terça-feira, 31 de julho de 2012

FIC - UMA CHANCE DE AMAR - CAPÍTULO 6 - AUTORA: JOYCE FEITOZA


No capitulo anterior...
Claude: Que amor o que Frazon. Eu já tive o que tinha pra ter com a Rosa.
Frazão: Tem certeza? 3 meses de brigas. Claude sinceramente eu acho que nem você, nem ela deram tempo de algum sentimento nascer entre vocês. Cara, você mal conhece sua mulher.
Claude: Que mulher hã?
Frazão: A Rosa, ela ainda é sua esposa.
Claude: Engraçadin você.
Frazão: Tá bom francês, mesmo sendo sua ex, você nunca a conheceu. E talvez estejam se conhecendo e se apaixonando agora.

 CAP-6
(07:40 AM – Construtora)
Como havia acordado cedo Claude decidiu ir logo para a construtora e se concentrar no trabalho para ver se o que Frazão tinha dito sumia da sua cabeça. Em vão.
Rosa chegou à construtora e quando ia entrando em sua sala Claude estava saindo, os dois se esbarraram e ficaram se olhando por alguns instantes.
Rosa: “Foi estranho encontrar o Claude depois do que a Janete havia me dito. Não sei explicar ao certo, mas senti uma sensação estranha. Medo, frio na barriga. Minha vontade era de sumir, me enfiar em um buraco, mas também eu gostei de tê-lo visto.”
Claude desviou de Rosa e seguiu o seu caminho. Ela entrou na sala resmungando:
Rosa: Bom dia pra você também Claude Geraldy. Mesmo mal educado de sempre.
Rosa foi se ajeitando em sua mesa e arrumando alguns papéis.
Non eu sou o melhor. Que issi non me compare com ninguém, sou o gostoson. (Disse imitando a voz de Claude)
E assim Rosa continuou a imitar Claude e não percebeu a presença dele na sala.
Claude: Belíssima interpretaçon. (Disse aplaudindo)
Rosa: Como tudo que eu faço.
Eles pararam de falar e ficaram se olhando mais uma vez.
Claude: “Non sei dizer ao certo o porquê, mas eu non consegui falar nada a Rosa naquele momento. Mon Dieu em vários anos eu sempre retruquei.”

(09:50 PM – Construtora)

Rosa estava sentada em sua mesa concentrada em alguns papéis e Claude estava assinando outros.
Rosa olhou para Claude que nem percebeu que ela estava olhando para ele. Ela percorreu o olhar pelos olhos rebaixados dele, por sua gravata torta, seu cabelo um pouco bagunçado. Depois voltou a se concentrar em seus papeis.
Agora o olhar de Claude foi até ela, estava séria lendo e anotando algumas coisas que nem percebeu. Claude olhou o jeito dela, o cabelo. Ele balançou a cabeça como se quisesse apagar aquilo da sua mente.
Um tempo depois eles ainda estavam concentrados em seus devidos trabalhos. Claude olhou para Rosa novamente e ela olhou para ele e dessa vez seus olhares se encontraram.
Sem pensar em nada ficaram assim. Rosa sem jeito levantou meio atrapalhada derrubando alguns lápis do porta-lápis.
Rosa: Eu vou levar esses papéis com anotações pro Gurgel, você vai querer verificar?
Claude: Non... non... eu... non pode ir.
Rosa pegou os papéis e saiu da sala.
Rosa: Gurgel aqui estão os papéis.
Gurgel: Ih, que agonia é essa mulher?
Rosa: Eu, agoniada? Imagina.
Gurgel: Ta tão agoniada e atrapalhada que nem percebeu que esses não são os papéis certos né? Esses são do outro projeto.
Rosa: Ai meu Deus que cabeça minha, rsrs. Hoje to tão atrapalhada que peguei os papéis errados. Vou buscar...
Claude: Non precisa... aqui eston. (Disse chegando com os papéis nas mãos.)
Rosa: Ah... eu... é... eu já ia pegar, mas enfim, obrigada. Estava tão atrapalhada que nem notei que peguei os errados.
Claude: É... O trabalho deixa a gente assim às vezes. Um pouco atrapalhado, rsrs.
Gurgel percebendo que estava sobrando resolveu voltar para sua mesa.
Claude: Aqui... os papéis...
Rosa: Ah sim...
Claude entregou os papéis a Rosa e suas mãos se encontraram. Claude pode perceber o quanto a mão de Rosa estava fria e ela o quanto a mão dele estava tremendo.
Rosa pegou os papéis e foi para mesa de Gurgel.
Frazão: E aí francês vambora almoçar?
Claude: Ham...?
Frazão: Ta voando francês? To te chamando pra almoçar.
Claude: Ah sim claire, deixa eu só pegar minhas chaves.
Frazão: Tava pensando no que eu te disse?
Claude: O que?
Frazão: Sobre você e a Rosa... (sussurrou)
Claude: Ah non Frazon, issi de novo. Mon Dieu! Non enche hã. (Disse saindo)

