Non vou demorar. Prometo. – ele argumentou. Apenas assenti com a cabeça em um gesto de afirmação. Mais na verdade eu só ia esperar ele entrar no hotel para depois ir também. Tudo que vinha dele me instigava curiosidade, e eu queria saber o que ele iria fazer nesse lugar. Claude foi direto para o restaurante do hotel. Percebi que uma moça o esperava sentada em uma das mesas. Assim que o viu, ela correu para abraçá-lo, mais ele foi logo se soltando do abraço. Me aproximei discretamente de onde eles estavam. Precisava ouvi sobre o que conversavam.

- Claude, por favor. Eu te amo mon amour. – Disse a mulher. Na certa essa deveria ser a tal da Nara Paranhos de Vasconcelos.

- Nara, Acabou! O que eu tenho que fazer para você entender isso? – Ele rebateu friamente as investidas dela. Parecia realmente magoado. – Você me disse que precisou de três anos para se realizar profissionalmente. Pois eu precisei desses mesmo três anos para te esquecer. Você fez sua escolha, agora agüenta as conseqüências. – Ele disparou ao se levantar rapidamente da mesa. Mais ela o impediu de ir embora ao segurar um dos seus braços. Percebi que ela sussurrou algo em seu ouvido e logo em seguida o beijou intensamente. No começo ele pareceu tentar resistir, mais depois foi se rendendo. Eu tinha que voltar para o carro, não poderia deixar que ele me visse aqui. Dei a meia volta em direção a saída, mais a pressa e o nervosismo de sair logo desse lugar me fez esbarrar em um dos Garçons .

- Aiiiii! – Eu gemi ao cair.

- Desculpa Senhora! Eu não a vi. – Disse o garçom levemente atordoado.

- SENHORITA! – O repreendi. – E a culpa não foi sua, foi minha. – Indaguei envergonhada. Eu não precisava olhar ao redor para ter certeza que era o centro das atenções.

- Rosa! Você está bem? – Gritou Claude se aproximando rapidamente de mim.

- Estou. - Respondi ao me levantar com a sua ajuda.

- O que aconteceu aqui? Quem é ela Mon amour? – Perguntou Nara chegando logo em seguida.

- Rosa, vamos! – Ordenou Claude ignorando a pergunta de sua ex noiva.

- Claude! Estou falando com você. – Disparou Nara nervosa pela indiferença dele. Para tentar amenizar mais o clima. Tentei dá uma de educada, e eu mesma me apresentei.

- Sou Rosa Petroni. Prazer! – Disse ao estender a mão educadamente em forma de cumprimento. Mais fui ignorada. Ela não respondeu meu gesto me deixando com a mão no ar.

- Ah! Então você a neta do ex chefe do Claude. Aquela que foi rejeitada pelo noivo dias antes de subir ao altar. - Comentou Nara cinicamente.

- Nara!!!- Claude a repreendeu.

- Deixa Claude, ela tem razão. – Comentei calmamente, fazendo questão de mostrar que não me senti ofendida. – E você deve ser a Nara, aquela que acabou de ser rejeitada. – Respondi sua provocação à altura. Senti de longe o sangue dela ferver de raiva após meu comentário.

- Claude você vai ficar parado aí enquanto essa mulherzinha me ofendi? - Ela gritou ao encarar seriamente o Claude.

- Você pediu por isso. – Ele respondeu com tom de voz firme e serio. – Vamos Rosa. – Ele disse ao me puxar pelo braço. Voltamos os dois para frente do hotel onde o carro estava estacionado.

- Você está bem? - Ele perguntou ao me encarar.

- Devia ser eu a te fazer essa pergunta. – Indaguei preocupada. Claude estava aparentemente abalado. O encontro com Nara havia mexido com ele.

-Melhor voltarmos para casa. – Ele desconversou. Claude não queria tocar no assunto. Achei melhor não insistir. Ao chegarmos em casa, cada um foi para seu quarto. Precisávamos descansar, amanhã seria um longo dia. Frazão havia marcado para as 16:00 horas o casamento. Se é que depois de hoje esse casamento ainda fosse acontecer.

N/A: Para os leitores. Pretendo postar um capitulo por semana, como estou fazendo no Orkut. Será todos os sábados ok?

E não esqueçam de entrar na comunidade da fic “Love Contrat” http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=105637756

PS: Comentem para eu saber se estão gostando ou não? Beijos.

