sexta-feira, 31 de maio de 2013

SESSÃO CAPAS E PÔSTERES

A capa que reproduzimos abaixo foi publicada na revista Cartaz nr. 34 de 26/10/72.
Já o pôster foi publicado na revista Amiga TV Tudo – Especial – Álbum de Ouro de agosto de 1975.
Boa diversão!



SESSÃO FOTO QUIZ

A foto da semana passada é do apresentador José Luiz Datena.
Agora tentem descobrir quem é a moça da foto.
Eis algumas dicas:
1) Essa apresentadora nasceu no interior do estado de São Paulo em 1949.
2) Trabalhou na lendária Rede Tupi.
3) Atuou também como diretora de revistas femininas na Editora Abril.
Boa diversão!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

FIC - BORBOLETAS NO CORAÇÃO - CAPÍTULO 30 - AUTORA: SÔNIA FINARDI

XXX

- Mon Dieu, Borboletinha! – Diz Claude, tentando dar comida à Fernanda - Jogar tudo no chon continua sendo irresistível pra você, non? – Diz, abaixando-se pela enésima vez para pegar a colher de plástico que ela jogara.
- Papa, papa, papa... – Resmungava Fer, batendo com as mãos no tampo da cadeirinha.
Claude entrega a colher na mão dela e, imediatamente, ela estica o bracinho para fora e sorri, antes de soltá-lo novamente.
- Nonnn! – Claude não consegue evitar que ela a jogue novamente.
- Isso é pra você ver a aeróbica que eu faço todos os dias, Claude. – Fala Rosa, sorrindo. – Atualmente, é a brincadeira preferida dela. Eu vou buscar a sobremesa.
- Hummm... Enton, esse é o segredo para a mamãe se manter em forma? – Diz Claude, olhando para Fernanda e falando bem baixinho, continua – Obrigado, Borboletinha... Acho que o papai precisa praticar mais com você, hã?
- Mama, mama, dadada, pruuuuu...
- Eu ouvi isso, Claude Geraldy... – E passando pelo lado dele, sussurra rapidamente - Obrigada pelo elogio, papai... Você também está... um gatinho, hã? – E fala imitando Claude.
- Ouviu isso, Fernanda? – A mamãe acha o papai um gatinho!
- Na, nananana... – Fernanda balançava a cabeça, fechando a boquinha.
- Voilá, você non quer mais, non é? – Diz ao ver Fer fechando a boca, tentando evitar a comida. – D’accord! Melhor non insistir. – E vai tirando-a da cadeirinha, quando seu celular toca.
- Alô! – Responde - Ah... É você... Boa tarde, Edmond! - E dando uma rápida olhada para Rosa, entrega Fernanda a ela e afasta-se para atender.
Alguns minutos depois, ele retorna.
- Alguma novidade? – Pergunta Rosa, curiosa, enquanto amparava Fernanda, que bebia água com o seu copinho.
- Oui! Após esses trinta dias, finalmente Nara saiu do CTI. Está num quarto normal. E Edmond está quase que totalmente recuperado.
- Mas ela já está consciente?
- Os médicos a tiraram do coma induzido, mas ela ainda non está ciente de tudo que aconteceu. Passa a maior parte do tempo dormindo sob efeito de uma sedaçon mais leve.
- Vai ser um choque para ela, quando se der conta do seu estado...
- Eu espero que non seja por aqui, hã? Se em dez dias, ela non apresentar mais nenhum risco, Edmond vai levá-la para a França. Já está providenciando um avion equipado para isso e já tem um bom hospital de destino por lá. Ela ficará em boas mãos.
- Meu Deus! – Fala Rosa - Olha só o que ela finalmente aprendeu! – Conclui vendo a carinha de felicidade de Fer ao soprar pelos furinhos do seu copo produzindo bolhas.
- Isso é muito bom, hã? Ela vai poder apagar a velinha do bolo sozinha. Vamos treinar isso non é, filha?
- Claude, agora que ela está praticamente andando sozinha, precisamos cercar a piscina... – Diz Rosa, colocando-a no chão sentada.
- E lá vai ela... – Diz Claude, vendo Fernanda engatinhar para fora da sala - As grades seron entregues por esses dias e o Antoninho vai fixá-las, chérie, non se preocupe.
- Sabe o que eu queria? Dar um pulinho na nossa casa da árvore. Ela deve estar precisando de uma faxina... Fernanda, não mexa aí! – Diz, vendo a filha em pé com as mãozinhas no puxador de uma gaveta do aparador.
Fernanda olha para os pais sorrindo.