(13:00 PM - Restaurante)
Janete havia combinado de almoçar com Rosa próximo à construtora.
Janete: Ta caladinha amiga, o que foi? Beijou o bonitão de novo... ah, que pergunta a minha, toda vez que você o beija, você chega soltando fogo pelas ventas.
Rosa: Janete você tem certeza que quer me irritar com isso? Será que não basta conviver com o Claude o dia inteiro na construtora, tenho ainda que ficar falando dele no almoço.
Janete: Tá, calma. Não tá mais aqui quem falou.
Rosa: Desculpa Janete! Mas você sabe o quanto isso me irrita.
Janete: Hoje à noite eu vou dormir com Frazão viu, pode fazer a festa porque o AP é só seu.
Rosa: Sabe que isso não é bom, e sim ruim porque me acostumei com você lá.
Janete: É né, mas naquela noite que dormi com o Frazão, você não sentiu minha falta né?
Rosa: Que noite?
Janete: A que você transou com o Claude... desculpa amiga não resisti, rsrs.
Rosa: Muito engraçada você.

Enquanto isso, na mansão Geraldy...

Frazão: Bela escolha a sua de almoçar na sua casa, eu amo a comida da Dádi.
Dádi: Modéstia sua Dr. Frazão.
Claude: Non tava a fim de ir para restaurante. Mas vamos que temos muito trabalho ainda pra fazer.
Frazão: Vamos! Tchau Dádi! Ahhh, Claude me empresta aquele seu livro que você disse que tinha. To louco pra ler.
Claude: Vou pegar lá em cima.

(17:45 PM Construtora)
Já era quase o fim do expediente na construtora. Claude e Rosa estavam na mesa de Gurgel desenhando e analisando um projeto.
De repente, uma voz que deu até dor de cabeça em Claude soou saindo do elevador.
Nara: Claude! Mon amour!
Claude: Cherry!!
Nara: Oi meu amor, que saudade! (Disse dando um beijo nele)
Rosa desviou o olhar e Frazão percebeu. Ele deu um sorriso balançando a cabeça e continuou no projeto.
Claude: Cherry já te pedi pra non vim na minha hora de trabalho hã.
Nara: Eu vim te buscar amor, vamos?
Claude: Cherry to ocupado agora.
Nara: Ocupado desenhando amor? Desenhar é coisa de criança.
Claude: Cherry é um desenho diferente hã. Senta ali e me espera.
Depois de um tempo o trabalho acabou e todos foram embora.
Nara: Agora sim meu amor, tá livre da aula de artes?
Claude: Claire que eu to, e sou todinho seu. Afinal, uma mulher como você merece todo meu amor. (Disse beijando Nara para provocar Rosa)
Rosa: Bem, eu já vou indo. Boa noite a todos.
Nara: Ah, Rosa né? Como vai?
Rosa: Eu podia estar melhor, mas enfim, a vida apronta cada coisa pra gente né. Já vou indo querida, prazer revê-la.

(18:50 – Apartamento de Rosa)
Rosa chegou em seu apartamento e jogou a bolsa no sofá.
Rosa: Uma mulher como você merece todo o meu amor... IDIOTA.

(20:15 PM- Casa de Frazão)
Frazão estava tomando banho e Janete o esperava no quarto olhando suas coisas.
Janete: Nossa, que livro é esse?... Anjos e Demônios... será que é bom? (Disse pegando o livro de Claude)
Ao abrir o livro Janete deixou uma foto cair, ela pegou e notou que era a foto de Rosa.
Janete: Ué, Rosa???...
Frazão: Já leu amor? Peguei emprestado com o Claude.
Janete: Ah, é do Claude? Humm, não li ainda não. (Disse guardando a foto em sua bolsa)

CONTINUA...

FIC - À PRIMEIRA VISTA - CAPÍTULO 10 - 4a PARTE - AUTORA: SÔNIA FIINARDI

Claude percorre o caminho que ela costuma fazer. A chuva está mais fraca, mas a escuridão dificulta a procura. De repente a voz de Rosa ecoa em seu pensamento “eu fugiria pra um lugar assim.”

C: Mon Dieu!  Ela foi pra lá... Aquela maluquinha! Como eu sou estúpido, non pensei nisso antes! Com essa chuva, toda!  Ah, maluquinha! Minha adorada maluquinha...

Ele liga várias vezes pra ela, mas só escuta a mensagem “Telefone fora de área ou temporariamente desligado”.

Depois de sair da construtora, Rosa encontrou com Colibri – que havia ido até lá para pegar alguns materiais - Ela nem espera ele falar, pega as chaves do carro, e sai, sem pensar aonde vai.