SUGESTÕES DE LIVROS PARA OS AMANTES DE NOVELA

Os dois livros abaixo são excelentes e podem ser encontrados nas livrarias ou podem ser pedidos. Fica a sugestão.
A primeira sugestão é:


Este excelente livro traz simplesmente um resumo de todas as séries, teleteatros e novelas exibidos durante todo o tempo de vida da Rede Tupi de Televisão. Ele contém, também, fotos de atores e diretores que trabalharam nessa TV. Dá para descobrir que muita gente famosa hoje já tem muitos anos de estrada. Excelente pedida para aqueles que assim como eu morrem de saudades da velha Tupi!
A segunda sugestão é:



Este guia lista todas as novelas e minisséries da Rede Globo. Além disso, fala um pouco sobre como elas são escritas e produzidas. Sugestão ótima para quem quer aprender mais sobre teledramaturgia ou matar saudades de velhos atores e novelas.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

UMA ROSA COM AMOR - VERSÃO DA MANU - CENA EXTRA - PARTE 10

Alabá entrava lindamente na igreja, o que deixava frazão com um soriso bobo...

Durante a cerimônia, ao passar os olhos pelos convidados claude percebe que julio assiste ao casamento...



C: o quiii quiii esse tampinha tá fazendo aqui?(resmunga pra rosa)

R: eu não sei! só pode ter vindo de penetra...

C: quiiii desaforo! vou tííí´contar!

R: claude! fica quieto pra não estragar a cerimônia amo...



PADRE: "se alguém tem algo a dizer que possa impedir esse casamento que fale agora ou se cale para ...!"

E: eu tenho!!

F eA: Erci?!?!

E: eu mesma! seu padre essa coisinha não pode se casar com ele...

A: e eu posso saber pq?

E: pq ele é meu homem!!!

A: agora vc passou dos limites..( diz raivosa indo em direção a erci)

Frazão segura alabá...

ninica e alzira chegam "esbaforidas" na igreja...

N: seu padre ! não liga pra o que ela tá falando não!

A: ela não tá batendo muito bem...sabe?

F: é verdade! continua seu padre...

PADRE: "se alguém tem algo a dizer que possa..."

E: ôh seu padre vc não ouviu o que eu falei não? o noivo é apaixonado por mim!

F: ôh erco vc já me perguntou isso por um acaso?

E: ôh frazão! fica quietinho ai, meu papo aqui é como padre e com essa coisinha vestida de noiva...

R: ôh erci, deixa eles em paz, vc não vê que tá sobrando não hein?

E:olha só quem fala, se não foi vc quem roubou o noiva da nara...

Ai Rosa se descontrola...

R: PERAIIIIIIIII!!!!

c: CA...CA...CALMA CHÉRI! ô erci, quiiii quiii foi? tááá máááluca,ãhn?

E: mas é verdade! a Rosa roubou o noivo da nara e ainda fica ai posando de boa moça...

C: agora já chega, ãhn?



Julio que milagrosamente estava quieto na dele resolve se pronunciar...



J: isso pq ele roubou minha noiva...

A: perai! então quem roubou quem de quem? agora fiquei confusa....C: olha aqui seu tampinha desaforado! minha mulher nón é nada sua, e eu nón roubei ela dííí ninguém, ainda mais dííí´vc!!

J: mas se vc não tivesse aparecido a gente podia ter se acertado...

C: AHHH!!! ELE TÁÁÁ´MÁÁÁLUCO MESMO!

(diz claude indo em diração a julio completamente irritado, mas é impedido por frazão que o segura...)

PADRE: mas meus filhos... calma..isso aqui é uma igreja...

C: ahh seu padre! é quiiii esse tampinha irrrrrrritante já passou dos limites...olha aqui...(diz indo em direção de julio) eu vou tiii quebrara a cara....

J: vem! quero só ver!

F: calma claude!(diz ainda o segurando)

E: isso! vamo fazer barraco no casamento do frazão!!!

R: claude! vc não vê que é isso o que eles querem?

A: é isso mesmo Rosa...ôh frazão! volta pra cá vem, anda logo!

R: claude! vc também...anda!

C: tá..tá bom chéri...pronto!

PADRE: posso continuar o casamento?

A: pode! pode sim!

PADRE: alabá aceita..

S: ué! não vai terminar de perguntar se alguém tem algo contra o casamento não?

RO: xiiiiiiiii!!!!

PADRE: é verdade... se alguém tem algo que REALMENTE possa impedir esse ca...

R: AAAAAAHhhhhhh!!!(GRITA)

C: quiiiii quiiii foi chéri?