- Nã? – Fala em sua língua.
- Non/Não – Falam Claude e Rosa, ao mesmo tempo, de maneira séria.
Fernanda ainda hesita, mas, de repente, solta o puxador e se deixa cair sentadinha no chão, engatinhando de volta até seus pais.
- Ótima ideia, chérie! – Diz Claude, pegando a filha no colo. - Podemos ir hoje mesmo. Só tenho que dar um pulo no escritório da fazenda. – Você é muito esperta, sabia, Borboletinha? – Diz, erguendo a filha acima de sua cabeça.
Fernanda solta uma gostosa gargalhada e Claude a entrega para Rosa.
- Eu volto logo e, enton, iremos até o nosso lugarzinho, hã? – Diz, despedindo-se com um selinho de Rosa, um afago em Fernanda e caminhando para a porta de saída.
Então, Fernanda faz cara de choro, esticando os bracinhos na direção do pai e começa a resmungar, jogando-se na direção dele:
- Papa... papa... papai!
Claude para o passo e volta-se para olhar a filha, ao mesmo tempo em que Rosa o chamava:
- Claude! Você ouv...
- Mon Dieu, eu escutei direito, chérie? Ela falou papai, non falou? – diz, aproximando-se das duas novamente.
- Falou sim! – Diz Rosa – Puxa, eu fico com ela o dia todo e ela fala primeiro papai? Isso não é justo! - Reclama, enquanto Fernanda agitava braços e pernas na direção de Claude, repetindo:
-Papa... papai... pa... papai!
Claude pega a menina em seus braços, sorrindo e a abraça, dizendo:
- Borboletinha, você deixou sua mamãe ressentida... Vamos lá, diga mamãe, também! Ma-mãe!
Fernanda olha para Rosa e aponta o dedinho para ela:
- “Ti” - Balbucia, olhando para o rosto de Claude.
- D’accord, nós sabemos que a mamãe está aqui, hã? Vamos chamá-la? Ma-mãe... Repete, filha... ma-mãe!
- Mama... mama...mamamama...
- É... Não adianta, Claude. Essa você ganhou. – Diz melancólica, virando as costas e entrando na cozinha, retirando a louça. Claude a segue.
- Ei... Isso non é uma competiçon, gatinha! Nós três nos amamos incondicionalmente... Ela ia falar uma hora, non ia?
- Dá...dádádá – Resmunga Fer, vendo Rosa com o seu copinho.
- Mas isso é angustiante... – Diz, entregando o copinho à filha. - Mas eu sei... cada coisa ao seu tempo...
- Rosa, nossa filha ainda vai fazer um ano e já consegue falar, à sua maneira, é claro. Tem crianças que só falam aos dois anos!
- Tem razão, amor! Desculpa, foi bobeira minha! Isso varia de criança pra criança, não é mesmo? – Fala Rosa, insegura.
- Non foi bobeira, mon amour! Olha, eu acredito que ela falou papai primeiro porque pa é mais fácil que ma, hã? E tem o vamos papa ... E você está sempre lembrando-a de mim: o papai ama você, o papai vai te pegar no colo, o papai isso e aquilo...
- Você deve ter razão... Se repetimos demais uma palavra perto do bebê, ele irá produzi-la primeiro... Dá ela aqui, você tem que ir...
O celular de Claude emite o som de mensagem. Depois de ler, ele diz:
- Tia Elisabeth, pedindo pra eu levar Borboletinha até ela, hã? Me devolve ela... rsrsrsrs - Fala tchau pra mamãe, Fernanda... e joga beijinho pra ela, assim, oh...
E movimenta a mão, para que Fernanda o imite.
Horas mais tarde, Claude volta com a filha, Rosa já havia preparado uma cesta com lanches para eles e para Fernanda, pois iriam até a casa da árvore e não tinham hora para voltar.
Quando vão até a garagem, Claude coloca Fernanda sentada na moto. Imediatamente, ela começa a imitar o barulho:
- Papapa... Bruuuuuuu... bruuuu – Faz, soprando com os lábios.
- Como é que ela sabe que... Claude, você andou com ela de moto?!?!
- Oh, oh... Fomos descobertos, Borboletinha! Foi só uma voltinha aqui mesmo, chérie, na garagem... – Diz, tirando-a da moto e colocando-a na cadeirinha, no banco de trás da camionete.
- Agora, só falta você comprar uma roupa de motoqueira pra ela também! – Fala Rosa, sentando-se no banco do passageiro.
Claude dá a partida e, antes de sair, diz:
- Sabe que você me deu uma boa ideia? Assim podemos sair nós três de moto...
Minutos depois, quando chegam à casa da árvore, Rosa não acredita no que vê.
- Meu Deus! Eu não acredito no que estou vendo! Claude, o que aconteceu aqui?
- Aconteceu que non viemos mais... Há quantos meses non aparecemos aqui? Eu vou subir primeiro, oui? Se estiver em condições, vocês sobem... Mas de qualquer forma, vou fazer algumas adaptações pra nossa Borboletinha...