Apenas quer sair dali, se esconder, esconder suas lágrimas, fugir de si mesma.



As lembranças daquela noite do estupro insistiam em passar em sua mente, como cenas de uma novela, de um filme triste...

Rosa nem se lembrava como havia chegado em casa. E nem queria recordar a humilhação e a vergonha do que havia acontecido...

As nuvens começam a encobrir o sol, tornando o céu cinza chumbo. Rosa olha pro céu e a discussão com Claude lhe vem à mente. (no mesmo instante em que ele chora no banho)

Tola, idiota... eu sabia que ia ser assim... estúpida, é isso que eu sou... Meu Deus, porque eu fui me apaixonar pelo Claude, por quê? Se ele soubesse o quanto eu o amo!

Ela dirige mecanicamente, e quando percebe está na casa em restauração. Desce do carro e vai se abrigar entre as roseiras. Numa atitude súbita, ela procura a tesoura de podar e se lembra que está na casa de Claude. Então pega um alicate de corte e começa a podar as roseiras, como se estivesse podando suas lembranças. De repente a chuva começa, mas ela nem percebe, pois seu rosto já está totalmente molhado pelas lágrimas que ela tanto tentava evitar.

Rosa continua podando, sem perceber que suas mãos já estão cobertas de bolhas, pois estava sem luvas. A chuva aumenta, mas ela não se importa... não sente medo dos trovões, nem dos relâmpagos... Está ali, à mercê do tempo, como se a chuva fosse lhe lavar a alma. Ela passa horas podando roseiras e arbustos.

Seu celular toca e a desperta das lembranças. Ela vê que é Claude e não atende.
Só então percebe que já é noite e volta pro carro. Ela está encharcada. Entra no carro, dá a partida, mas não consegue sair do lugar, pois que um dos pneus está furado. Ela se põe a trocá-lo, e numa das voltas, a chave escapa e provoca um corte em sua mão.

R: Droga! Era só o que faltava!

Ela enrola uma toalha que encontra no porta luvas, e termina de trocar o pneu. Volta ao carro, mas não anda nem quinhentos metros e ele pára. Ela vê que não tem mais combustível. Tenta ligar pra alguém, mas só dá fora de área.
Ela percebe que a mão está sangrando, pelo esforço. Sente seu corpo quente. Sem mais forças, ela se deita sobre o volante e chora. Já não sabe se chora pelas lembranças, pelo amor que sente por Claude, pela dor do ferimento. Chora até adormecer. Ali no meio da estrada de acesso à casa...

Claude está acima da velocidade permitida, ele tem pressa em encontrar Rosa, e fica imaginando o que pode ter acontecido, já que o carro está sem combustível. Durante o caminho ele liga pra Frazão, pois Rosa pode ter ido pra casas dela com Janete:

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C: Frazon... você sabe se a Rosa tá com Janete?

F: Não está não francês... eu estou aqui com ela... Aconteceu algo grave?

C: A Rosa saiu de carro nessa chuva e non voltou até agora... eu to procurando ela.

F: Você quer ajuda?

C: Por enquanto non... Se ela aparecer por ai me liga, mon ami, por favor...

F: Claro, eu ligo sim...

C: Obrigado, Frazon. Vou desligar que to dirigindo.

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C: Mon Dieu! Ela tá sozinha nessa escuridon... nessa tempestade! Dieu... Eu nunca  rezei, non sei rezar... non sou muito bom em pedir hã? .Mas protege a Rosa... non deixe que  nada de mal aconteça a ela... por favor, Dieu! Eu amo essa mulher... amo ....

Alguns quilômetros à frente, ele vê um carro parado, com pisca alerta. Ele reconhece o carro de Rosa. Encosta seu carro, desce e a vê, com a cabeça deitada sobre o volante. Ele percebe um fio de sangue, em sua testa, e se desespera:

C: Rosa... Rosa... Mon Dieu non... non… Serafina, fala comigo!

 E abre a porta do carro, envolvendo-a em seus braços.

C: Chérie... Você ta ardendo em febre!  Maluquinha, eu vou cuidar de você, meu amor! Confia em mim, hã?

Rosa começa a delirar, pela febre;

R: Não... sai daqui! Eu não quero você Júlio, me deixa em paz! – E se debate nos braços de Claude, que a abraça e diz:

C: Rosa, sou eu... Claude... calma chérie, eu vim te salvar...

R: Claude? Me perdoa. Eu te amo... me desculpa... E cai num sono febril...

Claude a coloca em seu carro, fecha o carro de Rosa, pois só no outro dia alguém poderá pegá-lo. Alguns metros à frente ele liga para Dadi:

C: Dadi, prepara um banho morno, na banheira. A Rosa tá ardendo em febre. E por favor, liga pra D. Amália e pro Frazon e diz que tá tudo bem, hã? Amanhã a gente explica tudo... Eu chego logo aí...

