quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A UM SONHO DE DISTÂNCIA DO SEU OLHAR - AUTORA: ANNIE WALKER

Não tenho medo...
não tenho sono...
Não me encanto...
nem me espanto...
Não sei o que faço...
não sei se o espaço
é capaz de guardar
tudo o que diz o seu olhar

'"Eu vi quando vc me viu'
Meu corpo apenas se arrepia
quando houve a música
que decifra uma sensação não sentida
mas com carinho imaginada...
sonhada...
esperada...
"pois é, eu reparei"
Que o acaso foi causador
do encontro encantador,
Dos olhares q há muito
se procuram no escuro
do acaso
o cúpido
dos corações
que se tocam
No olhar
que faz perder o ar
é eu vi, eu reparei..."

- Ei Annie Acorda!Tah na hora!
-Já vou mãe!- volto a deitar

"é eu viiii, eu reparei
Mas quando eu acordei
o sonho q parecia real
faz parte de um desejo sem igual
de sentiiir
você aquiiiiii!"

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

DEU A LOUCA NA SERAFINA, A ROSA - PARTE 17 - AUTORA: CLÁUDIA G

Claude: Oh mon Dieu! Rosa, Rosa! – Claude, que segurava em suas mãos um pequeno buquê de flores, o jogou na cama e correu para acudir Rosa que havia desmaiado. – Chèrie, fale comigo, por favor, ãhn! – Na tentativa de despertá-la, Claude acariciava o rosto de Rosa. Até que resolveu colocá-la sobre a cama.

Cerca de cinco minutos depois Rosa começou a voltar a si. Rosa piscou rapidamente.

Claude: Mon amour! Tudo bem? – Perguntou preocupado enquanto segurava as mãos de Rosa sentando ao seu lado na cama.

Rosa exprimiu um gemido de alguém que ainda não estava totalmente desperta.

Claude: Fale comigo, ãhn! Quer que eu chame um médico?

Rosa: Claude... – Disse baixinho retomando a lucidez em doses homeopáticas.

Claude: Oi, estou aqui.

Rosa: Você quer me matar?

Claude: Pardon, chèrie!

Rosa: Eu preciso me recuperar.

Claude, num gesto de atenção e sentindo-se extremamente culpado, oferece à Rosa um copo com água que estava em cima do criado mudo e tenta consertar a situação.

Claude: Toma esta água e me espere aí deitada que eu já volto.

Rosa: Aonde você vai?

Claude: Vou cancelar o casamento.

Rosa: Cancelar??? – Rosa quase engasgou com a água ao saltar da cama.

Claude: É, olha a confuson que eu criei... Quis fazer uma surpresa e estraguei tudo.

Rosa: Você não vai cancelar nada!

Claude: Enton, quer se casa comigo, mesmo assim?

Rosa: Apesar de quase ter me matado do coração... Sim, eu quero me casar com você mesmo assim.

Claude: Oh chèrie!

Rosa: Claude, se afasta! Não me beija, não me beija. - Fez sinal com a mão direita impedindo que ele prosseguisse. - Vou escovar os dentes.

Claude: Tá bom, tá bom. Fica calma. - Claude achou graça do frenesi de Rosa.

Rosa: Como posso ficar calma?? - Disse com exaltação enquanto se dirigia ao banheiro. - Hoje é o dia do meu casamento e eu não fiz a unha, estou descabelada, com uma cara péssima... Ai, meu Deus! - Disse enquanto olhava para o espelho.

Claude: Que foi?

Rosa: Olha isto! Tem uma espinha na minha testa!

Claude: Espinha? Onde?

Rosa: Aqui, Claude! Olha!

Claude: Rosa, non dá pra ver. Fica calma.

Rosa: Calma! Tá, vou ficar calma. - Rosa começou a respirar profundamente enquanto pedia calma a si mesma. - Pronto, estou mais calma. Que hora é o nosso casamento?

Claude: Daqui dez minutos.

Rosa: Dez minutos???

Claude: Eu posso esperar, eu posso esperar, ãhn! Non tem problema nenhum. Precisa que alguém venha ajudá-la? - Disse tentando acalmar a noiva em apuros.

Rosa: Não, obrigada.

Claude: Estou aqui fora te esperando.

“Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
...”

(Nando Reis e Ana Cañas – Pra você guardei o amor -

Alguns minutos depois...

Claude: Mon Dieu! Você é a noiva mais linda que eu já vi em toda a minha vida.

Rosa: Gostou mesmo?

Claude: Tá ótimo! Nem parecia aquela doida descabelada de minutos atrás.

Rosa: Engraçadinho. Vamos?

Claude: Por favor. - Claude gentilemente ofereceu seu braço direito para Rosa e ambos caminharam rumo às canoas.

As canoas, que haviam sido delicadamente decoradas com coroas de flores, os conduziram até o local do casamento, enquanto entoava-se suaves canções polinesianas em homenagem aos noivos.

O mestre de cerimônia celebrou a união e deu a benção de acordo com as tradições locais.



Ao final, os noivos foram levados de volta ao bangalô, onde uma variedade frutas e flores enfeitavam o local para a noite de núpcias.

No bangalô...

Claude: Mais calma?

Rosa: Um pouco.

Claude: Agora é a melhor hora.

Rosa: É mesmo, porquê? - Faz-se de desentendida.

Claude: É a hora da lua de mel.

Rosa: (ri) Claude, tem dez dias que estamos em lua de mel.

Claude: É verdade.

Rosa tomou a inciativa de beijar Claude, ela queria ser tão carinhosa quanto ele. Essa foi a única forma que Rosa encontrou de retribuir o mínimo da felicidade que ele estava proporcionando a ela.

Sob a luz do sol que atravessava as frestas das portas, o casal se amou intensa e ardentemente naquela tarde quente, era mais que uma despedida daquele lugar, era um brinde ao verdadeiro amor.

Quand on n'a que l'amour
Quando se tem um amor
À s'offrir en partage
Para compartilhar
Au jour du grand voyage
No dia dessa viagem
Qu'est notre grand amour
Que é o nosso grande amor
Quand on n'a que l'amour,
Quando se tem um amor
Mon amour toi et moi
Meu amor, você e eu
Pour qu'éclatent de joie,
Para morrer de alegria
Chaque heure et chaque jour.
A cada hora e a cada dia.

(Patrícia Kaas - Quand on a que l'amour -

Chegou o último dia de Claude e Rosa na paradisíaca ilha de Bora Bora, foram dias memoráveis, que o tempo jamais apagaria de suas lembranças.

Enquanto Claude apreciava os últimos instantes naquele lugar, observando o balé dos peixes no suave balanço daquelas verdes águas, recostado no parapeito de madeira da sacada do bangalô, Rosa arrumava suas malas dando conta da sua emoção. Foram 12 dias que mudaram completamente o curso de suas vidas. Para Rosa, nem o melhor sonho do mundo teria retratado tão bem aqueles dias. A última mala foi fechada, Rosa respirou profundamente, ergueu seus braços entrelaçando seus dedos num gesto de alongamento e sorriu para si mesma com muita satisfação.

Claude: Oi.

Rosa: : Oi. Não vi que estava aí.

Claude: O dia está lindo lá fora.

Rosa: É, está mesmo.

Claude: Tudo pronto?

Rosa: Tudo pronto.

Claude: Vou chamar alguém pra ajudar com as malas.

Claude providenciou um carregador e, enquanto o aguardava, foi com Rosa para a sacada do bangalô.

Rosa: Nossa! Eu nunca na minha vida vivi nada parecido. Este lugar é lindo demais. É uma pena ter que voltar.

Claude: Também acho, mas sabe o que me motiva voltar?

Rosa: Não, o quê?

Claude: Saber que quando eu voltar, você estará junto comigo do lado de lá.

Rosa: Claude, você foi surpreendentemente fantástico. - Rosa ensaiou um beijo, mas o carregador havia chegado. - Acho que bateram na porta.

Claude: Vou lá atender.

Rosa deu a última olhada para o infinito do pacífico, com seus olhos fechados respirou profundamente para absorver a energia emanava daquele lugar e seguiu Claude até o quarto.

Claude: Vamos embora?

Rosa consentiu num meneio de cabeça, pegou sua bolsa que estava em cima da cama, olhou rapidamente ao redor e estendeu sua mão esquerda para Claude, que a puxou para perto de si enlaçando-a pela cintura e caminharam passos atrás do jovem rapaz que carregava as malas.

Rosa: Como vamos fazer agora, Claude?

Claude: Com o quê? - Fez-se de desentendido.