Continua...

SESSÃO LEITURA - A FILHA DO PATRÃO - ARTUR AZEVEDO

O conto que reproduzimos abaixo é da autoria de Artur Azevedo.
Para maiores informações sobre o autor, favor consultar: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=259&sid=281.
Boa leitura!

A FILHA DO PATRÃO

A Arthur de Mendonça

I

O Comendador Ferreira esteve quase a agarrá-lo pelas orelhas e atirá-lo pela escada abaixo com um pontapé bem aplicado. Pois não! um biltre, um farroupilha, um pobre diabo sem eira nem beira, nem ramo de figueira, atrever-se a pedir-lhe a menina em casamento! Era o que faltava! que ele tivesse durante tantos anos a ajuntar dinheiro para encher os bolsos a um valdevinos daquela espécie, dando-lhe a filha ainda por cima, a filha, que
era a rapariga mais bonita e mais bem educada de toda a rua de S. Clemente! Boas!
O Comendador Ferreira limitou-se a dar-lhe uma resposta seca e decisiva, um “Não, meu caro senhor”, capaz de desanimar o namorado mais decidido ao emprego de todas as astúcias do coração.
O pobre rapaz saiu atordoado, como se realmente houvesse apanhado o puxão de orelhas e o pontapé, que felizmente não passaram de tímido projeto.
Na rua, sentindo-se ao ar livre, cobrou ânimo e disse aos seus botões:
- Pois há de ser minha, custe o que custar! - Voltou-se, e viu numa janela Adosinda, a filha do Comendador, que desesperadamente lhe fazia com
a cabeça sinais interrogativos. Ele estalou nos dentes a unha do polegar, que muito claramente queria dizer:
- Babau! - e, como eram apenas onze horas, foi dali direitinho espairecer no Derby-Club. Era domingo e havia corridas.
O Comendador Ferreira, mal o rapaz desceu a escada, foi para o quarto da filha, e surpreendeu-a a fazer os tais sinais interrogativos. Dizer que ela não apanhou o puxão de orelhas destinado ao moço, seria faltar à verdade que devo aos pacientes leitores, apanhou-a, coitadinha e naturalmente, a julgar pelo grito estrídulo que deu, exagerou a dor física produzida por aquela grosseira manifestação de cólera paterna.
Seguiu-se um diálogo terrível:
- Quem é aquele pelintra?
- Chama-se Borges.
- De onde o conhece você?
- Do Clube Guanabarense... daquela noite em que papai me levou...
- Ele em que se emprega? que faz ele?...
- Faz versos.
- E você não tem vergonha de gostar de um homem que faz versos?
- Não tenho culpa; culpado é o meu coração.
- Este vagabundo algum dia lhe escreveu?
- Escreveu-me uma carta.
- Quem lha trouxe?
- Ninguém. Ele mesmo atirou-a com uma pedra, por esta janela.
- Que lhe dizia ele nesta carta?
- Nada que me ofendesse; queria a minha autorização para pedir-me em casamento.
- Onde está ela?
- Ela quem?
- A carta.
Adosinda, sem dizer uma palavra, tirou a carta do seio. O Comendador abriu-a, leu-a, e guardou-a no bolso.
Depois continuou:
- Você respondeu a isso?
A moça gaguejou.
- Não minta!
- Respondi, sim senhor.
- Em que termos?
- Respondi que sim, que me pedisse.
- Pois olhe: proíbo-lhe, percebe? pro-í-bo-lhe que de hoje em diante dê trela a esse peralvilho! Se me constar que ele anda a rondar-me a casa, ou que se corresponde com você, mando desancar-lhe os ossos pelo Benvindo (Benvindo era o cozinheiro do Comendador Ferreira), e a você, minha sirigaita... a você... Não lhe diga nada!...