Claude chega no apartamento, carregando Rosa em seus braços. Dadi já o esperava na porta.

D: O banho já tá pronto Dr. Clodes...

C: Obrigado, Dadi... Non sei o que seria de mim sem você!

 E sobe a escada, em direção ao seu quarto. Ele pára nos últimos degraus e pede:

C: Dadi, por favor, faz uma bebida quente pra ela, hã? Um leite, um chá... O que for mais rápido e trás pra mim, oui?

Rosa tenta abrir os olhos, mas a luz a incomoda. Ela não reconhece o quarto de Claude:

R: Claude??? Que lugar é esse? Onde você me trouxe? – Fala pausadamente, com dificuldade

C: Calma, chérie! Você está em casa. – E a coloca no chão.

C: Me ajuda, hã? Você precisa tomar um banho quente, agora! 

E começa a desabotoar a blusa dela. Ela se retrai e tenta impedir, mas seu corpo todo treme, por causa da febre:

R: Que você tá fazendo? Pára com isso - Fala com a voz mole - Eu quero deitar e dormir... dormir pra sempre!

Mas não consegue impedir que ele tire suas roupas encharcadas, deixando-a apenas com a lingerie. Ele a coloca na banheira com cuidado, como se ela fosse uma criança indefesa. Ele repara nas mãos dela, cheias de bolhas, e com o ferimento provocado pela troca do pneu...

C: Você é muito maluquinha mesmo! Olha só suas mãos, por que você fez isso Rosa? Diz baixinho, pra si mesmo

O contato da água, com os ferimentos provoca uma reação desconfortável em Rosa, que tenta sair...

R: Hmm... tá ardendo! Tira!

C: Xiiiii! Tá tudo bem! Eu to aqui contigo. Eu vou cuidar de você.

Ele pega a bucha de banho e começa a esfregar o corpo dela, delicadamente, massageando seus ombros, suas pernas... Lava seu rosto, seus cabelos. E fica ali com ela, por um tempo, até que a febre baixe.

Conforme a febre baixa, Rosa vai voltando a si, como se acordasse de um longo sonho mal. Ela abre os olhos, vagarosamente, e seu olhar percorre um local estranho, até encontrar os olhos de Claude, que velavam por ela...:

R: Claude. O que aconteceu? Por que eu estou na sua banheira só de lingerie?

C: Você ficou muito tempo na chuva, se torturando meu amor, se feriu... Estava com muita febre. Eu cuidei de ti hã?

R: Você me despiu?

C: De corpo e alma, chérie – Diz com um olhar que era só desejo...

Rosa sente o rosto esquentar, fica sem jeito:

R: Éhhh... Eu to com frio, essa água tá gelada... Eu quero sair...

C: Claro... deixa eu pegar uma toalha pra você.

Ele traz duas toalhas, dá uma pra ela, mas Rosa fica indecisa em sair da banheira quase nua, na frente dele...

R: Dá pra você ficar de costas, por favor?

Ele faz o que ela pediu, com um sorriso maroto:

C: Um pouco tarde pra ficar envergonhada, mon amour... -  E se vira pra ela, que já tinha se livrado da lingerie e estava enrolando a toalha no corpo.

 Sem que ela tivesse tempo de recusar ele a pega no colo e leva para o quarto.

C: Você ainda tá com febre, hã? Precisa descansar, dormir... E a deita em sua cama.

Ele vê que Dadi já trouxera um copo de leite e alguns comprimidos antitérmicos. Ele senta do lado dela:

C: Vem... toma esses comprimidos. Ele põe os comprimidos entre os lábios dela, e leva o copo até a boca de Rosa que toma um gole do leite. Nenhum dos dois consegue desviar o olhar do outro...

R: Eu não gosto muito de leite - E empurra o copo de volta pra ele.

C: Você ficou com bigodinho. – E passa os dedos pelos lábios dela...

Claude pega a outra toalha e começa a enxugar o corpo de Rosa, que não protesta, apenas permite a si mesma viver aquele momento.

No embalo desse carinho ela adormece, sentindo-se segura, salva.

SESSÃO REMAKE MUSICAL - THEME FROM 'SUMMER OF 42' (THE PICASSO SUITE) - PETER NERO

A canção “Theme From 'summer Of 42' (the Picasso Suite)”, originalmente interpretada por Michel Legrand, é executada no vídeo abaixo por Peter Nero.
Boa diversão!