R: claude! a bolsa estourou!

PADRE: é...esse é um bom motivo...

C: ãhn? mas, agora? como assim? quiiii quiiii eu faço?

R: calma ... me leva pra maternidade...

C: tá....

R: ANDA LOGOOOO! CLAUDE!!!

C: tá bom...tô indo... cadê a chave do carro...? ah! Rodrigo tá ai...frazón, vai lá chamar o rodrigo...ou melhor... me ajuda a levar ROsa..

R: ahhhhh!! ANDAAAAA!!!!! ANDA LOOOGOO!!!!!!

C: ah mon Dieu!!!

f; eu levo vcs!

a; ahh! nada disso... eu já tô aqui de noiva, só saio daqui casada...sérgio querido! vc pode ajudar o claude?

S: claro! vamo fina...

C: serrrrgio o roddrigo sumiu, vc dirige pra mim... eu tô um pouquin nervoso..ãhn?

(Diz completamente descontrolado...)

####

No carro sérgio dirigia e claude atras segurava a mão de Rosa...

C: calma chéri! já vamos chegar...

(Diz apavorado, suando frio de nervoso)

R: ahhhh!!! eu tô calma claude! vc que não tá...( e tira forças pra rir da cara de bobo do marido...)

###

Chegando à maternidade rosa vai pra sala de parto junto com claude que está a coisa mais fofa usando aquela touca, a máscara e as luvas...



MÉ: essa menininha tá ansiosa pra nascer... vamos ajudá-la... vamos começar...

POOOOOOHHHHH!!!

Claude completamente inerte estirado no chão...

Mé: acho que esse papai não vai aguentar assistir ao parto, não! rsrsrsr

Claude é levado pra fora da sala pra se recompor...

###

S: ué! o que que vc tá fazendo aqui?

C: eu desmaiei...

S: kkkkkkkk!!! ah claude! só vc mesmo....

NEsse momento quase todo mundo que estava no casamento chega à maternidade...

C: quiiii quiiii é issiiiiii?

F: a Alabá fez o padre andar logo com o casamento antes que minhas ex resolvessem aparecer...

A: e como tá a Rosa?

C: tá lá dentro...

G: e pq q o senhore não tá lá com ela?

S: ele tava, mas desmaiou...

Todos: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

CLaude fica sem graça quando...

(ps.: eu sei que nas maternidades hj em dia isso não é muito comum, mas como é ficção...rsrsr)

se ouve um choro de bebê.....



(to be continue....hehe)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PAI HERÓI - CAPÍTULO I


Há alguns anos, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, viveu um homem chamado Malta Cajarana. Ambicioso, lutou para subir na vida com as armas de que dispunha: valentia, audácia, ausência de escrúpulos. Armas tão sabiamente exploradas que ele logo se tornou conhecido. Mais que isso: tomou-se respeitado e temido. Temido a tal ponto que o simples pronunciar de seu nome causava medo nos mais fortes e pânico nos mais fracos.
Mas, se tudo tem um preço na vida, Malta Cajarana pagou muito alto por ter, a seu modo, vencido. Mesmo para um homem como ele, havia limites; limites que, se ultrapassados, constituiriam fatal armadilha. Talvez confiando demais em seu poderio, ele se tomou responsável pela morte do vigário do lugar, frei Nicolau. Não contava, claro, com a reação do povo. E ela foi terrível: a população, enfurecida, talvez levada por uma espécie qualquer de autopunição, linchou aquele que a atemorizara durante tanto tempo.
Malta Cajarana terminou assim seus dias, como se esse final tão trágico viesse apenas coroar uma existência toda ela voltada para a própria tragédia.
Mas o inusitado é que ele, morto, passou a existir muito mais do que vivo, pois de homem, transformou-se em mito; sua vida e suas façanhas contadas e recontadas por aquele mesmo povo que dele se livrara, como se sua memória fosse agora algo imprescindível, imorredouro. E havia até o sobrenatural para corroborar tal convicção: todo ano, no dia da morte de frei Nicolau e no mesmo local onde fora assassinado por Cajarana, uma flor nascia. Durava exatamente três dias, nunca mais, nem menos, e o povo formava romaria para vê-la e pedir uma graça, já que aquele era o inconteste sinal de que o morto se tomara santo.