Rosa: Nós nos casamos, meio que de mentirinha, é verdade, mas nos casamos. Quando meu pai souber o que nós fizemos, não quero nem ver.

Claude: É... seu pai me preocupa, mas vamos deixar pra resolver isso quando chegarmos ao Brasil?

Rosa se mostrou preocupada em se explicar ao pai, mas Claude estava tranquilo, ele já sabia exatamente o que fazer para dobrar o sogro turrão.
 

video
Clique aqui para ler a tradução da música do vídeo.
 
[Recado ClaudiaG: Este é apenas o penúltimo capítulo de DLS. Não deixem de assistir o vídeo até o final, a letra da música é linda! Priscila Martins, minha amiga e leitora querida, obrigada pela dica de Patrícia Kaas, ela é ótima! Espero que tenha gostado da música que escolhi. Até sábado teremos as emoções finais de DLS. Beijos a todos].

PAI HERÓI - CAPÍTULO VI

Puxada à avó, tendo de Januária o mesmo gênio forte e idêntica personalidade, Carina não podia se conformar à tirania de César. Mas, o que fazer? Astuta, ela arquitetou um plano: fingiu não po­der andar. O médico ficou sem saber do que se tratava, e achou que havia motivo psicológico para tão séria recaída.
Enquanto isso, contando com a cumplicidade da enfermeira, Ca­rina preparou tudo para a fuga. Tirou dinheiro do banco, arrumou malas, preparou as coisas para sumir dali, levando consigo a filha. Claro, havia muito de desespero em suas atitudes, mas o que se po­deria esperar de alguém em sua situação, emparedada, prisioneira em sua própria casa, afastada do homem que amava?
Foi levada para o hospital e de lá desapareceu. Só que a filha, a quem pretendia levar consigo, não pôde acompanhá-la. E Carina partiu, sozinha com seu desespero, sem que ninguém soubesse para onde tinha ido.
Todos ficaram desesperados. Buscas foram organizadas. Em meio a tudo isso, André começou a viver seu momento de angústia, so­bretudo depois de receber a carta que Carina, vencendo a vigilância de César, conseguiu fazer chegar a suas mãos. A carta dizia o seguinte:
André, agora que estamos irremediavelmente separados, sei o que você representa em minha vida. Estou sendo pressionada por Cé­sar. As razões são graves e são minhas e não é preciso que você as conheça, porque não quero que você tome nenhuma atitude. Tudo o que fizesse só pioraria as coisas. Só quero que saiba que não me reconciliei com César, porém estou sendo obrigada a não ver mais você. Fique com o carro. Ele é seu. Não pense nunca em me pagar nada, porque eu lhe devo muito mais do que isso. Eu lhe devo a minha vida. Estou procurando uma saída. Talvez encontre, talvez não, eu não sei. Se a encontrar, você será a primeira pessoa a saber. Mas não vamos alimentar esperanças porque está tudo muito difí­cil. Só queria que soubesse que o amo acima de tudo. Em nome do nosso amor, eu lhe peço: não me procure, porque não poderei cor­responder. Se me ligar, não poderei atender. Se me procurar em mi­nha casa, não poderei recebê-lo. Por enquanto, é adeus. Mas serei sua, para sempre, na vida e na morte, Carina.
A carta, para André, teve o efeito de uma salvação. Afastado de­la, sem imaginar nenhuma outra explicação além da de ter sido um capricho na vida de uma grã-fina, ele tomou novo fôlego, sentiu-se reviver. Mas, ironicamente, do que adiantava saber agora que era amado acima de tudo, se a havia perdido novamente, se ela desaparecera?

Conversa entre homens

Bateram na porta do quarto, André abriu, César entrou, perguntou:
- Onde está ela?
- O quê? - fez André, sem entender.
- Carina está aqui, não está?
- Escuta aqui, que maluquice é essa, hein? Eu por acaso ia esconder Carina?
César olhou dentro do banheiro, procurando-a, indagou:
- Ela lhe procurou hoje?
- Nem hoje nem dia nenhum. Por quê?
- Não interessa - respondeu César, fazendo menção de sair.
André segurou-o pelo paletó:
- Peraí... assim não, meu camarada. Se Carina sumiu, é porque tinha razão para chegar a esse extremo.
- A razão é você, eu acho.
- Se fosse eu, teria me procurado. Ela devia estar é cansada de você.
- Ora, não me amola.
André insistiu:
- O que foi que você fez com ela?
- Como... fez com ela?
- Como pressionou, como conseguiu levar ela a ponto de fugir?
- Eu só tentei salvá-la moralmente, já que ela se misturou demais com você.
- Você salvou?! Você acabou com ela... você destruiu ela.
André se colocou diante da porta, impedindo-o de sair.
- Tenho vontade de matar você - disse.
César retrucou, sarcástico:
- É... é só isso que te falta mesmo. Depois de um assalto, um assassinato. Aí completa bem o teu ciclo de crimes.
- Então é isso?! - exclamou André, compreendendo.
- Isso o quê?
- O assalto. Você sabe.
- Sei. E se não contei ao Baldaracci ou à polícia foi porque Carina pediu muito por você.
- Meu Deus do céu! Então você fez chantagem com isso?! E for­çou Carina a se afastar de mim porque descobriu o assalto! Desgra­çado! Eu te mato, miserável!
André, furioso, se atirou sobre ele. Os dois brigaram, esmurrando-­se, como se daquela forma pudessem dar vazão ao ódio que os do­minava. Ana Preta, chegando naquele momento, gritou:
- André! André! Pára com isso!
Os dois se detiveram. César ajeitou o paletó, a roupa, saiu.
- Que loucura! Pra que isso agora? Que foi que houve? - perguntou Ana Preta.
- Me deixa! Tenho de sair!
- Peraí. Não sai assim. Conta o que foi.
- Agora eu sei como ele forçou Carina a me deixar.
- E como foi?
- Ele soube do assalto. E fez chantagem. Carina se sujeitou a tudo pra ele não me entregar.
- Se esse homem sabe do assalto, você tá perdido, André.
- Ana, eu prefiro enfrentar a Justiça, provar que sou inocente do que permitir que Carina sofra mais nas mãos dele.
- Onde você vai agora?
- Tentar achar ela. Não sei se foi para a casa da praia. Eu vou pra lá.
- Vou com você.
- Deixa, Ana. Você tem o que .fazer.
- Não tem importância. Não vou deixar você sozinho numa ho­ra dessas.
- Está bem. Então vamos.

Um negro futuro

Carina não apareceu na casa da praia nem em outro lugar qual­quer. Em vez disso, seu carro foi encontrado, abandonado, longe do Rio, como se tivesse sofrido sério acidente. Dela, nenhuma notí­cia. A polícia, chamada pela família, fez investigações, mas o dele­gado encarregado do processo se viu obrigado a suspendê-lo, pelo menos temporariamente, pois nada o levou à convicção de que ti­vesse havido um crime, ou roubo, ou qualquer espécie de violência. A realidade, cruel, era uma só: Carina havia evaporado. Ninguém tinha qualquer notícia a seu respeito.
As conseqüências disso sobre André foram as mais dolorosas. Ele se desinteressou de tudo, apenas a revolta e o arnargor o minavam. Vendeu o carro para pagar a conta da pensão. Três meses após o desaparecimento de Carina, ele já tinha passado por inúmeros em­pregos; era agora garçom em humilde lanchonete. E assim as coisas continuaram inalteradas, até que, certo dia, o telefone tocou na pen­são onde André se encontrava.
- Alô? - atendeu ele.
- Quem está falando? - perguntou uma voz de mulher do outro lado.
- André.
- André, sou eu.
- Eu quem?
- Carina, amor. Sou eu, André.
- Carina?! É você mesma?!
- Claro que sou eu, André. Por que o espanto?
Ele respondeu, meio assustado, com um riso nervoso:
- Por quê?! Amor, você desaparece por quase quatro meses e ainda pergunta por quê?
- Não recebeu minha carta?
- Recebi uma.
- Mas como? Eu enviei uma outra, que escrevi logo depois que fugi desse inferno.
 - Não recebi nada. Onde você está?
- André, eu fundei uma companhia de balé, quando ainda estava aí. Ela significa muito pra mim.
- Eu sei.
- E hoje é a estréia, no Municipal de Niterói.
- Sei. Mas eu estou muito mais preocupado em saber o que aconteceu com você.
- Quero que você vá ao espetáculo, André. É importante pra mim que você vá.
- Tá, tá legal. Eu vou. Mas quero saber como você está, o que te aconteceu, de fato.
- Claro que.você vai saber de tudo. Mas, por favor, não deixe de ir ao teatro hoje. Faço muita questão que você vá. Nós nos fala­mos depois, amor. Estou sentindo muita falta de você. Estou precisando muito de você.
- Tudo bem, Carina... mas escuta...
Ela o interrompeu:
- Volto a falar com você.
Ele insistiu: .
- Carina, espera! Você está no Rio? Você vai ao teatro hoje? Por que quer que eu vá? O que está acontecendo, Carina? Por que tanto mistério, amor? Carina, está me ouvindo? Alô, Carina? Está me ouvindo?
Ela desligou, ele desesperado, insistindo com a telefonista para restabelecer a ligação, mas não conseguindo nada.