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=qM8ZUyEWWcs


SESSÃO TÚNEL DO TEMPO MUSICAL - THEME FROM 'SUMMER OF 42' (THE PICASSO SUITE) - MICHEL LEGRAND


A canção “Theme From 'summer Of 42' (the Picasso Suite)”, interpretada por Michel Legrand, fez parte da trilha Sonora da novela Um Sonho a Mais, apresentada pela Rede Globo no horário das 19h de 4 de fevereiro a 2 de agosto de 1985.
Para maiores informações sobre a novela, favor acessar: www.teledramaturgia.com.br/tele/umsonho.asp.
Boa diversão!




segunda-feira, 30 de julho de 2012

SESSÃO RETRÔ - VARIEDADES - CARLOS ALBERTO

A reportagem que reproduzimos abaixo foi publicada na revista Sétimo Céu em número e data que desconhecemos.
Nossos agradecimentos à amiga Maria do Sul pela remessa do material.
Boa diversão!



 

SESSÃO RETRÔ - COMERCIAIS - BANCO NACIONAL


domingo, 29 de julho de 2012

RELATO DA PEÇA ENLACE A LOJA DO OURIVES – 10ª VEZ - 27/07/2012

Nesta sexta feira, dia 27 de julho foi a 10ª vez que fui assistir Enlace. Desta vez foram algumas amigas da minha escola. Da última vez que estive no teatro o ator Fabiano Augusto, muito atencioso me ofereceu os convites para a próxima vez que eu quisesse assistir Enlace.  E eu aproveitei a oportunidade.  Mesmo assim, entramos na promoção do face e ganhamos vários convites.  Convidei a Tia Lidia que foi com sua filha Viviane, grávida de quase 9 meses. Foi com um barrigão! Elas haviam demonstrado interesse em assistir a peça domingo passado em um almoço de aniversário.  Da escola foram minhas amigas Regina, Priscila e Tati com seu noivo que iam assistir pela 1ª vez.  A Patty pela 6 ª vez com mais duas amigas, também novatas na peça, a Lili que ia pela 3ª vez, levou seu amigo Michael. Desta vez chegamos tarde, pois estávamos trabalhando. Quando chegamos lá, estava lotado e sentamos quase no fundo. Uma pena!
A Tia Lidia e a Vivi chegaram antes e a Patty chegou em cima da hora. Desta vez fui de carona com o amigo da Lili. Fui passageira. Rsrs!!!
Na noite de hoje houve uma substituição. O ator Luiz Guilherme foi substituído pelo ator Fernando Petelinkar. Fiquei sabendo depois que foi meio de surpresa, pois a substituição estava prevista para o dia seguinte e não para o dia de hoje. Mas o espetáculo foi lindo! Como sempre! Vimos de longe, mas bem no meio e por um ângulo diferente e isto para mim é sempre bom! Gosto de ver as substituições. Sempre tem alguma mudança. Umas frases diferentes. Umas ceninhas...
Mesmo assistindo pela 10ª vez não deixo de me emocionar em vários momentos da peça. Fabiano Augusto e Laila cantando “Apaixonados”, Fábio cantado “Amiga” e depois bem velhinho se declarando para Teodora. Rafael Almeida e suas lindas cenas com Isabela Montanaro.  A engraçada Tia Jô.  E Diego Veloso e Nathalia Mancinelli cantando “Até que enfim casados neste casamento improvisado”... Adoro demais! Se não adorasse não iria tantas vezes... rsrs.
Ao final, tia Lidia e Vivi disseram ter amado a peça. Foram embora logo. Não puderam esperar os atores, mas agradeceram a oportunidade em assistir um maravilhoso espetáculo. Patty e suas amigas partiram para a balada. Tati e o noivo foram embora, pois estava muito tarde. Mas eu, Lili, Regina, Pri e Michael aguardamos para conversar com alguns atores. 
Conversamos primeiro com o Diego e comentei que havia adorado a iniciativa dele em ter me incluído em um comentário sobre um o vídeo dele com a Nathalia Mancinelli. Ele que comentou sobre a substituição de Luiz Guilherme 15 minutos antes do espetáculo. Diego é muito atencioso.
Conversei com a doce Isabela que agradeceu minha presença e me convidou para assistir a apresentação de sua mãe no dia 04/08. Ela fará um papel na peça.  Cumprimentei o Marcos, que disse ter decorado algumas cenas hoje na última hora devido às mudanças. Depois apresentei a Giselle aos meus amigos e tiramos algumas fotos. Muito fofa!  Quando o Rafael Almeida saiu e me viu ele brincou mais uma vez. “Você já pode ser standing da peça. Você vem para decorar?” E eu respondi: “Não, eu venho para me emocionar!”
O Fabiano saiu logo depois e eu aguardei enquanto ele conversava com alguns amigos. Depois ele veio me cumprimentar, agradecendo minha presença e perguntando se os convites tinham nada certo. Eu havia levado uma caixa de bombons para agradecer a atenção e o carinho. Disse que desta vez não havíamos conseguido ficar na fila no gargarejo, mas que foi lindo ver de um ângulo diferente.  Tiramos umas fotos e agradeci mais uma vez, me despedindo dele. E já dizendo até domingo, pois voltarei para levar minha amiga Lidia.
Depois fui falar com o Fábio, mas antes cumprimentei o Emanoel que disse estar acompanhando as vezes que estou presente no teatro.  “10ª vez!” Fábio falou: “Você não avisou que viria hoje”. “Verdade. Só coloquei no face.” Falei dos vídeos dele que encontrei no youtube e depois tiramos fotos.
Quando estávamos saindo falei com a Cris e enviei o beijo da Rebeca. Ela diz que está com saudades da Rebequinha e também da Priscila. Brincou comigo. “Ah! Cleusa Tófoli já é dona do espetáculo. Só falta pagar nosso salário! Vou te levar para meu camarim.”
Fomos embora dando muitas risadas. Olhando as fotos. E comentando mais uma vez sobre este maravilhoso espetáculo!!!

