terça-feira, 12 de março de 2013

FIC - BORBOLETAS NO CORAÇÃO - CAPÍTULO 11 - AUTORA: SÔNIA FINARDI

XI

Rosa passou seus braços pelo pescoço de Claude, o que fez seu corpo colar-se ao dele. As mãos de Claude a enlaçaram pela cintura e iam subindo e descendo, vagarosamente, por suas costas e pela curva de sua cintura.
Claude se afasta alguns centímetros, o suficiente para olhar nos olhos dela, depois se inclinar dizer:
- Calma, gatinha... Isso é só o começo, hã? – Escutou em seu ouvido, Rosa.
Sem se dar conta, começou a passear com seus dedos pela nuca dele numa massagem lenta e suave.
Claude voltou a beijá-la, freneticamente, trazendo-a junto ao seu corpo, eliminando a pequena distância que havia entre os dois.
Sentiu os lábios úmidos dele deslizando pelo seu pescoço. 
Não conseguia mais pensar coerentemente...
Sem saber exatamente  o que e como  fazer, enfiou suas mãos  pela camisa dele e subiu por suas costas, imitando o que ele fazia com ela, por cima da  roupa.
- Você aprende rápido, gatinha... Se continuar assim, sabe exatamente o que vai acontecer entre nós, non sabe? – Diz com os lábios próximos à boca de Rosa, continuando o assunto da noite passada.
- Sei... Vamos acertar nossos “ponteiros”... Não foi isso que você disse ontem à noite?
- Oui! Mas eu non quero forçá-la a nada...
- Você não está me forçando a nada...
- Precisamos decidir, enton...  No seu quarto ou no meu? Ou prefere outro lugar?
- Acho melhor ficarmos por aqui...
- D’accord! Non sei se suportaria a presson por mais tempo...
Tudo conspirava a favor.  À sombra dos arbustos de dama-da-noite, só se percebia o contorno de seus corpos e uma leve brisa equilibrava a temperatura de ambos, quentes pela troca de carícias... 
Estavam tão envolvidos que não perceberam a aproximação de um carro, a não ser quando um piscante facho de luz os revelou, ao som de várias buzinadas!
Com o susto, Rosa empurrou o corpo de Claude, tentando se recompor. A atitude inesperada e impensada o desequilibrou totalmente, fazendo-o cair e se afundar pelos arbustos, soltando um palavrão abafado pela queda.
- Oh, meu Deus! Claude, você se machucou?