Um belo vigarista

Certo dia, apareceu em Nilópolis um sujeito chamado Gustavo Gurgel. Bem falante, insinuante, foi aos poucos se imiscuindo em todos os assuntos, nas coisas mais importantes, desde os interesses de Baldaracci aos de Ana Preta. Acabou, por artes de sua lábia, tornando-se gerente do Flor de Lys. O cabaré havia voltado às mãos de Ana Preta por ordem do juiz, quando Nuno perdeu a ação mo­vida contra ele por Ana. Gustavo envolveu-se com a própria Ana Preta, tentando conquistá-la. Só que, sempre apaixonada por André, ela, embora a corte a envaidecesse, não lhe deu muita corda. Mas, se isso, de certa maneira, fez bem a ela, causou muito mal a ele. Baldaracci, sempre apaixonadíssimo por Ana Preta, descobriu as intenções de Gustavo, chamou-o, mandou que ele sumisse de Ni­lópolis o mais rápido possível. Turrão, ele resistiu, e acabou levan­do enorme surra. Esta surra desvendou-lhe a verdadeira identida­de. Socorrido por Ana Preta, ela acabou vendo seus documentos, caídos do paletó. Gustavo Gurgel não era Gustavo coisíssima ne­nhuma. E muito menos Gurgel. Na verdade, seu nome era Benedito da Conceição, o desaparecido sobrinho de Mãe Tiana; durante to­do aquele tempo ele se mantivera junto dos que manuseavam os cor­déis daquela teia (ou eram manuseados por eles), à espera de uma boa oportunidade para ganhar muito dinheiro, em troca dos docu­mentos contra Baldaracci, que mantinha ciosamente em seu poder. Bem, desvendada sua identidade, era .tolice continuar a mentir. E ele então se propôs a negociar os tais documentos com Ana Preta, desde, é lógico, que ela lhe pagasse enorme quantia. Ela sabia mui­to bem da importância de entrar na posse daqueles papéis, mas sa­bia também que não tinha nenhum dinheiro. O que fazer? Ana Pre­ta não vacilou: vendeu imediatamente a casa em que morava, entre­gou o dinheiro exigido pelo falso Gustavo Gurgel, e passou a ter, a partir daquele momento, o destino de Nuno Baldaracci nas mãos.

Enfim, algo mais concreto

André, finalmente, recebeu nova carta com notícias de Carina.
Sôfrego, ele leu:
André, meu amor, estou nesta cidade há quase quatro meses, fo­ra do Brasil e muito triste. Cheguei aqui em busca de uma liberdade sonhada há muito tempo. Tudo ai no Rio era sufocante. A pressão de César, a incompreensão de minha familia, o desprezo de minha filha, a nossa separação forçada, os problemas que tive de enfren­tar para que César não o denunciasse à polícia. Tudo, tudo isso levou-me quase às portas da loucura. Resolvi romper de uma vez, porque, se o fizesse com cautela, teria perdido a coragem. O que aconteceu é que, chegando aqui, fiquei doente, minha perna come­çou a incomodar e tive de fazer um repouso forçado. Agora estou bem. Já tive alta do médico do hotel onde estou hospedado. O lu­gar aqui é lindo, mas me sinto muito só. Preciso que você venha imediatamente para ficar comigo. Temos muito que planejar sobre nossas vidas, nosso futuro, que eu espero seja um só. O lugar onde estou é Bariloche. Mais abaixo, vai o endereço do hotel em que me hospedei com o nome de Celina Borges. Não quero ser reconheci­da. Ninguém deve tomar conhecimento de que a ex-bailarina Cari­na Brandão se refugiou aqui, porque não quero ser encontrada. Não desejo sequer que minha família saiba que eu me comuniquei com você. Confio em que você virá, sem dizer a ninguém que vem ao meu encontro. Tremo de pavor só de pensar no que César poderá fazer, se descobrir onde estou. Prometa isso, André, e não demore a vir encontrar-me. Minha esperança se projetou agora apenas em você. Tua para sempre, Carina.
André, cumprindo à risca o que ela pedira, embarcou para Bari­loche. O encontro dos dois foi emocionante (e nem poderia ser dife­rente, amando-se como se amavam), mas, aos poucos, as coisas se mostraram complicadas, angustiantes. Ambos estavam. diferentes, haviam passado por muitas coisas; André mais amargo, Carina muito traumatizada, imaginando-se perseguida. Esses temores amargavam-­lhes o relacionamento. O tempo, contudo, encarregou-se de fazê-­los superar tais problemas; o convívio entre os dois se amenizou, as diferenças quase todas foram contornadas.
Carina alugou belo chalé, nas montanhas, e eles se mudaram pa­ra lá. André começou a procurar emprego, algo atravé do qual pu­desse manter as despesas, pois insistia em não depender monetaria­mente de ninguém, muito menos de Carina, sempre frisando que se aproximara dela apenas por amor. Ela deixava que ele tomasse essas iniciativas, procurava não melindrá-lo , mas a verdade é que tinha para ele planos muito diferentes, uma realidade não desven­dada, até que um belo dia exibiu-lhe um papel, dizendo:
- Isso é uma procuração. Passei pra você, ainda no Brasil, um dia antes de minha fuga.
- Uma procuração? Pra mim? E pra quê?
- Com essa procuração, você tem poderes para me representar em todos os atos que imaginar. Você pode receber dinheiro em meu nome, transferir quaisquer direitos meus, vender meus bens móveis e imóveis e especialmente me representar junto à Assembléia do meu grupo empresarial em qualquer decisão.
- Puxa! Mas é poder demais!
Ela sorriu, vendo o ar surpreso de André.
Encarando-a, ele perguntou:
- E pra que tudo isso?
Ela respondeu, firme:
- O primeiro ato que eu quero que você pratique com esta pro­curação é a derrubada de César da diretoria das minhas empresas. O que quer dizer que você vai tirá-lo da presidência.
André continuou a olhar para ela, sem saber o que dizer.
De repente, ele começou a rir:
- Derrubar César Reis?! Eu?! André Cajarana?
- Não sei do que está achando tanta graça.
- E se eu te disser que já sonhei mil vezes que estou desbancando a pose dele, você acredita? Estou sempre em cima de um cavalo branco, com uma lança desse tamanho, enfiando na barriga dele.
- Não acho graça - disse ela. - Fui triturada por esse homem e perdi noites de sono pensando na melhor maneira de derrubá-lo da forma mais humilhante possível. Se eu simplesmente o destituís­se do cargo, não modificaria nada. Mas você, com força para destruí-lo, vai humilhá-lo muito mais... muito mais do que ele me humi­lhou, me feriu.
- Mas como eu devo fazer? - indagou ele, agora já sério.
- Dentro de muito pouco tempo, haverá uma Assembléia na qual serão eleitos os membros da diretoria das minhas empresas. Nesse momento, você deverá propor o nome de Tiago, que, evidentemen­te, será o eleito por força da maioria dos votos que eu detenho. Entendeu?
- O negócio é meio complicado, mas vai falando.
- Quero também que venda todos os bens que vou relacionar.
Antes de você voltar ao Brasil, vou lhe dar uma lista de proprieda­des que devem ser vendidas. Você vai ficar com muito dinheiro nas mãos.
- Pra quê?
- Porque eu quero viver fora do Brasil, com você, sem problemas. O dinheiro é para nos estabelecermos fora do Rio, sossega­dos. Vamos empregá-lo em qualquer outra coisa. E você será meu procurador. Entendeu?
- Você pensou em tudo. Mas não pensou no mais importante.
- Eu sei. César, sem dúvida, vai querer uma revanche. E não vai ter nenhum pudor de entregá-lo à polícia.
 André então disse, com convicção:
- Acho que chegou a hora do vale-tudo. Ou a gente enfrenta com coragem o que está pra vir, ou a gente vai viver fugindo como dois criminosos, pagando por uma coisa que eu não fiz.
- O que quer dizer?
- Eu vou voltar. Vou fazer tudo o que precisa ser feito contra aquele traste. E, se ele me denunciar, estarei preparado para me de­fender. Tenho de enfrentar isso, senão vou ficar marcado pro resto da minha vida.
- E se prenderem você?
- Esse é um risco como qualquer outro. Mas um risco que vai valer a pena. E para o qual eu tenho defesa.
Ela aconselhou:
- Procure um bom advogado. Se cerque de todas as garantias possíveis. Com dinheiro, isso será fácil.
- É, eu sei. Só que não vou viver a suas custas, mas como seu procurador. Vou trabalhar pra você, em seu benefício.
Ela subitamente ficou triste:
- Vai ser muito ruim a gente se separar novamente.
Ele brincou, tentou animá-la:
- Mas eu juro que vou voltar, tá?
Ela sorriu, abraçaram-se, como se assim pudessem compensar a enorme sensação de risco que os dominava.