II

Três dias depois desse diálogo, Adosinda fugiu de casa em companhia do seu Borges, e o rapto foi auxiliado pelo próprio Benvindo, com quem o namorado dividiu um dinheiro ganho nas corridas do Derby. Até hoje ignora o Comendador que o seu fiel cozinheiro contribuísse para tão lastimoso incidente.
O pai ficou possesso, mão não fez escândalo, não foi à polícia, não disse nada nem mesmo aos amigos íntimos; não se queixou, não desabafou, não deixou transparecer o seu profundo desgosto.
E teve razão, porque, passados quatro dias, Adosinda e o Borges, vinham, à noite, ajoelhar-se aos seus pés e pedir-lhe a benção, como nos dramalhões sentimentais.

III

Para que o conto acabasse a contento da maioria dos meus leitores, o Comendador Ferreira deveria perdoar aos dois namorados, e tratar de casá-los sem perda de tempo; mas infelizmente as coisas não se passaram assim, e a moral, como vão ver, foi sacrificada ao egoísmo.
Com a resolução de quem longamente se preparara para o que desse e viesse, o Comendador tirou do bolso um revólver e apontou-o contra o raptor de sua filha, vociferando:
- Seu biltre, ponha-se imediatamente no olho da rua, se não quer que lhe faça saltar os miolos!...
A esse argumento intempestivo e concludente, o namorado, que tinha muito amor à pele, fugiu como se o arrebatassem asas invisíveis.
O pai foi fechar a porta, guardou o revólver, e, aproximando-se de Adosinda, que, encostada ao piano, tremia, como varas verdes, abraçou-a, beijou-a com um carinho que nunca manifestara em ocasiões menos inoportunas.
A moça estava assombrada; esperava pelo menos a maldição paterna; era, desde pequenina, órfã de mãe, e habituara-se às brutalidades do pai; aquele beijo e aquele abraço encheram-na de confusão e pasmo.
O Comendador foi o primeiro a falar:
- Vês? disse ele, apontando para a porta: vês? O homem por quem abandonaste teu pai é um covarde, um miserável, que foge diante de um cano de um revólver! Não é um homem!...
- Isso ele é, murmurou Adosinda baixando os olhos, ao mesmo tempo que duas rosas lhe desfaziam a palidez do rosto.
O pai sentou-se no sofá, chamou a filha para perto de si, fê-la sentar-se nos seus joelhos, e, num tom de voz meigo e untuoso, pediu-lhe que esquecesse do homem que a raptara, um trocatintas, um leguelhé que lhe queria o dote, e nada mais; pintou-lhe um futuro de vicissitudes e misérias, longe do pai que a desprezaria se semelhante casamento se realizasse, desse pai que tinha exterioridades de bruto, mas no fundo era o melhor, o mais carinhosos dos pais.
No fim da catequese, a moça parecia convencida de que nos braços de Borges não encontraria realmente toda a felicidade possível; mas...
- Mas agora... é tarde, balbuciou ela; e voltaram-lhe à face as purpurinas rosas de ainda há pouco.
- Não; não é tarde, disse o Comendador; conheces o Manoel, o meu primeiro caixeiro do armazém?
- Conheço: é um enjoado.
- Qual, enjoado! É um rapaz de muito futuro no comércio, um homem de conta, peso e medida! Não descobriu a pólvora, não faz versos, não é janota, mas tem um tino para o negócio, uma perspicácia que o levará longe, hás de ver!
E durante um quarto de hora o Comendador Ferreira gabou as excelências do seu caixeiro Manoel.
Adosinda ficou convencida.
A conferência terminou por estas palavras:
- Falo-lhe?
- Fale, papai.

IV

No dia seguinte o Comendador chamou o caixeiro ao escritório, e disse-lhe:
- Seu Manoel, estou muito contente com os seus serviços.
- Oh! patrão!
- Você é um empregado zeloso, ativo e morigerado; é o modelo dos empregados.
- Oh! patrão!
- Não sou ingrato. Do dia primeiro em diante você é interessado na minha casa: dou-lhe cinco por cento além do ordenado.
- Oh! patrão! isso não faz um pai ao filho!...
- Ainda não é tudo. Quero que você se case com a minha filha. Doto-a com cinqüenta contos.
O pobre diabo sentiu-se engasgado pela comoção: não pode articular uma palavra.
- Mas eu sou um homem sério, continuou o patrão; a minha lealdade obriga-me a confessar-lhe que minha filha... não é virgem.
O noivo espalmou as mãos, inclinou a cabeça para a esquerda, baixou as pálpebras, ajustou os lábios em bico, e, respondeu com um sorriso resignado e humilde:
- Oh! patrão! ainda mesmo que fosse, não fazia mal.