O estigma paterno (I)

Malta Cajarana casara-se com uma mulher chamada Gilda. Com ela teve um filho, a quem deu o nome de André. Só que esse filho não conheceu o pai nem foi criado pela mãe. Ainda muito novo, foi entregue por Gilda ao avô paterno, que o levou para Paço Alegre, cidadezinha do interior de Minas Gerais. Lá o garoto cresceu, educado pelo avô. Tinha o gênio dócil, passivo; em nada lembrando o pai. Aliás, tinha a mais pura impressão a respeito da figura paterna, pois o avô lhe transmitia histórias que diferiam fundamentalmente da realidade. Enfim, para André, o pai tinha sido um homem normal, honesto e trabalhador. Uma única questão o incomodava: se era assim, por que a mãe o abandonara aos cuidados do avô, nunca o procurara, nem tampouco mandara notícias? Na verdade, tal fato amargurava a vida de André, fazia-o diferente dos outros garotos, criados em meio a uma família, com o carinho de pais e mães.
André, no entanto, até certo ponto se conformava; a presença do avô, o amor que ele transmitia eram-lhe suficientes. As coisas permaneceram assim até o dia em que o avô veio a faltar. O que fazer agora, sozinho no mundo, numa pequena cidade do interior? Não era melhor ir para o Rio, procurar a mãe, obter dela o apoio de que tanto necessitava naquele momento?
Ingênuo, sem ter a menor idéia do que o esperava, embarcou para o Rio.

O poderoso chefão

Gilda havia se casado novamente, com um italiano, Nuno Baldaracci. Rico, poderoso, envolvido em negócios que iam desde indústrias a hotéis, Nuno era sinistra mistura de mafioso e contraventor da Baixada, a honradez de seus negócios servindo apenas de fachada para encobrir atividades bem menos lícitas, sórdidas mesmo. Aliás, todas as suas atitudes eram pautadas por semelhante contradição, a aparência moralista a disfarçar a mais impudente imoralidade. Nuno sabia, evidentemente, da existência de André. E sabia também de outra coisa, bastante importante: Gilda, ao fazer o inventário de Malta Cajarana, tinha omitido o nome do filho, entrando sozinha na posse de todos os bens, como se André não existisse. Estaria, portanto, em péssima situação, se o rapaz resolvesse reclamar seus direitos na Justiça. Além do mais, tinha outros três filhos, que também seriam prejudicados, caso isso acontecesse.
Acrescente-se que havia verdadeiro pânico, em Nilópolis, por parte dos linchadores, acerca da presença do filho de Malta Cajarana, pois ele, com certeza puxado ao pai, tentaria vingar-lhe a morte.
Por fim, havia também outro tipo de pessoa, como Ana Preta, dona do Cabaré Flor de Lys, que parecia saber muito mais coisas a respeito da morte de Malta Cajarana e das atividades de Nuno Baldaracci do que deixava transparecer.

O estigma paterno (II)

Foi, portanto, com incrível hostilidade que André se viu recebi em Nilópolis. Mas nem toda a agressividade do mundo poderia ser comparada ao choque que o tomou por conhecer detalhes da vida e damorte do pai. Por que o avô lhe mentira? Ou será que não mentira? Onde estaria a verdade, afinal? Não sabia, o que o deixava inteiramente desorientado. Mesmo em meio a tudo aquilo, porém, algumas coisas boas aconteceram; conhecer Ana Preta foi a melhor delas. Ana se mostrou compreensiva, humana, amparando-o no momento em que ele mais necessitava de apoio. E foi ela também quem o encorajou o suficiente para vencer as barreiras que teimavam em erigir, a fim de que não visse a mãe. É bastante elucidativo reproduzir o diálogo que tiveram ao se encontrar:
- Então, o que veio fazer aqui agora, André? - perguntou ela, a emoção a lhe velar a voz.
- Meu avô morreu e eu fiquei sem saber que rumo tomar. Então, pensei: vou pro Rio conhecer minha mãe, saber do meu pai. - Seu pai ... seu pai ... ah, seu pai!
- Estou sabendo tudo agora. Eu nem sonhava, não passava pela minha cabeça que ele foi o que foi. Meu avô me dizia tudo ao contrário. A senhora imagina o choque que eu tive quando fui sabendo das coisas.
Ela fez um gesto para que ele se calasse:
- Não imagina como você lembra seu pai. Parece que estou vendo ele na minha frente.
- Eu sei o quanto isso lhe chateia...
- Não, não. Você não tem culpa. Mas a verdade é que ele me fez sofrer demais. As pessoas costumam julgar sempre os outros, sem conhecer as causas de algum gesto da gente. Mas ninguém nunca me perguntou por quê, no desespero, eu tive de deixar você ... as razões que me levaram a isso ... o inferno em que eu estava vivendo com seu pai, o que ele me fazia passar.
- Eu não estou perguntando.
Ela o encarou, em silêncio, como se não tivesse mais nada a dizer, como se os anos de separação houvessem criado entre eles um abismo já de todo intransponível.