Relato da fã do Claudio Lins, e agora também fã da Peça Enlace: Cleusa Tófoli

FOTOS














PARA MEDITAR

“Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã”. (Victor Hugo)

SESSÃO BISCOITINHOS - QUACKULA


sábado, 28 de julho de 2012

HOMENAGEM AO NIVER DA CLAUDIA G - COLABORAÇÃO: FERNANDA SOUZA


PARA MEDITAR

“Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira”. (Johann Goethe)

SESSÃO FOTONOVELA - AMOR À PRIMEIRA VISTA

A fotonovela que reproduzimos abaixo foi publicada na revista Sétimo Céu em número que desconhecemos, provavelmente no ano de 1972.
Nossos agradecimentos à amiga Maria do Sul pela remessa do material.
Boa leitura!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES


A capa que reproduzimos abaixo foi publicada na revista Cartaz nr. 14 de 1972.
Boa diversão!

SESSÃO FOTO QUIZ


A foto da semana passada é do cantor Tim Maia.
Agora tentem descobrir quem é o cantor da foto.
Eis algumas pistas:
1) É baiano e nasceu no ano de 1945.
2) Trabalhou como produtor musical.
3) Além de cantor, era também compositor.
Boa diversão!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

HOMENAGEM À AMIGA LUCIANA GIANSANTE BAUTISTA

É difícil falar sobre um amigo que se vai. Quando nosso círculo de amizades começou por conta de gostarmos da novela Uma Rosa com Amor, todos nos tornamos muito próximos. Assim, quando perdemos um companheiro ou companheira é como se faltasse um pedaço de nós.
A amiga Luciana se foi fisicamente, mas estará para sempre em nossos corações e sua marca ficará no blog por conta de suas participações e da bela FIC que escreveu.
Descanse em paz, amiga!
Para homenageá-la, escolhemos uma bela música, Canção da América de Milton Nascimento.



LETRA

CANÇÃO DA AMÉRICA

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

Fonte: http://letras.mus.br/milton-nascimento/27700/

FIC - À PRIMEIRA VISTA - CAPÍTULO 10 - 3a PARTE - AUTORA: SÔNIA FIINARDI


C: Alô. Oh Freitas... como vai?

Fre: O Frazão me ligou... parabéns!

C: Obrigado, hã? Mas você tem participaçon importante nisso tudo. Non fosse você, non teria conseguido meu visto...

Fre: Só fiz meu trabalho... É... Claude... eu tenho uma notícia não muito agradável... que fiquei sabendo... achei que devia te alertar...

C: Algum problema com o casamento ou o visto?

Fre: Não... isso já é um caso encerrado.  A Ninica recebeu uma mensagem, um email da Nara. Ela tá voltando pro Brasil.

Claude fica sério, muda o tom de voz:

C: Eu non tenho mais nada com ela. Ela vai e volta pra onde quiser.

Fre: Eu sei que você está bem com a Rosa... É só um alerta... a gente conhece bem os interesses dela...

C: Ok. Mas eu non pretendo nem passar perto dela. Merci, hã?

Fre: Ok... Até mais.

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Claude desliga o celular. Está tenso. Apesar de não sentir mais nada por Nara, sabe perfeitamente do que ela é capaz pra alcançar seus objetivos.

Seus olhos encontram Rosa, que está olhando pela janela, absorta em seus pensamentos. Imediatamente a paz entra em seu coração e ele vai até ela e a abraça por trás, enlaçando sua cintura.

R: Alguma notícia ruim, meu amor?  Você ficou tenso.

Claude tenta disfarçar.

C: Non, era o Freitas, nos parabenizando.  E você, ta ton quietinha, olhando pela janela... Que foi hã?

R: Ah! Não! Você vai rir de mim, de novo. Vai me chamar de filósofa barata...

C: De novo, porque hã? Algum dia eu ri de você?