Fonte: http://www.cyvjosealencar.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/26/700/16/arquivos/File/Livros/Artur%20Azevedo/Contos%20Fora%20de%20Moda.pdf.

SESSÃO ABERTURA DE NOVELA - FORÇA DE UM DESEJO

A novela Força de um Desejo foi apresentada pela Rede Globo no horário das 18h de 10 de maio de 1999 a 29 de janeiro de 2000.
Para maiores informações sobre essa novela, favor acessar: www.teledramaturgia.com.br/tele/forcadesejo.asp‎.
O tema musical de abertura era Tema de Ana, interpretado por Jaques Morelenbaum.
Boa diversão!

video

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=UJLpAeU5kFg

quarta-feira, 29 de maio de 2013

SESSÃO SAUDADE - WALDIR AZEVEDO

O público brasileiro costuma se recordar pouco de instrumentistas. Há uma valorização maior de cantores.
Por isso, como sempre, queremos recordar também aqueles que são pouco lembrados.
Hoje, o homenageado é o compositor e instrumentista Waldir Azevedo.
Como compositor, será eternamente lembrado pelo famoso Brasileirinho, já como instrumentista, alguns se recordarão dele como uma virtuose no cavaquinho, esse instrumento que tem alma brasileira, em interpretações antológicas de chorinhos, ritmo marcante e delicioso.
Para saber mais sobre esse artista, favor acessar: http://www.dicionariompb.com.br/waldir-azevedo/biografia.
Com o objetivo de homenageá-lo, reproduzimos abaixo dois vídeos com o artista interpretando duas composições de sua autoria. A primeira é a famosíssima Brasileirinho, já a segunda é a belíssima Pedacinho do Céu.
Salve, Waldir! Obrigado por sua música!
Descanse em paz!

SESSÃO HUMOR

Um mineirinho estava caminhando e encontrou uma lâmpada mágica. Esfregou-a e apareceu um gênio.
- Te ofereço 3 desejos!
O mineiro pensou e disse:
- Eu quero um queijo!
E o gênio deu o queijo e disse:
- Qual o 2º pedido?
- Hmmmm… me dá outro queijo!!
- Tem certeza?
- Tenho sim!
E o gênio deu o 2º queijo e disse:
- Agora preste muita atenção no que vai pedir! Qual é o 3º?
- Eu quero uma muié!
E o gênio deu a mulher, mas, por curiosidade, perguntou:
- Desculpe, mas o que vai fazer com uma mulher e 2 queijos?
- É que eu fiquei com vergonha de pedir outro queijo!

Fonte: http://www.oqueeoquee.com/piadas-de-mineiro/.

terça-feira, 28 de maio de 2013

HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DA MARIA DO SUL - COLABORAÇÃO: FERNANDA SOUZA


Fonte: http://www.recado-virtual.com/recados/aniversario/00156.gif

WEBNOVELA - LAÇOS - CAPÍTULO 10 - AUTORA: JULIANA SOUSA

Capítulo 10 – Visita inesperada.