A matriarca

Carina amava César, que amava Carina. César se casou com Carina. Só que Carina tinha uma filha de outro e não disse nada a César. Ou melhor, dizer ela disse, no dia do casamento, o que estragou a noite de núpcias (César foi tomar um porre) e a lua-de-mel. Depois as coisas se ajeitaram (só aparentemente) e Carina continuou a amar César, que deixou de amar Carina.
Carina era muito rica, herdeira de grande fortuna. Era dona de uma fábrica de brinquedos - a Mirasol -, da fábrica de calçados Carina, da Malharia Carina, todas pertencentes ao grupo financeiro Limeira Brandão. Ocorre que essa família tinha uma matriarca, Januária, mulher forte que controlava a tudo e a todos com mão de ferro. Viúva, Januária era intransigente em várias coisas, mas, acima de tudo, na vida política de Paço Alegre, há mais de trinta anos comandada por seu clã. Só que já não era fácil exercer com êxito esse comando; os filhos tentavam fugir a sua autoridade, as noras contrariadas com um domínio que as ameaçava.
Além desses problemas, havia outros, mais palpáveis, cujos desdobramentos Januária tinha de enfrentar. No momento mesmo do casamento de Carina, ela se via envolvida num deles. Para salvar a fazenda de Paço Alegre, fora obrigada a contrair enorme dívida; a primeira prestação estava por vencer, e Januária não tinha o dinheiro necessário. Aliás, o casamento da neta fora maquinado por ela. Esbarrara, contudo, num problema: o administrador geral do patrimônio de Carina, no intuito de protegê-la, exigira que o casamento se realizasse com separação de bens. Januária, que contava com o auxílio de César para conseguir, através dele, um empréstimo, via-se, assim, acuada. Mas o fato de se ver pressionada obrigava­a a lutar; era-lhe até, pode-se dizer, emulação à qual não se furtaria. Decidida, iniciou novas maquinações. Com isso, conseguiu dobrar Tiago, o administrador. César, então, foi guindado ao cargo de pessoa mais importante dentro das companhias de Carina, e Januária conseguiu, enfim, a quantia de que necessitava.
Como se comportavam, porém, Carina e César, em meio a todo esse jogo? Ela, por amor, e sempre alheia aos negócios, cedia. Aliás, seu interesse se concentrava por inteiro em algo diferente da sensaboria que lhe significava a administração de suas companhias, já que o balé era o resumo de todas as suas aspirações. Por ele seria mesmo capaz do mais absoluto sacrifício.
E ele? Como reagia? Por ambição, da maneira mais cômoda e acanalhada possível. Empregado sem voz ativa até aquele momento, se a situação o favorecia, por que não usufruí-la, deixando de lado quaisquer pruridos de moral ou consciência? Entrou assim na posse do novo cargo com a desenvoltura própria dos velhacos e, seguro do amor que Carina lhe dedicava, deu-se ao luxo de lhe fazer a exigência de abandonar o balé, não dançando mais em público, limitando-se aos exercícios e aulas na academia de Eugênia Feodorova.


OFERECEMOS ESSE CAPÍTULO A TONY RAMOS, QUE HOJE COMPLETA 62 ANOS, A JANETE CLAIR (IN MEMORIAN), POR SUA GENIALIDADE E A SUA NETA RENATA DIAS GOMES, QUE ESPERAMOS CONTINUE O TRABALHO GENIAL DE SEUS AVÓS JANETE CLAIR E DIAS GOMES.

DEU A LOUCA NA SERAFINA, A ROSA - PARTE 9 - AUTORA: CLÁUDIA G

Claude correu para trás da árvore.

Rosa: Claude! Aonde você vai?

Claude: Xiii, xiii!! - Claude fazia sinal de silêncio para Rosa com os dedos nos lábios.

Rosa fica sem saber o que fazer enquanto vê Nara se aproximar.

Nara: Você não é a secretária do Claude?

Rosa: Rosa. Sim, sou eu mesma. Como vai?

Nara: Ele estava aqui com você, não estava?

Rosa: Aqui? - Se faz de desentendida olhando para os lados.