DEDICO ESSE CAPÍTULO À AMIGA MARCIASP, LEAL COMPANHEIRA DE SEMPRE E MINHA COMPANHIA NESSA MADRUGADA EM QUE ESTOU PUBLICANDO ESSE CAPÍTULO. 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - JUST WHEN I NEEDED YOU MOST - TONY WILSON

A música Just When I Needed You Most, interpretada por Tony Wilson, foi tema da novela Água Viva, apresentada pela Rede Globo, às 20 horas, entre os dias 04 de fevereiro e 09 de agosto de 1980.
A música era tema do par central composto por Lígia (Betty Faria) e Nelson (Reginaldo Faria).
Para mais informações sobre a novela e sua trilha, nossa sugestão é: http://www.teledramaturgia.com.br/tele/aguaq.asp.


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LETRA

Just When I Needed You Most

You packed in the morning
I stared out the window
And I struggled for something to say
You left in the rain without closing the door
But I didn’t stand in your way

Now I miss u more than I
Missed you before
And now, where I’ll find comfort, God knows
‘Cause you left me just when I needed you most
You just left me - just when I needed you most

Now most every morning I stare out the window
I think about where you might be
I’ve written new letters that I’d like to send
If you would just send one to me

‘Cause I need you more than I needed before
And now, where I’ll find comfort, God knows
‘Cause you left me just when I needed you most
Yes, you left me just when I needed you most

[You... just when I needed most]

You packed in the morning
I stared out the window
And I struggled for something to say
You left in the rain without closing the door
I didn’t stand in your way

Now I love you more than I loved you before
And now, where I’ll find comfort, God knows
‘Cause you left me just when I needed you most

You left me just when I needed you most
Oh oh oh, you left me just when I needed you most

TRADUÇÃO

Bem Quando Eu Mais Precisei de Você

Você fez as malas de manhã
Eu apenas fiquei na janela
E lutei para ter algo a dizer
Quando você se foi na chuva sem fechar a porta
Mas eu não fiquei em seu caminho

Agora eu sinto a sua falta mais do que eu
Senti antes
E agora, onde eu encontrarei conforto, só Deus sabe
Porque você me deixou bem quando eu mais precisava de você
Você me deixou - bem quando eu precisava de você

Agora por quase toda manhã eu fico na janela
E imagino onde você pode estar
Escrevi novas cartas que gostaria de enviar
Se você simplesmente me enviasse uma

Porque eu preciso de você mais do que precisei antes
E agora, onde encontrarei conforto, só Deus sabe
Porque você me deixou quando eu mais precisava de você
É, você me deixou justamente quando eu mais precisava de você

[Você... quando eu mais precisei de você]

Você fez as malas de manhã
Eu apenas fiquei na janela
E lutei para ter algo a dizer
Quando você se foi na chuva sem fechar a porta
Mas eu não fiquei em seu caminho

Agora eu te amo mais do que amei antes
E agora, onde encontrarei conforto, só Deus sabe
Porque você me deixou bem quando eu precisei de você
Você me deixou bem quando eu precisei de você
Oh oh oh, você me deixou bem quando eu precisei de você
 

AGRADECEMOS MAIS UMA VEZ À BISCOITINHA KELY, QUE TEM SIDO COLABORADORA ASSÍDUA DESSA SESSÃO.
OBRIGADO E BEIJO CARINHOSO, AMIGA!

FIC DE UMA ROSA COM AMOR - CAPÍTULO 8 (A PRIMEIRA NOITE "JUNTOS") - AUTORA: JUJU BITTENCOURT

MS:Claude??Rosa??Ei vocês!!!!!
Era Mister Smith chamando nosso casal
Claude e Rosa se afastam rapidamente e saem da água constrangidos.
MS:I'm sorry...no queria incomodar vocês mas eu e Elizabeth havíamos chegado no iate e o capitão nos disse que vocês tinham vindo nessa direção...
R:Ah tudo bem Mister Smith...o senhor não incomodou não
C:Non é??é claro que non que isso!!! Claude já ia se entregando
MS:Então vamos almoçar??
E os três voltam para o iate...Claude abraçou Rosa e eles se olhavam apaixonados.

Depois do almoço:
O casal Smith resolve descansar...deixando Claude e Rosa sozinhos
C:Entón??tá gostando do passeio??
R:Muito...aqui é tão bonito né??
C:Esse lugar non seria o mesmo se você non estivesse aqui comigo ham...eu me sinto muito feliz ao seu lado
R:Eu também...Claude
C:Huuumm até que enfim me chamando pelo nome ham
O casal passa a tarde conversando em clima de romance,riem juntos e um olha para o outro quando o outro não está olhando,mas às vezes os olhares se encontravam deixando-os constrangidos.
Anoitece e para o azar de todos que estavam no iate,começa a chover...o capitão decide continuar em Angra até amanhecer...
Claude chega do quarto e chama por Rosa...
R:Rosa??Rosa você tá aí??
R:Estou aqui no banheiro Claude...
Rosa estava ali trancada a vários minutos...um misto de medo e desejo tomavam conta de seu corpo.
Claude senta na cama esperando Rosa sair...

10 minutos se passam...
Rosa abre lentamente a porta do banheiro...Claude se vira e sorri apaixonadamente ela...
Rosa estava usando uma camisola muito parecida com aquela do sonho de Claude o que fez com que o francês ficasse ainda mais louco de desejo
Mas Claude percebia que Rosa estava visivelmente constrangida com a situação...com toda a delicadeza ele pega nas mãos de Rosa e a leva para a cama...
C:Non se preocupe Rosa eu vou dormir no chão ham...non precisa ficar com medo non
R:Eu tenho medo sim...mas de mim
C:Como assim??
R:Nada não...coisa minha
Claude apenas ri,ele dá um beijo na testa de Rosa e prepara sua cama no chão...
C:Boa noite Rosa
R:Boa noite Claude
Rosa e Claude demoraram para dormir e de vez em quando riam sozinhos completamente apaixonados...
Minutos depois eles adormecem...porém durante a madrugada:
A chuva ficava mais forte e o frio aumentava...
Rosa acorda com o barulho do estalar de dentes de Claude...ela se levanta e percebe que o francês tremia de tanto frio...
Com todo o cuidado ela acende a lareira para tentar aquecer o marido...mas não adianta muito pois ele continua tremendo
Rosa então ajoelha-se do lado de Claude....
R:Claude??Claude??acorda
C:Hã??que foi?? Claude tinha os lábios ressecados e esbranquiçados pelo frio...deixando Rosa com o coração partido
R:Vem...vamos para a cama...você está gelado
C:Non que isso!! non quero te incomodar
R:Claude que isso você acha que eu vou te deixar dormir ai nesse chão frio?? Vem comigo vem
Rosa pega nas mãos do francês ajudando-o a sair do chão
Rosa deita na cama e Claude deita em seguida...seus corações batem em um ritmo único e acelerado
R:Vem...eu te aqueço...diz Rosa abrindo os braços para Claude
Ele mais que rapidamente aconchega sua cabeça nos seios de Rosa enquanto ela lhe faz cafuné
C:Se eu morresse agora...eu morreria feliz
Rosa ri e continua fazendo cafuné em Claude que esfrega sua cabeça no colo de Rosa
Minutos depois eles adormecem ouvindo o som da chuva e do fogo que ardia na lareira
No dia seguinte Rosa acorda primeiro que Claudee percebe que o francês mudou de posição durante a noite e dormiu abraçando ela por trás....ao sentir os braços fortes de seu marido envolvendo seus seios...Rosa suspira de desejo...lentamente ela retira os braços de Claude de si e fica admirando o francês dormir por vários minutos
Tudo ia muito bem...quando Rosa vê que o visor do celular de Claude estava aceso...ela levanta e percebe que tem uma mensagem de texto de Nara...nossa heroína não se aguenta e acaba lendo a mensagem...
Mon amour...estou louca de saudades...imagino como deve estar sendo horrível passar o esses dias ao lado dessa pobretona...não se preocupe pois assim que você chegar vou te dar a melhor noite de amor da sua vida...Te amo um beijo na sua boca...Nara''
Ao acabar de ler a mensagem...Rosa chora pois na noite anterior achava que Claude poderia se apaixonar por ela...mas isso nunca seria possível...ele tinha uma noiva e parecia amá-la muito...nesse instante Rosa se recorda do beijo que Claude e Nara trocaram na sua frente e da conversa dos dois no banheiro...seus olhos enchem d'água...ela coloca o celular de Claude novamente na mesinha e vai para a janela olhar o céu...que voltara a estar azul e limpo após a tempestade
Minutos depois...Claude acorda e vê Rosa olhando o céu pela janela. Ela era ainda mais linda pela manhã...o vento que entrava despenteava seus cabelos e refrescava sua pele...deixando Claude encantado
Lentamente ele caminha até Rosa...afastou os cabelos dela e deu um beijo em seu ombro,deixando Rosa arrepiada
Ela se vira para o francês
C:Bom dia cherry...você é ainda mais linda pela manhã...hoje eu queria passar o dia todo sozinho com você ham...só nós dois...você aceita???
Rosa olha misteriosamente para Claude....
C:Entón?? Aceita??