Emanuela acordara um pouco cansada. Já fazia uns dois dias desde que passara mal e fora para o hospital. Levantou-se da cama e pegou a bolsa. De dentro pode ver a receita que o médico tinha entregado. Guardou novamente, por enquanto, não podia comprar. Trocou de roupa e foi para a cozinha. Depois de alguns minutos, a irmã apareceu sonolenta para o café da manhã.
— Que milagre você aqui em casa… Não foi você que passou a semana passada toda procurando por emprego escondida de mim? Onde está aquela garra toda? – disse, sentando-se na cadeira próxima a mesa.
Emanuela riu.
— Ainda chateada com isso? Eu já entreguei muitos currículos… Acho que tenho que esperar agora. De qualquer forma, eu tenho algumas economias, e se precisarmos de alguma coisa, com certeza, temos vizinhos que vão nos ajudar.
— Isso é muito feio. – disse Mariana sorrindo. – Depender assim dos outros.
Emanuela sentou-se perto da irmã. Mariana parecia um pouco preocupada.
— O que foi? – perguntou Manu à irmã.
— Só estava pensando no nosso pai…
— Eu não sei por que você gosta tanto de chamar o Rogério assim.
Mariana riu do equívoco da irmã.
— Não estou falando do Rogério. Estou falando do nosso pai biológico. Você nunca teve curiosidade de saber de quem se trata?
— Curiosidade eu tenho, mas convenhamos que é bem complicado descobrir… Você sabe que tipo de mulher a mamãe era.
— Eu sei. Mas a Rebeca sempre me falava que a mamãe queria desistir da vida que levava por causa do nosso pai. Então, eu acho que ela o amava. Se é assim, é possível que possamos descobrir quem ele era. E se…
— Não adianta, Mari. – interrompeu Manu. – Mesmo que descobríssemos, você acha que ele nos aceitaria? Com certeza, ele se recusaria até a fazer um exame de DNA. Ou você esqueceu de quem somos filhas?
— Você não pode ter certeza. – Mariana rebateu o comentário da irmã.
Emanuela compreendia perfeitamente Mariana.
— Tudo bem, digamos que ele nos aceite. E a família dele? Ele deve ser casado, ter filhos… Você não acha que a nossa presença traria desconforto? Nós destruiríamos uma família. Depois, se ele tivesse filhos, com certeza não gostaria tanto assim de nós...
— Tudo bem, tudo bem... – interrompeu a irmã – Mas, imagine o lado bom... E se ele for rico?
Emanuela olhou para a irmã assustada.
— Mari, do que está falando? Não sabia que era tão interesseira.
— E não sou... É só que é sempre bom ver o lado prático das coisas de vez em quando.
Emanuela balançou a cabeça negativamente
— Estou desconhecendo minha própria irmã... Com que tipo de más influências você está andando, hein?
Mariana riu.
— Não digo.

Um táxi parou em frente à mansão dos Alcântara. A porta foi aberta e uma jovem senhora com uma roupa muito provocante desceu do carro, logo em seguida, desceram um menino nos seus seis anos de idade e sua babá. A mulher pagou o táxi e olhou para a mansão.
— Parece que não mudou nada… – comentou. – Vai ser muito interessante a estadia aqui…
— O que foi, mamãe? – perguntou o menino olhando para ela.
— Nada. – respondeu fria. – Vamos.
Ao entrar na casa foi recebida pela empregada.
— Oi, dona Érica, os patrões estavam esperando pela senhora.
Érica olhou a mansão por dentro e mais uma vez sentiu uma certa nostalgia.
— Onde está o Otávio? – perguntou.
A empregada não soube o que responder. Érica riu alto.
— Parece que minha fama não ajuda muito, não é? Estava falando do Dr. Otávio e não do Otávio Jr… Você sabe onde ele está?
— Acho que ele está no escritório, dona Érica, quer que eu vá chamá-lo?
— Não precisa. – e olhando para a babá. – Leve o Fabinho para o quarto, por favor, eu vou conversar com o Dr. Otávio. A empregada vai dizer onde pode deixar as malas.
A babá obedeceu, enquanto Érica se dirigia ao escritório. Érica bateu à porta e depois de ouvir um “ Pode entrar”, ela a abriu. O Dr. Otávio estava conversando com o advogado, Dr. Tarcísio. Quando Érica entrou, os dois ficaram bastante admirados com a presença dela.
— Érica? Você aqui tão cedo? – perguntou Otávio, ainda não conseguindo acreditar que ela já estava na mansão.
— Dr. Otávio, assim você me ofende… Não foi o senhor mesmo que pediu para que eu viesse logo?
— Talvez ele não sabia que acordaria tão cedo. – comentou o Dr. Tarcísio.
Érica riu.
— Dr. Tarcísio, você tem um ótimo senso de humor.
— Desculpe, mas acho que não fiz uma piada. – disse Tarcisio sério.
Érica se aproximou do Dr. Tarcísio, se insinuando.
— Por que me trata de forma tão rude, Tarcisinho?
O Dr. Otávio pigarreou, tentando avisar que ainda estava ali.
— Contenha-se Érica. Não gosto desse tipo de brincadeira, principalmente com o Dr. Tarcísio que tem se dedicado a essa família por muitos anos.
Érica sentou-se próxima à escrivaninha de Otávio.
— Tudo bem. Vou parar com minhas brincadeiras… Mas me responda, Dr. Otávio, por que o senhor precisa de mim? E qual é a condição para que eu fique aqui?
Dr. Otávio tratou de explicar a condição para aceitar aquela mulher na sua casa.
— Bem, Érica, preciso da sua ajuda com algo. Eu sei que você fez um curso de artes cênicas e atuou como atriz durante um tempo.
Érica riu.
— Sim, claro... Fiz algumas peças de teatro e alguns filmes também...
Tarcísio pigarreou, imaginando que tipo de filmes uma mulher como aquela teria feito.
— De qualquer forma, explicarei o que quero que você faça. – disse Otávio.
— Eu sou toda ouvidos.
Logo após Otávio explicar o que ela iria fazer.
— Ok, Dr. Otávio. Entendi tudo que me disse... – disse Érica - Mas, tenho uma pergunta, por que o senhor não contratou outra atriz para isso? Não me diga que o senhor confia mais em mim?
— Não importa. Eu só quero que mantenha isso em segredo.
Érica sorriu.
— Tudo bem então. Agora, me desculpem, estou um pouco cansada. Vou para os meus aposentos. – disse, levantando-se.
— Antes que eu me esqueça. – disse Otávio antes que Érica saísse. – Como foi sua estada nos Estados Unidos?
Érica riu.
— Maravilhosa. – respondeu, abrindo a porta e saindo.
Depois que ela saiu, Dr. Tarcísio pode respirar aliviado.
— Ainda bem que ela saiu logo…
O Dr. Otávio riu.
— Com certeza, aquela mulher sabe deixar um homem sem fôlego.
Tarcisio parecia pensativo. Otávio resolveu interromper os pensamentos do amigo.
— Parece que tudo está indo bem. – comentou Otávio rindo. – Mas, o senhor acha que ela vai conseguir? E se as garotas a reconhecerem depois?
Tarcísio sorriu.
— Érica pode ser o que for, mas com certeza ela é uma boa atriz. Vai dar tudo certo.