Nara: É, tinha um homem aqui com você. Era ele, não era?

Rosa: Não, era só um amigo que já foi embora.

Nara: Sei...Você mora por aqui?

Rosa: Mais ou menos.

Nara: E tá fazendo o quê aqui?

Rosa: Você tá fazendo o quê aqui?

Nara: Como o que que eu estou fazendo aqui? Não está vendo? Eu estava correndo.

Rosa: Então, eu estava lendo. - diz mostrando seu livro.

Nara: Tem certeza que não era o Claude que estava aqui?

Rosa: Absoluta.

Nara: Vou indo então. Tchau.

Rosa: Tchauzinho!

Nara se afasta de Rosa retomando sua corrida e olhando para trás desconfiada de que Claude pudesse aparecer a qualquer momento. No percurso Nara tropeça num rapaz que descansa deitado na grama. Rosa fica olhando Nara se afastar e ri ao vê-la caída em cima do jovem, quando Claude surge por detrás de Rosa.

Claude: Nossa! Muito obrigado!

Rosa: Foi por pouco, hein! Estava vendo a hora que ela ia dar a volta pelo tronco da árvore te procurando. Desculpa te fazer essa pergunta, mas por que não queria que ela o visse aqui comigo?

Claude: Nos últimos sábados nós temos vindo juntos ao parque correr, mas hoje, como acordei mais cedo, vim sozinho. Se ela me pega aqui com você ia ser uma baita confuson.

Rosa: É, acho que ia mesmo, penso que ela não vai muito com a minha cara.

Claude: Non liga. Nara é antipática mesmo, aliás isso é uma das coisas que mais me irrita nela.

Rosa: Claude, acho que vou indo... Daqui a pouco ela pode voltar aqui pra conferir se é verdade e eu sou da paz com quem é da paz.

Claude: Eu posso te levar, já estou indo também.

Rosa: Obrigada, mas acho melhor não.

Claude: Tem certeza?

Rosa: Tenho sim, prefiro ir caminhando com a certeza que chegarei viva em casa. - Rosa ri do que acabou de dizer.

Claude: Também non exagera, ãhn!

Rosa: Tchau, Claude! - Rosa foi se afastando e lembrou de avisá-lo de um compromisso. - Até segunda... não esqueça que tem a reunião com os americanos as nove.

Claude: Nove horas?? Cedo assim é? - Grita para uma Rosa já distante.

Rosa: As nove! Tchau.

Claude fica observando Rosa se afastar até perdê-la de vista, quando resolve se sentar em baixo da árvore e ouvir mais uma musiquinha.

“Já me acostumei com a insegurança
De quem não quer sofrer
A paixão certeira que nos alcança
Quem poderá prever

A profundidade e o envolvimento
Não dá pra controlar
A longevidade do sentimento
Só o tempo dirá
Pode ser
Uma nova ilusão
Pode ser
Esse meu coração
Ou será o amor, ou será
...”

(Pedro Mariano – Pode ser - http://letras.terra.com.br/pedro-mariano/72488/ )

Segunda-feira, 9h00, escritório.

Claude: Bom dia, Rosa! Ratificando a pontualidade britânica do francês aqui.

Rosa: (ri) Bom dia, Claude! Passou bem o final de semana?

Claude: Muito bem e você?

Rosa: Bem também.

Claude: Eles já chegaram?

Rosa: Não, acabaram de ligar dizendo que vão se atrasar, mas que está tudo bem.

Claude: Ufa! Menos mal.

Rosa: Claude... tudo bem com a Nara?

Claude: Non sei, non falei com ela.

Rosa: Não falou com a sua namorada no final de semana?

Claude: Non...

Rosa: Ah! Se fosse o meu namorado...- retrucou baixinho, mas não o suficiente para que Claude não ouvisse.

Claude: Ah! Se fosse você a minha namorada...

Rosa: O que foi que disse?

Claude: Non, nada.

Rosa: Você precisa de alguma coisa? Tudo bem pra reunião? Deixei as minutas dos contratos em cima da mesa.

Claude: Tudo bem, obrigado.

Rosa: Ah! O Frazão ligou, disse que já está chegando, estava no trânsito.

Claude: Ok.

Rosa senta em sua cadeira e olha para o computador tentando parecer natural ao disfarçar sua inquietude. Claude a observa por alguns segundos, dá dois passos para trás e vai para sua sala. Depois que Claude entra em sua sala e fecha a porta, Rosa suspira, sorri com os cotovelos apoiados na mesa e as mãos aparando seu queixo. “Segunda-feira perfeita!”