CONTINUA...

FIC DE UMA ROSA COM AMOR - CAPÍTULO 7 (O CLIMA DE AMOR ESTÁ NO AR) - AUTORA: JUJU BITTENCOURT

C:Querida Misses Smith agradecemos de coraçón o convite mas...
ES:Nada de mas...No aceitamos desculpas doctor Claude...Rosa por favor diga que vocês aceitam o convite
R:Tudo bem Misses Smith..nós aceitamos...Rosa faz um carinho no rosto de Claude e sorri para Misses Smith
ES:Ah wonderful...tenho certeza que serão dias maravilhosos
E os três combinam os detalhes da viagem que seria no dia seguinte.Assim que Misses Smith vai embora Claude faz questão de agradecer a Rosa.
C:Muito obrigado Rosa..sei que para você será complicado ficar alguns dias longe da sua casa e dos seus irmãos
R:Tudo bem doutor Claude...essa viagem era tudo que eu estava precisando
C:Hã?? Como assim??
R:Nada não doutor...coisa minha
Claude fica intrigado com o comentário de Rosa mas resolve não insistir
R:Tenho que ir para preparar tudo para a viagem
C:Tudo bem...manda o Rodrigo te levar...ele está lá embaixo
R:Agradeço doutor...até amanhã
Quando Rosa ia abrindo a porta:
C:Espera Rosa...posso te pedir uma coisa??
R:Mais uma??
C:Pardón...esquece
Rosa se arrepende do que havia dito e tenta voltar atrás...
R:Fala doutor...pode falar
C:Rosa...por favor non me trate com essa indiferença ham...você pode até non acreditar mas eu sofro muito com isso...você já é uma pessoa especial para mim ham...
R:Desculpa doutor Claude...mas apenas trato as pessoas como elas merecem ser tratadas...se o senhor quiser que eu o trate melhor,faça por onde.Até amanhã
Rosa bate a porta e vai embora,mas seu coração chora pois sua vontade era de voltar naquela sala e dizer a ele o quanto ela o amava...mas nossa heroína era forte e resistiu à tentação...além do mais ela pretendia se vingar do francês e isso seria durante a viagem com os Smith.
Em sua sala, Claude senta na cadeira e esfrega suas mãos no rosto...ele estava confuso...porque Rosa mexia tanto com ele??porque ele se importava tanto com a maneira fria com que ela o tratava??porque sentia seu coração disparar toda vez que ouvia sua voz ou o seu nome??O que estava acontecendo com o francês mais cobiçado do Rio de Janeiro...e Nara??? como ficava nessa história toda??Ela era sua noiva e ele a amava...ou não amava??Claude balança a cabeça como se quisesse afastar seus pensamentos.
Nisso seu fiel escudeiro Frazão entra em sua sala:
F:E aí francês o que Misses Smith queria??
C:Você non vai acreditar...ela veio chamar a mim e a Rosa para passarmos o feriado em um iate...acredita nisso Frazón??
F:Ih rapaz e dona Rosa aceitou isso??
C:Para a minha surpresa aceitou sim...amanhã nós vamos viajar com o casal Smith
F:Francês pelo amor de Deus,vê se não dá mancada hein...trata essa moça direito
C:Frazón eu non preciso que você me ensine como tratar as mulheres non...mas é difícil ser gentil com aquela italianinha chata de galocha...você percebeu que ela trata todo mundo bem menos eu??
F:Porque será hein??Mas uma coisa é certa...você terá que ser muito gentil com Rosa nessa viagem
C:Essa é a parte mais difícil ham
F:Aham você finge que me engana e eu finjo que acredito

À noite na casa de Rosa:
T:Ai Serafina que tudo hein!!!Passar uns dias em um iate...q inveja
R:A última coisa que farei nessa viagem será me divertir...muito pelo contrário
T:Como assim??
R:Vou fazer o Claude engolir cada palavra que ele disse...eu juro Terezinha
Rosa acaba de arrumar suas malas enquanto é observada pela irmã que estranha a atitude de Rosa

Na casa de Claude:
C:Nara por favor cherry entenda...eu non pude recusar ham
N:Claro que podia Claude...agora você vai sair de viagem com aquela fulaninha e vão até dormir no mesmo quarto
Nesse momento Claude se dá conta que realmente ele e Rosa dividirão o mesmo quarto,já que os Smith pensam que eles são marido e mulher de verdade.Ao constatar esse fato o francês sorri maliciosamente...despertando a ira de Nara
N:Tá rindo de que??? gritava ela
C:Nara eu non tô rindo de nada...Mon Dieu para com isso ham...vem cá vem...me dá um beijinho...non fica zangada...minha única mulher é você
Nara cede aos encantos do francês e o beija...mas o que ele não imaginava era que Nara e Egídio armavam um plano contra ele.

No dia seguinte...
Rosa e Claude se encontram no cais com o casal Smith.Eles entram no iate e partem rumo a Angra dos Reis.
ES:Doctor Claude,Rosa,esse é o quarto de vocês...Rosa e Claude disfarçam o constrangimento e entram no cômodo.Misses Smith deixa o casal a sós.
Rosa fica impressionada com o quarto que era magnífico...tinha um estilo rústico mas de exelente bom gosto...a cama era enorme e macia...os lençóis eram brancos e leves,tinha uma lareira,uma porta que levava ao banheiro,a janela tinha uma vista belíssima...quando olhou para cima viu que o teto era todo espelhado...o que a fez sentir um frio na espinha
C:Rosa,non precisa ficar preocupada non porque eu vou dormir no chão ham...
R:Tudo bem doutor,,,quer dizer Claude...aqui tenho que te chamar de Claude
C:Rosa vem cá
Claude pega nas mãos de Rosa e senta com ela na cama...essa atitude do francês faz com que nossa heroína fique de pernas bambas
C:Rosa...eu non sei o que aconteceu para você me tratar assim tão friamente...mas por favor se eu fiz alguma coisa que te magoou me perdoe...a última pessoa desse mundo que eu quero magoar é você
R:Doutor Claude...
C:Rosa,me deixe terminar por favor(nesse momento o francês coloca a mão de Rosa sobre o seu coração)...Rosa de coração eu te peço...non me trate assim non...non sei o que acontece mas eu tenho necessidade de ficar bem contigo...por favor Rosa
Como era de se imaginar Rosa fica toda derretida e aceita temporariamente ficar bem com o francês
R:Obrigada Rosa...você me faz muito bem...
Claude sai do quarto com cara de apaixonado e deixa Rosa sozinha para que ela possa se trocar...
Sozinha no quarto Rosa repensa sobre sua vingança e decide dar uma chance para o francês...afinal ela o amava e o amor sempre fala mais alto...ela então começa a se arrumar lindamente para o francês

4O minutos depois

Claude já estava louco de saudades de Rosa...que estava demorando muito para sair do quarto.O iate chega em Angra e os Smith decidem caminhar um pouco pela cidade,Claude fica para esperar pela esposa e combina de se encontrar com o casal de americanos mais tarde para almoçar.