- Maldiç... Atchim! Atchim!... çon! Por que você tem sempre que me derrubar?
- Desculpa... Eu me assustei com essa luz e...
- E quem diabos está nesse carro? A... tchim! - Ele segura na mão que Rosa lhe oferecia, ficando em pé. – Ei, quer apagar essa luz?
Então consegue identificar duas silhuetas no meio dela, andando em direção a eles...
- Claude, mon ami! Eu dizia à Janete que a noite estava linda... perfeita para um passeio romântico ao luar! Boa noite, francês!
- “Boa noite!” - Fala ironicamente – Frazon, por que eu non me espanto com... atchim... sua entrada ton “discreta”?
- Opa! Eu atrapalhei alguma coisa, francês? – Fala, enquanto o abraça.
- Non! Eu estava apenas conversando com Rosa! O que você acha, hã?
- Desculpa, Claude! – Fala Janete sem graça – Eu tentei impedi-lo de fazer essa gracinha, mas não teve como! Rosa... tá tudo bem, amiga?
- Eu acho que sim... Não se preocupem, já estávamos indo dormir mesmo... Claude, você se feriu na queda? – Pergunta preocupada.
- Rosa, minha princesa, vaso ruim não quebra! – Fala Frazão – ainda mais sendo francês! Como vai, querida? Há quanto tempo não nos víamos pessoalmente!
- Non, Rosa, non me feri, apenas estou com essa maldita vontade de espirrar... Atchim! Atchim!
- Não falei, Rosa?
- Eu vou ignorar suas piadinhas por hoje, mon ami! – Claude começa a coçar os braços.
- Eu acho que você é alérgico a essa planta... – Fala Rosa, preocupada – Seus braços... estão ficando vermelho! Melhor entrarmos e você tomar um antialérgico!
- Boa ideia, Rosa! Vamos todos entrar. Claude, papai e mamãe vão ficar mais uns dias por lá na capital. Estão planejando uma viagem de lua-de-mel! Vem Frazão!!! Não percebe que eles querem ficar sozinhos? – Fala Janete, puxando Frazão e deixando Rosa e Claude sozinhos.
- Jane, minha rainha, eu to morrendo de fome. Será que sai um lanc... – Os dois entram na casa.
Claude fica em frente a ela, em silêncio, apenas olhando-a com uma expressão indefinida.
- Mais uma vez... Por que tenho a sensaçon que isso nunca vai acabar?
- Ao contrário... menos uma vez! – Sussurra Rosa, sem pensar.
- Humm... quer dizer que você conta as vezes que... tentamos nos amar e você me derruba?
- Eu sinto muito... Não foi minha intenção derrubá-lo! Eu me assustei e...  O que foi? Por que está me olhando assim?
- Estou pensando... Papai e Joanna eston programando mais uma lua-de-mel... Deve ser a terceira. E nós non conseguimos ainda ter nossa primeira vez... Atchim! Mon Dieu! Acho que você está certa! Eu devo ser alér... tchim!... gico a essa planta!
- Melhor procurarmos algum antialérgico pra você na dispensa...
- Ainda non... - Fala enterrando suas mãos nas laterais do seu rosto, acariciando-a com os polegares – Essa noite estava perfeita demais, eu devia ter desconfiado que alguma coisa ia acontecer...
- Bem... haverá outras noites, não é  mesmo? – Diz, colocando suas mãos sobre nos ombros dele.
- D’accord, gatinha. Pode ter certeza que sim! – E inclina sua cabeça, procurando os lábios dela. – Esse é um beijo de boa noite, vai ter a duraçon que...
- Eu já estou indo, mulher! – Frazão aparece – Ops! Desculpa amigão! Sua irmã quer a frasqueira que deixou no carro. Mulheres! Isso devia se chamar frescura e não frasqueira!
- Mon Dieu! Eu non acredito nisso! – Diz baixinho, revirando os olhos.
- Vem, me acompanha até a porta do quarto... – Pede Rosa, rindo e segurando na mão de Claude.
Quando estão atravessando a sala, próximos à escada, escutam a voz de Janete:
- Ah, droga! Ele fez de novo, não foi? Eu falei pra ele espiar antes de sair!
- Está tudo bem, Jane. Nós já estávamos entrando e...
- Tudo bem uma pinóia, hã? Non estávamos entrando nada!  Avise ao seu querido Frazon que isso vai ter volta! - E continuam subindo a escada. Param ao chegarem em frente ao  quarto de Rosa.
- Voilá... Chegamos... Por que non me deixa entrar contigo e continuamos o nosso joguinho?
Palavras erradas... Que provocaram uma reação imediata de Rosa.
- Joguinho? – Diz, trocando o sorriso por uma expressão de incredulidade. – Você está jogando comigo?
- Mon Dieu... Foi só uma expresson! Eu non quis te ofender, hã? Vem cá... – Diz, puxando-a pela cintura.
 - O que pensa que eu sou, Claude? Um brinquedo? Vai me usar e depois jogar num canto qualquer?
- Guarde suas garras, gatinha... Eu quero fazer amor contigo e non lhe usar, hã?
- Quer saber?  Eu acho que... – Mas Rosa jamais terminou seu pensamento, porque Claude se apossou de seus lábios, e a forçou a se abandonar naquele beijo, enquanto a acariciava com as mãos, fazendo-a vibrar inteirinha, até que correspondesse ao desejo dele intensamente.
- Por que insistimos nisso... – Sussurra quando ele a solta. - ...se sempre terminamos frustrados? Por que tem que ser assim?
- Non tem... – Murmurou, envolvendo-a em seus braços. E sua boca molhou os lábios dela, antes de senti-la aconchegar-se a ele.
Então, escutaram as vozes de Janete e Frazão que subiam a escada.
- Se tivéssemos um lugar que fosse só nosso... – Comenta Rosa – Um lugar onde pudéssemos ficar sozinhos... Deus! Que loucura é essa que eu estou falando? Melhor eu entrar... Boa noite, Claude! – Se solta dos braços dele e entra em seu quarto.
- Boa noite, Rosa! – Diz automaticamente. 
Claude permanece alguns segundos olhando para a porta do quarto.  Depois seus olhos brilham, enquanto repete as últimas palavras de Rosa:“Um lugar que fosse só nosso... onde pudéssemos ficar sozinhos...”

Continua...

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