R: Não. Rir você não riu... Eu estava olhando o céu, assim com essas nuvens  escuras.. como se fosse a vida da gente... de repente a chuva cai, inunda tudo, varre as coisas ruins e o sol volta a brilhar...

C: Hummmm. Você tá dizendo... que eu sou o seu sol?

R: A-hã.  Meu sol, minha lua... meu dia, minha noite...minha tempestade e minha calmaria...

C: E você á luz de minha vida – E vai deslizando sua boca pelo pescoço de Rosa, virando-a lentamente de frente para ele – Chérie, seu tempo está acabando, hã?
Eu quero você... na minha vida....

Rosa se deixa levar pelas carícias, envolve-se num beijo quente. Ela o envolve, passando as mãos pelos cabelos dele, perto da nuca, deixando-o ainda mais exigente...

C: Vamos pra casa, hã?  A gente pode namorar um pouquinho... se amar...nada melhor nesse tempinho de chuva...

R: Assim... no meio do dia...?

C: A hora a gente faz... quer melhor oportunidade que essa? A gente comemora várias coisas: o contrato, eu, você... – E não parava de beijá-la, nos ombros, na orelha...

Ela se retrai e diz, de maneira ríspida:

E: Oportunidade? É isso que eu sou pra você?... Uma oportunidade de restauração da sua casa, de refazer um projeto, de conseguir um visto de permanência? – E sai de perto dele.

C: Rosa, pelo amor de Deus... foi só uma maneira de me expressar, hã? Vem aqui, chérie. - E tenta puxá-la pela mão, mas ela se esquiva...

R: Diz, Claude... diz a verdade... eu vou ser apenas mais uma?

C: Rosa, o que é que há com você, hã? Você me pediu um tempo... eu respeitei sua decison... mas eu te avisei, eu não sou mais criança, nem um moleque... eu sou um homem... 



Ele a puxa, repentinamente, e se apossa de sua boca, num beijo violento, num ímpeto impensado, provocando um ferimento no lábio de Rosa.

Ela o empurra, passa a mão pelo lábio ferido, e diz já alterada, tentando bater nele com os punhos:

R: Você é um estúpido...

C: E você deve ter algum desvio de personalidade... E segura-lhe os braços... não dando espaço pra ela passar.

R: Me deixa passar Claude!

C: Non... a gente vai resolver issi agora, de uma vez por todas....se você passar por aquela porta, non precisa mais voltar...

R: Se é isso que você quer...

C: Você sabe que non é o que quero... pára de agir como se fosse uma donzela ofendida...

R: E o que você sabe sobre donzelas ofendidas Claude? – E vai em direção à porta, tentando segurar as lágrimas...

C: O problema é ele, non? O seu ex-noivinho, o Júlio Castelli?

Rosa para no mesmo instante, como se tivesse sido atingida por um raio. Se volta pra ele e pergunta:

R: Como você sabe o nome dele? Quem te falou sobre ele?

C: Seu pai. Ele disse que non queria que você sofresse por amor de novo, que esse seu noivinho te deixou no dia do casamento. E pelo visto você deve gostar dele ainda,  porque eu non posso nem  encostar em você.....

R: Meu pai não tinha o direito de falar isso! E você não sabe o que fala! Diz já deixando as lágrimas escorrerem livremente pelo seu rosto.

C: Rosa, você me pediu pra não te comparar com outra mulher de minha vida, mas é você que esta me comparando a este crápula, hã? Eu non sou como ele!

R: Eu preciso ir! Minha mãe está me esperando pro almoço – Diz entre lágrimas... e chegando à porta.

C: Rosa, non faz isso com a gente... Droga!  Me diz, hã... fala o que ele te fez... me deixa te entender pelo menos!

Rosa já estava com a mão na maçaneta. Ela pára, olha para Claude e diz:

R: Você quer saber o que ele me fez, não é? Então presta atenção, porque vai ser a primeira e última vez que eu vou contar isso pra alguém. Nem minha mãe sabe ao certo. Eu nunca disse tudo a ela. Não queria que ela sofresse por mim...
Eu fui ao apartamento dele. Eu tinha tomado um pouco de vinho e deixei me levar, mas ele queria mais. E quando eu disse pra ele esperar até no outro dia, ele ficou louco, começou a gritar comigo e praticamente... Me violentou. Quando ele acabou, apenas me mandou sair de lá, que aquilo tinha sido uma boa e divertida despedida, uma oportunidade única, já que eu não podia dar pra ele a vida que ele queria. Porque ele estava indo embora do país com outra mulher, pra viver uma vida de luxo!

 Lágrimas silenciosas caiam, sem que Rosa pudesse contê-las.

 R: Não houve magia, não houve romance. Só dor, decepção, nojo...

Claude anda em sua direção, quer confortá-la, fazê-la esquecer disso tudo, mas Rosa sai correndo, e consegue chegar ao elevador, sem que ele a alcance.