10 minutos depois

Claude está mais lindo do que nunca (se é que isso é possível) olhando o mar,ele usava uma camiseta branca,uma bermuda azul e óculos escuros.
Nisso aparece Rosa...usando um vestidinho estilo saída de praia branco que deixava aparecer seu belo biquino azul e consequentemente mostrava suas belas curvas
R:Claude???
Claude se vira e imediatamente sente seu coração disparar ao ver Rosa tão bela e falando com ele de um jeito tão doce
C:Rosa você está linda!! Muito linda!!!
R:Obrigada(nesse momento ela cora) mas cadê o casal Smith??
C:Eles foram até a cidade...mas nós podemos ficar aqui na praia ham??
R:Por mim tudo bem...
Os dois riem em clima de culplicidade e saem para caminhar na areia
A praia onde Claude e Rosa caminhavam era particular...os donos eram um casal de amigos dos Smith...consequentemente só tinha Rosa e Claude caminhando nas areias.

Depois de 30 minutos Claude se cansa e se joga na areia
R:Ahh não acredito que já se cansou??
C:Claro que non cansei eu só parei porque pensei que você estivesse cansada ham
R:Aham sei...pois saiba que ainda tenho muito fôlego
O comentário de Rosa faz Claude pensar em coisas ''indevidas'' e ela também fica sem graça mas disfarça ajudando o francês a se levantar
Mesmo morrendo de cansaço,Claude continua a caminhar ao lado de Rosa.Até que:
R:Vou entrar um pouco na água...vem comigo??
C:Claro q sim ham
E os dois começam a se despir...Claude ficou completamente hipnotizado ao ver o corpo escultural de Rosa,ela ficara admirada com o corpo definido do marido.Os dois ficam sem graça pois se encontravam de roupas intimas um na frente do outro...mas logo Claude quebra o clima e puxa Rosa pela mão para dentro da água
Dentro da água Claude e Rosa brincam feito crianças jogando água um no outro...entre olhares e sorrisos eles se divertem na companhia um do outro...tudo ia bem até que uma o pé de Rosa encosta em uma alga.
R:Aiii aiiiii um bicho é um bicho aiiii...gritava Rosa enquanto se agarrava com toda a força no pescoço de Claude
C:Mon Dieu calma Rosa,calma é só uma alga
Rosa permaneceu agarrada em Claude e os dois riram da situação...aos poucos os risos foram parando e eles foram se aproximando lentamente a ponto de seus narizes tocarem um no outro...

CONTINUA ...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CLAUDE E ROSA - AMOR PARA SEMPRE - PARTE 7 - AUTORA: RIKELLY

Frazão : Pois é, meu amigo estamos com sérios problemas.
Claude: O que nós vamos fazer ?
Rosa: Pelo que eu deduzi aqui o único jeito é você se casar com uma brasileira.
Frazão: Mas quem ia ser a idiota ?
Claude: Pára de brincadeira, estamos falando serio ,não quero perder 10 milhões de dólares.
Rosa: Ninguém gostaria de perder tudo isso, mas quem poderia ser?

** Silencio, Frazão e Claude não param de olhar para Rosa. **

Rosa: Eu ? mas nem pensar. Isso vai contra meus principios.
Frazão: Mas meu amor, eu não to gostando nada desse negócio de você casar com outro, mas é o jeito. Nessa construtora investi toda minha vida. Por favor, por mim.
Rosa: Não sei, vou pensar.
Claude: Por favor, pensa com carinho.
Rosa: Pode deixar.

** Rosa abre a porta para sair da sala.**

Claude: Espera, te ofereço 1 milhão.

**Todos em volta ficam espantados [Frazão e Rosa].**

Rosa: Agora o senhor me ofendeu. Se eu casar com você não vai ser por dinheiro e sim porque quero lhe ajudar e agradecer por tudo.
Claude: Muito obrigado.

** Rosa sai da sala. **

Frazão: Viu, a minha rainha? Ela não é interesseira.
Claude: Ela é mesmo incrível, se ela não estivesse com você, juro que tentaria ela.
Frazão: Fala isso nem de brincadeira, meu amigão.
Claude: kkk.

Rosa está no restaurante, ela senta numa mesa próxima da janela.

Garçom: O que a senhora deseja?
Rosa: Senhorita, um suco de laranja.
Roberto: Dois, por favor.
Rosa: Roberto, olá! A quanto tempo. Como está a Espanha, amigo?
Roberto: Hola, hermosa.
Rosa: o que?
Roberto: Olá, linda em espanhol.
Rosa: Estou vendo que foi ótimo, hein?
Roberto: Era demasiado, pero afectados, pero ahora me hablan español  [Tradução: Foi muito, mas afetou agora falo mais em espanhol ]
Rosa: Agora pra eu andar com você preciso de um dicionario, rsrs.
Roberto: Mi amiga.
Claude: Oi, Rosa. Quem é esse seu amigo?
Rosa: Meu amigo Roberto, ele passou um tempo na Espanha e isso afetou o português dele.
Roberto: Hola amigo, un placer conocerte.
Claude: O que?
Roberto: Desculpe é: Olá, amigo, prazer em conhecê-lo!
Rosa: O Claude é francês.
Roberto: Ainda bem que não sou só eu que falomuy extraño.

** Rosa pensa: Agora vou ter qua aturar um espanhol, Roberto, um francês, Claude, e um brasileiro, Frazão, rsrs. **

Cont ...

FIC DE UMA ROSA COM AMOR - CAPÍTULO 6 (A VIAGEM) - AUTORA: JUJU BITTENCOURT

R:Doutor Claude??Doutor Claude o senhor está bem??
Claude tendo Rosa tão linda bem ali na sua frente,imaginou um beijo entre eles,era tão real que o francês chegou a fechar os olhinhos e esboçar um sorriso apaixonado...porém ele volta dos seus devaneios com Rosa chamando por ele.
C:Hã??tô bem sim porque?
R:O Senhor tava com uma cara estranha...está tudo bem mesmo??
C:Tá sim...aliás tá tudo ótimo...mas Rosa pare de me chamar de doutor ham??
R:Perdão DOUTOR Claude...mas eu fico mais a vontade chamando-o assim
C:Tudo bem...com o tempo eu vou te convencendo a me chamar apenas pelo nome
R:Bom,tenho que ir...boa noite doutor
C:Boa noite Rosa e obrigado
Claude beija a mão de Rosa,um beijo demorado e cheio de carinho fazendo Rosa soltar um leve suspiro
C:Bons sonhos
Claude vai soltando a mão de Rosa lentamente...ela vai se afastando e o francês fica olhando nossa heroína entrar na sua casa.Depois entra em seu carro e vai embora com uma carinha de apaixonado.

Na casa de Serafina:
T:Aiii Fina que demora...e aí como foi??
R:Bem e mal
T:Como assim??
R:Ah Terezinha a americana parece que gostou de mim,quer que sejamos amigas,a recepção estava linda e acredite ou não mas eu não cometi nenhum erro.
T:Mas isso é otimo Fina...o que deu errado então??
R:Aquele francês conseguiu acabar com tudo em questão de minutos...eu ouvi ele falando mal de mim com a noiva dele...dizendo que só me tratava bem pelos NEGÓCIOS dele...ai Terezinha me senti um lixo sabe??A pior das mulheres
T:Ai minha irmã isso é tão triste...mas pense bem...ele nunca prometeu amor a você...além do mais você sabia que ele tinha uma noiva
R:Eu sei Terezinha mas...eu me apaixonei por ele sabe??Depois de tanto tempo eu voltei a amar alguém...mas ele me humilhou e vai pagar por isso
T:Nossa Fina...agora você tá me assustando...o que você pretende fazer
R:Você verá Terezinha...você verá
Rosa se despede da irmã e vai para o quarto dormir com um semblante misterioso...deixando a irmã curiosa