Frazão: Rosa?

Rosa: Oi, Frazão! Estava distraída, me desculpa.

Frazão: Bom dia. Claude chegou?

Rosa: Sim, está na sala dele.

Frazão: Obrigado. - Quando já estava com a porta da sala aberta, Frazão resolve fazer um de seus galanteios para Rosa. - Rosa, você está um espetáculo hoje.

Rosa: Obrigada Frazão!

Do lado de dentro da sala...

Claude: Quem está um espetáculo, Frazon?

Frazão: A Rosa.

Claude: Frazon, não vai começar a dar em cima de Rosa também, ãhn? Já perdemos umas três secretárias por sua causa.

Frazão: O que que tem? Eu sou solteiro. Ela é solteira, não é?

Claude: Ela é, mas...

Frazão: Mas...??? Ah não! Peraí...você e a Rosa...

Claude: Non!!

Frazão: Claude, eu tenho notado você bem estranho ultimamente, avoado, distraído... O que que está acontecendo com você?

Claude: Frazon, vamos trabalhar? Os americanos estão chegando aí.

Frazão: Tudo bem, mas depois você vai me contar essa história. Quero saber tudo.

Claude: Tá bom, Frazon! Depois a gente fala sobre isso.

A reunião transcorreu tranquilamente. Na hora do almoço Frazão e Claude estavam de saída e encontraram Rosa no hall aguardando o elevador.

Frazão: Aonde vai?

Rosa: Almoçar.

Frazão: Nós também estamos indo, quer vir com a gente?

Rosa: Obrigada, mas tenho um compromisso também.

Claude: Compromisso?

Rosa: Claude, desculpa não avisá-lo, é que pensei que o tempo do almoço fosse suficiente para comer algo rapidinho e...

Claude: Rosa, non. Que isso! Fiquei curioso apenas.

Frazão: Curioso? Francês, desde quando você é curioso?

Claude não responde a provocação do amigo.

Frazão: Rosa, uma pena que você não possa ir conosco.

Rosa: Obrigada Frazão, fica para a próxima. Olha, chegou!

No carro Frazão e Claude conversam...

Claude: Precisa mesmo sempre fazer essas suas piadinhas?

Frazão: Claude, vai ou não me contar o que está rolando entre vocês.

Claude: Non está rolando nada.

Frazão: Tu mente muito mal, francês!

Claude: Non tô mentido, coisa nenhuma! Vou te contar o que aconteceu, que non foi nada demais até agora e você para de me encher com essa conversa. Tudo bem?

Frazão:Vai, conta logo!

Claude contou no caminho para o restaurante e durante todo o almoço para o amigo sobre as flores no dia da secretária, o jantar e o encontro casual no parque, inclusive a participação de Nara nesse encontro casual.

No fim do almoço...

Frazão: E você está pensando de fazer o quê?

Claude: Sei lá, eu preciso colocar um ponto final nesse meu relacionamento com Nara.

Frazão: Tem ideia de como vai fazer isso?

Claude: Nenhuma.

Frazão: Claude, uma hora vai ter que acabar com isso. Você sabe que a Nara não gosta de você, ela gosta do seu dinheiro.

Claude: Non sei, Frazon. Eu me sinto um canalha fazendo uma coisa dessas.

Frazão: Claude, isso é relacionamento. Aquilo que nunca vai dar certo, uma hora vai ter que acabar, então que seja o quanto antes. Pra que ficar perdendo tempo com isso? Vai ficar fugindo da Nara até quando?

Claude: E Rosa? Digo o quê pra ela?

Frazão: A verdade.

Claude: Será que eu consigo?

Frazão: Se declarar? Faz assim... - Frazão começa a batucar na mesa no ritmo da música.

“...Eu tô tô tô vivendo uma ilusão
Eu tô tô tô arrastando um vagão
O cu cu cu cupido me flechou
Eu tô tô tô be besta de paixão ...”

(Teodoro e Sampaio - Besta de Paixão -
[música a partir dos 2'40” do vídeo])

Claude: Que música é essa? Que é isso, Frazon? Que palhaçada é essa?

Frazão ri da falta de senso do humor do amigo.

Claude: Pede logo essa conta pra gente ir embora.

Frazão: Eu não, pede você que é quem vai pagar a conta.

Claude: Non vou pagar nada, já me irritou, pede logo essa conta, vai!

Frazão: Garçom, por favor, a conta! - Frazão pede a conta rindo da cara do amigo.