C: Rosa!Rosa! Espera... Rosa!...

Ele corre descendo pelas escadas. Quando consegue chegar ao térreo, encontra Colibri:

C: Você viu a Rosa, Colibri?

Co: Ela disse que estava com pressa, pegou as chaves da Saveiro e nem deu tempo de avisar ela que...

Claude não escutava mais, pois já voltava para o escritório, pensando em ir atrás de Rosa.  Porém, resolve dar um tempo pra ele mesmo e pra Rosa. Ele tenta desviar os pensamentos, fazendo alguns cálculos e a imagem de Rosa lhe contando a verdade, não sai de sua cabeça.

“Aquele infeliz! Eu tenho vontade de acabar com ele!” – Pensa, enquanto uma caneta quebra entre seus dedos.

Ele resolve ir pra casa.  Chama Janete até sua sala, pois não queria que ninguém ouvisse e:

C: Janete, eu non volto mais hoje.

J: Mas, e se os americanos ligarem, ou alguém da representação?

C: Diz que eu to no inferno, hã? – E sai batendo a porta.

J: Ai... Eles brigaram de novo! E dessa vez a briga foi feia! – Ela liga para o celular de Rosa, que não atende...


Claude chega em sua casa, debaixo de chuva. Apesar de ainda ser quatro horas da tarde o céu estava negro, “negro como a minha mente”, pensa. Ele entra, sem fazer barulho e se serve de whisky – dose dupla - e vai direto pro banho.
Enquanto a água fria escorre pelo seu corpo, ele revive toda a cena da discussão com Rosa. Seu corpo treme, e ele começa a chorar, como uma criança que se perdeu.
Se apóia na parede e pensa “Serafina Rosa... meu amor... eu non vou deixar você fugir assim... Eu amo você, chérie...”

Dadi que via tudo calada diz pra si mesma... “Dr. Claudes, chegando a essa hora, bebendo... Ele não fazia isso desde que conheceu D. Rosa..."


No quarto, ele se veste e desce.

D: O senhor chegou cedo hoje.  Vai querer algo especial pro jantar?

C: Non Dadi, non vou jantar. Estou sem fome, hã? A Rosa ligou ou passou daqui pra pegar alguma coisa?

D: Não senhor... aconteceu alguma coisa com ela?

C: A gente discutiu, Dadi. E ela saiu sem me deixar falar com ela, me desculpar... E agora essa chuva toda. Ela deve estar lá no cortiço, com os pais dela.

D: Doutor Claudes, o senhor é como se fosse meu filho. E eu vou lhe falar como falaria a um filho meu. O senhor gosta dela não gosta? Assim pra valer... Ela também gosta do senhor... visse? Eu não sei o motivo da briga e nem quero saber, que não é da minha conta, mas procura ela, não deixa uma discussão com palavras erradas estragar tudo, não deixa o orgulho vencer o amor...

Enquanto ouvia, Claude se deparou com uma foto, tirada no dia do casamento... Ele sorri -  um sorriso triste. Nesse instante toca o celular:

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C: Alô!

Co: Dr. Claude, sou eu Colibri... A Rosa tá ai com o senhor?

C: Non, eu non a vi mais depois daquela hora...

Co: Eu to preocupado, porque ela não me escutou e o carro estava com pouco combustível... Ela não atende o celular e essa chuva toda...

C: Ela deve estar na casa dos pais dela, hoje é o dia do almoço deles. Non se preocupe mais, eu vou até lá, hã?

Co: Então eu fico mais sossegado. Até...

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C: Dadi, eu vou lá no cortiço. Se por acaso ela ligar, você diz que eu fui atrás dela...


A chuva não dava trégua, e Claude demorou, mais de uma hora pra chegar no cortiço.
Ele desce sob a chuva mesmo e sobe a escada apressadamente, chamando por Rosa:

C: Rosa! Rosa!... – Mas quem aparece para recebê-lo é D. Amália.

A: Dr. Clodes! Que surpresa, entra o senhor tá todo molhado. Vem se secar!

C: D. Amália, a senhora podia chamar a Rosa, eu preciso muito falar com ela!

A: Mas eu pensei que ela tava com o senhor! Ela nem veio ao nosso almoço, hoje!

C: Ela non veio? Mon Dieu...

A: Agora eu fiquei preocupada, com essa chuva toda! Ela estava de carro?

C: Non se preocupe – diz tentando acalmar D. Amália. - Ela deve estar presa no trânsito. Eu vou procurá-la e ligo assim que encontrar Rosa.

Ele nem se despede direito. Desce as escadas, pulando os degraus, pra ir mais rápido...

G: Quem era Amália?

A: Era o Colibri... Ele veio ver se a Rosa deixou alguma instrução pra ele. Ah! Meu Santo Antonio, me perdoa essa mentirinha... E protege minha Serafina!