Enquanto isso:
Claude chega em seu apartamento...
C:Dááááááádiii???
D:Tô aqui doutor Cloudes
C:Cadê Roberta,Alabá e Frazón ham??Eles disseram que iriam me esperar aqui
D:Olha doutor Claudes dona Roberta achou que o senhor estava demorando demais e foi embora junto com dona Alabá...doutor Frazão foi acompanhá-las mas ele disse que volta para falar com o senhor.
C:Humm...tá bom Dádi...vai descansar ham...até amanhã
D:Bom suá doutor...qualquer coisa estou lá dentro
Dádi vai dormir e Claude decide esperar Frazão na sala.O francês retira algumas peças de roupa,ficando apenas de calça e com a camisa aberta deixando a mostra seu maravilhoso tórax(uiii)
Claude deita-se no sofá mas acaba pegando no sono.
Claude sonha com Rosa,no sonho:
O francês beijava Rosa com paixão,porém quando o sonho estava ficando bom:
D:Doutor Claudes??Doutor Claudes acorde...
C:Aiii Dádi o que foi ham...Claude estava irritadíssimo pois Dádi o acordara no melhor momento de seu maravilhoso sonho
D:Perdão doutor Claudes mas é que doutor Frazão tá subindo ai e eu também fiquei preocupada com o senhor...olha só como o senhor tá suado e também tava gemendo ai no sofá e com uma cara de quem tava fazendo saliência.
Claude se espanta com as palavras de Dádi e pula do sofá...
C:Que isso ham??Que negócio é esse??E eu lá sou homem de ficar pensando em safadeza??
D:Ihh Doutor Claudes...é pra ser sincera é??(Dádi tenta segurar o riso enquanto Claude a observa furioso)
A campainha toca...
C:Vai abrir vai...e depois a gente volta a conversar sobre esse conceito que a senhora tem de mim ham??
Dádi vai abrir a porta para Frazão caindo na gargalhada
Frazão entra e Dádi se despede da dupla
F:Que trajes são esses francês...referindo ao tórax de Claude que estava exposto
C:Ahh Frazón non enche ham...a casa é minha e eu ando até peladinho se eu quiser ham
F:Cruz credo...eu que não quero presenciar essa cena...mas fala aí francês que cara é essa??
C:Frazón você non sabe o que aconteceu
F:Se você não disser eu não vou saber
C:Frazón eu tive um sonho com Rosa...mas um sonho...que me deixou louco
F:KKKKKKKKK me conta isso ai direito amigão...divertia-se Frazão
C:Que contar...contar o que...non vou contar minha intimidade com Rosa non...dizia Claude irritado
F:Intimidade??Que intimidade francês??Que eu saiba nem rolou beijo ainda...se bem que eu acho que você adoraria que rolasse né??
C:Non...claro que non...a única mulher que me interessa é Nara ham
F:Aham sei...a Nara é a única mulher que te interessa mas é com a Rosa que você sonha né?? Curioso meu caro amigo
C:Frazón me faz um favor??
F:Fala ai amigão
C:Morre por favor ham... só assim para eu ter paz
Frazão cai gargalhada enquanto Claude para variar um pouquinho fica com cara de poucos amigos

No dia seguinte...
Rosa vai até a construtora pois Misses Smith queria conversar com ela e com Claude
ES:Doctor Claude e Rosa...parabéns pela recepção de ontem...estava wonderful
C:Mercy misses Smith...fico muito feliz que a senhora tenha gostado ham...quer dizer ficamos muito felizes non é cherry??
Claude dá um beijinho da testa de Rosa e a abraça
R:Claro meu amor...claro
ES:Gostei muito de te conhecer Rosa...e por isso vim fazer um convite para vocês
R & C:Convite??
ES:Yes yes...vim convidá-los para passar o próximo feriado conosco em um iate...vamos fazer um tour pelas praias do litorial do Rio...eu no aceito no como resposta...
Rosa e Claude se olham amedrontados...pois sabiam que não poderiam recusar o convite da americana

CONTINUA...

FIC DE UMA ROSA COM AMOR - CAPÍTULO 5 ("ESTOU APAIXONADA POR ELE") - AUTORA: JUJU BITTENCOURT

N:Claude eu acho que não ouvi direito...você tá querendo me dizer que CASOU com aquela mulherzinha cafona que estava na casa de Roberta??Foi isso que você disse Claude??diz Nara aos berros
C:Calma cherry...non é bem assim ham...me casei com ela para poder continuar no Brasil e receber o dinheiro dos americanos...foi só por isso mon amour...dizia Claude enquanto tentava acalmar Nara fazendo um carinho em seu rosto
N:E em troca de que ela aceitou isso??
C:Em troca eu ajudei o pai dela que está passando por problemas de saúde...non se preocupe cherry dentro de 3 meses estaremos separados
N:Você jura??Você será só meu???
C:Juro cherry...eu juro
N:Eu te amo

Nara abraça Claude mas seus pensamentos eram os piores possíveis:Você me paga seu francês desgraçado...vou destruir esse seu casamento e acabar com aquela coisa horrorosa com quem você se casou...eu juro

Enquanto isso:
Rosa conversa com dona Amália por telefone...Amália diz a filha que Giovanni está melhorando bastante e dentro de algumas semanas eles estarão de volta.A notícia deixa Rosa feliz,mas ao mesmo tempo preocupada pois assim que os pais chegassem ela teria que contar sobre o casamento com seu chefe.

No dia seguinte:
Rosa acorda com Terezinha chamando por ela:
T:Serafina?? Serafina acorda...
R:Que foi Terezinha que susto você me deu...
T:Susto maior você terá quando ver quem está te esperando na sala...
R:Quem é??
T:Se arrume e venha ver você mesma
Rosa se levanta,escova os dentes,solta seus cabelos,coloca um vestidinho azul tomara-que-caia, uma sandália de salto baixo e vai para a sala ver quem estava esperando por ela.
Quando Rosa chega na sala,não consegue acreditar no que vê...Claude estava lá mais lindo do que nunca,segurava um grande buquê de rosas e um pacote preto nas mãos.
R:Doutor Claude??
Claude que estava de costas para ela se vira e distribui um sorriso capaz de amolecer o mais duro dos corações...
C:Oi Rosa...bom dia...te acordei??
Porém o Claude não imaginava era que para amolecer Rosa era preciso muito mais que rosas e um belo sorriso.
R:Para falar a verdade acordou sim doutor...a resposta de Rosa deixa Claude sem ação pois ele não esperava por aquela atitude
C:Pardón...mas é que eu queria muito te dar isso aqui...ele oferece o buquê para Rosa que o pega com desdém...mesmo morrendo de felicidade por dentro
R:Humm obrigada...mas posso saber o porque da gentileza??
C:Rosa eu te devo desculpas...Nara ontem non foi educada contigo...peço perdón em nome dela
Rosa mal consegue acreditar no que ouve...Claude foi pedir desculpas pela falta de educação de Nara e não por ele ter beijado a noiva bem ali na sua frente...Rosa sentiu uma raiva tão grande que sua vontade era de fazer Claude engolir aquelas flores
R:Não tem problema não doutor...tenho problemas demais em minha vida para me preocupar com a falta de educação da sua noivinha
Claude ri sem graça e balança a cabeça concordando com o Rosa havia dito
C:Bem eu também vim trazer o seu vestido para a recepsón de amanhã ham...você vai né??
R:Fique tranquilo doutor..vou cumprir minha parte no acordo...
Claude fica sem ação diante da frieza de Rosa com ele...então o francês coloca pacote com o vestido sobre o sofá e se prepara para ir embora...Mas antes de partir Rosa lhe faz uma pergunta:
R:Doutor Claude?O senhor contou sobre nosso casamento para sua noiva?
C:Sim Rosa...quando eu expliquei que se tratava apenas de negócios ela acabou entendendo ham...
R:Negócios né??Claro...Me perdoe doutor mas tenho que ir para a casa de Roberta agora...se o senhor me der licensa...disse Rosa abrindo a porta
C:Claro...claro amanhã entón venho te buscar ham??
R:Tudo bem...até amanhã...Rosa fecha a cara na porta de Claude que se preparava para dar um beijo em seu rosto
Rosa senta no sofá e chora...
R:Não acredito meus Deus...não acredito que estou apaixonada por um homem que só quer me usar para seus negócios...burra...burra...mil vezes burra...diz Rosa aos prantos

Chega o dia da recepção...
Claude conversa com Frazão ao telefone enquanto se dirige ao cortiço para buscá-la com Rodrigo.
C:Mas Frazón ela tava ton diferentinha comigo ontem...acredita que ela nem quis me dar um beijin??
F:Opa peraê francês...beijinho??que história é essa de beijinho hein?? Pode me contar ai...
C:Deixa de pensar maldade ham...beijin no rosto Frazón no rosto ham...
F:Aham sei...mas de verdade Claude trate muito bem a Rosa hein...ela é uma menina muito especial
C:Eu sei disso Frazón...eu sei...
Claude se despede de Frazão e entra no cortiço para buscá-la...quando chega na casa de Rosa mal acredita no que vê...
Rosa estava deslumbrante...usava esse vestido:


Seus cabelos estavam soltos e caiam sobre seus ombros...
C:Rosa...Mon Dieu...você está linda...dizia Claude enquanto olhava Rosa da cabeça aos pés
R:Obrigada doutor...Rosa olha para disfarçadamente para Claude que estava IRRESISTÍVEL com esse terno :