No escritório...

Entregador: Moça, essas flores são pra senhorita Rosa Petroni.

Rosa: Sou eu mesma, obrigada! - Rosa tratou de despachar rapidamente o entregador com uma gorjeta. - “Será que são do Claude?”.

A porta do elevador se abre e Nara aparece de surpresa. Rosa não havia notado a presença dela pois estava distraída porcurando o cartão nas flores.

Nara: Boa tarde.

Rosa: Ah, boa tarde.

Nara: O Claude está na sala dele?

Rosa: Não, ainda não voltou do almoço.

Nara: Eu vou esperar na sala dele então.

Claude: Procurando por mim? Já cheguei. - Diz Claude entrando no escritório.

Nara: Que bom que chegou, Claude. Nós podemos conversar?

Claude: Podemos, aliás precisamos.

Claude e Nara entram na sala e Rosa e Frazão franzem o cenho um para o outro.

Dentro da sala...

Nara: Posso saber o que que está acontecendo com você? Você me deu o cano no sábado de manhã para ir ao parque com ela? Você está me traindo com essa sua secretária, não está? Foi você quem mandou as flores que ela acabou de receber?

Claude: Ela recebeu flores? - Diz com ar de preocupação.

Nara: Recebeu, não se faça de idiota!

Claude: Agora?

Nara: Claude, não desconversa, não!

Claude: Nara, quanta pergunta! Você está me deixando louco. Não fui eu quem madou as flores.

Nara: E quanto as minhas outras perguntas?

Claude: Quais foram as outras perguntas que você fez mesmo?

Nara: Você está me traindo com ela?

Claude: Non.

Nara: Foi ao parque no sábado com ela?

Claude: Non.

Nara: E o que está acontecendo com você?

Claude: Nada non.

Nara: Claude, você tá muito estranho.

Claude: Cherie... sente-se e procure se acalmar, vamos conversar como pessoas civilizadas.

Dez minutos depois...

Frazão: Rosa, pelo amor de Deus! O bicho tá pegando lá dentro.

Rosa: É...

Dentro da sala...

Nara: Claude, eu nunca mais quero olhar nessa sua cara! Desgraçado! - Grita histericamente enquanto joga o vaso que estava em cima da mesa de reunião contra Claude.

Claude se defende se escondendo atrás da cadeira.

Claude: Nara, para com isso! Você tá maluca é???

Depois de toda a gritaria e quebra-quebra, finalmente a paz se restabelece na construtora. Nara saiu da sala de Claude fazendo sons estranhos, parecia rosnar na avaliação de Frazão.

Frazão: Nossa, você viu? Estava rosnando, não?

Rosa: Ela tá é parecendo um desses touros de rodeio. Deus me livre!

Frazão e Rosa dão risada da situação de Nara. As flores, em cima da mesa de Rosa, chamam atenção de Frazão.

Frazão: Flores lindas... Posso saber quem deu?

Rosa: Nossa! Com essa bagunça eu nem olhei, me distrai com esse quebra-pau aí dentro.

Frazão: Vou lá ver se o Claude está bem.

Dentro da sala de Claude...

Frazão: O que que aconteceu aqui?? Você está bem?

Claude: Aquela doida quebrou tudo. Olha como que está esta sala, Frazon!

Frazão: Relaxa! Pede pra Rosa chamar alguém da limpeza.

Claude: Quase me custou a vida, mas valeu a pena, acabei com esse relacionamento com Nara.

Frazão: Nem vou perguntar como foi, porque deu pra ouvir tudo do lado de fora, sorte que não chegou ninguém nessa meia hora de gritaria e quebra-quebra.

Claude: É....

Frazão: Vamos mudar de assunto... bonitas as flores que você mandou pra Rosa...

Claude: É verdade enton, é? Ela recebeu flores?

Frazão: Não são suas?

Claude: Non mandei flores pra Rosa.

Frazão: Não? Ih, francês então vai lá ver porque tem alguém invadindo o teu território... ou será que você está invadindo o território de alguém.

Claude: Quer saber? Vou lá ver mesmo! Fica aí!! Non saia dessa sala, ãhn!!

Frazão: Claude? - chama pelo amigo que já está saindo da sala.

Claude: Ãhn?

Frazão: “...Eu tô tô tô arrastando um vagão, o cu cu cu cupido me flechou, eu tô tô tô be besta de paixão ...”

Claude: Não quebro nada na sua cabeça porque não sobrou nada, senão...!