Rosa estava extremamente fria com Claude e isso deixava o francês incomodado e triste...
R:Bom...vamos então??
Claude segura o braço de Rosa e a coloca bem próximo a ele...Rosa sente suas pernas ficarem trêmulas e Claude não consegue parar de olhar nos olhos de Rosa...
C:Rosa...eu gostaria muito que nós usássemos isso hoje ham
Claude retira do paletó uma caixa de joalheria que continha 2 alianças de ouro branco
Rosa ao ver aquelas alianças começa a chorar...era inevitável que ela não se lembrasse de Tony...
C:Rosa...ai Mon Dieu non chora ham...me perdoe...se você non quiser tudo bem
Claude tenta enxugar as lágrimas de Rosa mas ela se afasta e lhe responde com toda a frieza do mundo:
R:Eu uso doutor...afinal faz parte dos NEGÓCIOS
Rosa disse negócios com tanta intensidade que Claude sentiu como se tivessem jogado um balde de água fria em sua cabeça
Mesmo com toda a frieza do mundo que Rosa demosntrava... Claude pega a mão esquerda de Rosa (nesse momento começa a tocar Cupido).Claude coloca lentamente a aliança nas mão de Rosa...que a essa altura estava completamente encantada pelo gesto do francês
Claude acaba de colocar a aliança em Rosa e beija sua mão...Rosa fecha os olhos ao sentir o toque da boca de Claude em sua mão...
Claude olha para Rosa esperando que ela também coloque a aliança nele mas ela permanecia olhando friamente para ele...ainda que por dentro estivesse a ponto de explodir de tanta paixão...Claude então coloca a aliança na mão dele e o casal parte rumo á recepção no apartamento de Claude.

Enquanto isso na casa dos Paranhos de Vasconcellos:
N:Pois muito bem papai...hoje eu começo a acabar com aquela pobretona com quem o Claude se casou...eu juro papai...o Claude vai nos pagar por tudo que ele e sua família fizeram conosco...
E:Muito bem minha filha,você tem que acabar com o Claude pouco a pouco,começando por aquela mulherzinha dele
N:Isso mesmo que eu farei papai...aquele desgraçado me paga
E os dois saem gargalhando para a casa de Claude

No apartamento de Claude...
A recepção ocorria as mil maravilhas...mas todos estavam ansiosos para conhecer a Senhora Geraldy...
Frazão sempre muito esperto ficava sempre ao lado dos americanos para evitar que Nara e Egídio que estavam morrendo de ódio,fizessem a cabeça dos americanos contra Claude...
Nesse momente Claude e Rosa descem as escadas de braços dados...todos ficam perplexos com a beleza da senhora Geraldy...Nara bufa de ódio mas é acalmada pelo pai.
E:Calma Nara...mantenha o foco,o Claude tem que achar que você está muito contente por as coisas estarem dando certo para ele.
N:Eu sei papai...mas é difícil me controlar...
Claude e Rosa cumprimentam os americanos...Elizabeth Smith se encanta logo de cara com Rosa...
ES:Oh my God!! Doctor Claude sua esposa é encantadora
R:Obrigada Misses Smith...é um grande prazer conhecê-la
Misses Smith e Rosa conversam amigavelmente deixando Claude com medo de que Rosa cometa alguma gafe...
C:Olha lá Frazón...Rosa non para de conversar com Misses Smith
F:Mas você é muito chato hein?? q isso...o que que tem a menina conversar com Misses Smith??
C:O que que tem??Tem muita coisa...e se ela falar alguma besteira ham??? e se cometer alguma gafe?? Isso non é muito difícil de acontecer non
Roberta e Alabá que se aproximavam de Claude e Frazão saem em defesa de Rosa.
RV:Claude para de ser pessimista...Rosa está preparadíssima para lidar com Misses Smith...
C:Sei non...sei non...
F:Gente não adianta discutir com o Claude não...esse francês é muito mal agradecido...só quero ver a hora que a Rosa se cansar de tudo isso e largar ele...
C:Mon Dieu...você acha que ela seria capaz Frazón??
F:Ih a lá ficou preocupadinho é?? Eu acho que ela teria coragem sim
Claude fica tenso com o que Frazão diz e continua a observar Rosa e Elizabeth Smith
As horas passam e tudo ocorre na mais perfeita paz...porém o que ninguém esperava é que Nara estava se preparando para dar o bote.
Claude vai até ao corredor que dá acesso ao banheiro...Nara vai atrás dele...mas antes pede para Alzira e Ninica falarem para Rosa que Claude estava passando mal no banheiro...
Quando o francês se preparava para fechar a porta,Nara entra também e se tranca com ele
N:Nossa mon amour hoje você está mais delicioso do que nunca...
C:Para Nara...agora non
N:Ah Claude vai me dizer que não está sendo excitante está aqui comigo hein??E olha que você eu poderia estar muito magoada com você hoje hein...
C:Porque você diz isso?? O que foi que eu fiz ham??
N:Eu vi a aliança que você e aquela horrorosa estão usando...para um casamento de mentira isso está me parecendo muito real...
Nesse momento Rosa se aproxima do banheiro preocupada com Claude mas escuta as vozes de Claude e Nara e decide ficar ali mesmo escutando
C:Nara para com isso ham...você sabe muito bem que minha relaçón com Rosa é comercial ham...apenas negócios
N:Mas e as alianças??
C:A gente tem que usar né??Afinal todos pensam que somos casados de verdade ham...você acha que eu estou gostando disso?? Claro que non...eu queria que você estivesse ali comigo...do meu lado e non ela
N:Então quer dizer que você não tem nenhum interesse nela??
C:Non claro que non...a voz de Claude não aparentava muita certeza do que ele dizia
N:Eu acredito em você....afinal como você se interessaria por aquela horrorosa,favela?? kkkkkk
C:Claro que non me interessaria...nunca...
Nara agarra Claude e o beija
Rosa que ouvia tudo atrás da porta chora e promete que irá se vingar dele...ele se arrependerá de tê-la humilhado com Nara
Rosa disfarça o choro,se recompõe e volta para a recepção...
Claude e Nara saem do banheiro e também voltam para a festa.
A festa continua ocorrendo maravilhosamente bem...Rosa se comporta como uma dama deixando Claude maravilhado.
As horas passam e os convidados começam a ir embora.
O casal Smith se despede do ''casal'' Geraldy
ES:Rosa gostei muito de conhecê-la...sinto que seremos grandes amigas
R:Eu estimo que sim Misses Smith
ES:Doctor Claude nos vemos amanhã em su escritório e gostaria que você também estivesse lá Rosa
R:Farei o possível Misses Smith
Os Smith se despedem de Claude e Rosa...logo após chegam Nara e Egídio para de despedirem
Nara chega bem perto do ouvido e diz:
N:Boa noite mon amour...sonhe comigo...um beijo bem gostoso na sua boca
Claude fica sem reação...Egídio se despede de Claude e vai embora com a filha...os dois ignoram Rosa e não se despedem dela
Enfim todos vão embora...ficam só Claude,Rosa,Alabá,Roberta e Frazão.
R:Doutor Claude agora que todos já foram o senhor poderia me levar em casa??Tenho que ver meus irmãos...desta vez Rosa falava com Claude de uma forma meiga e doce deixando o nosso francês completamente confuso...
C:Claro eu levo sim ham...Vocês me esperam aqui né?? Pergunta Claude para Alabá,Frazão e Roberta que respondem que sim.
Rosa se despede dos amigos e vai embora com Claude...quando o casal sai os amigos conversam:
A:Gente a Rosa tava tão diferente com o Claude agora
RV:Também achei...durante a noite toda ela foi fria com ele e agora estava tão doce
F:Pois eu acho ótimo tudo isso...não sei porque mas eu acho que a Rosa vai mudar a vida do francês...e para melhor

30 minutos depois
Claude e Rosa chegam ao cortiço...o francês abre a porta do carro para ela
C:Rosa...obrigado ham...nem tenho como te agradecer
R:Que isso doutor...nós fizemos um acordo,um trato,um negócio,só estou cumprindo com a minha parte
C:Rosa por favor pare de falar que o que estamos vivendo são negócios ham??
Nesse momento Rosa se aproxima de Claude.
R:Ué mas são negócios Doutor....ou não são??
Rosa se aproxima ainda mais de Claude deixando o francês paralisado...
R:Mas já que o senhor quer me agradecer...eu tenho uma maneira
C:Qual?Diz Claude ofegante e já fechando os olhos
R:Essa...
Rosa agarra o pescoço de Claude e o beija com toda a paixão...ele retribui ao beijo encostando-a contra o carro e agarrando sua cintura

CONTINUA...