Rafael se encontrou com Fabiano nos corredores do hospital.
— Então é hoje que ela aparece por lá… – disse Rafael a Fabiano, enquanto andavam pelos corredores do hospital.
— É. Ainda bem que passo a minha vida mais aqui do que na mansão.
Rafael riu do comentário do colega.
— Você realmente não gosta dela, não é?
Fabiano ficou calado por um instante.
— Érica não é exatamente uma má pessoa… Mas, há uma dor muito grande nela que a faz com que seja cruel às vezes. Não sei como explicar. – e olhando para Rafael. – Se quiser paz nessa vida, é melhor não se aproximar dela.
— Do jeito que fala, até parece que foi ela quem terminou daquela vez.
Fabiano ficou calado, existiam coisas que até seu amigo Rafael desconhecia sobre o relacionamento dele com Érica.

Mariana estava assistindo TV. Naquela segunda feira, não havia nada para fazer. Olhou em direção à cozinha e viu a irmã cozinhando. Olhou para o relógio de pulso. Parecia que o tempo estava passando muito devagar.
— Nossa, ainda a pouco eram 11:00 horas, agora são 11: 03... Por que esse almoço não sai logo? – disse alto para que a irmã escutasse.
Da cozinha, Emanuela ouviu a reclamação da irmã.
— Se está achando ruim, então venha me ajudar.
— Você sabe muito bem que sou péssima em fazer comida. Da última vez, coloquei açúcar no ovo pensando que era farinha. E quando eu fui inventar de fazer arroz, por alguma razão ele não desgrudava da colher.
Emanuela apareceu na sala.
— Desculpas e mais desculpas... Por que não arruma a casa por enquanto?
Mariana se esticou no sofá.
— Por que você só me manda fazer coisas chatas? Por que não diz: “Mari, vai comer chocolate!” ou “Mari, tome algum dinheiro e vá tomar um sorvete!”.
Emanuela olhou para a irmã, balançando a cabeça sem esperança.
— Você é uma criança por acaso? Depois não quer que eu lhe trate como minha filha.
Mari levantou-se.
— Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa completamente diferente. Ah... Que tédio. Pior que hoje não tenho nenhuma aula para dar e ainda tenho que ficar aqui nessa casa com você.
— Obrigada pela parte que me toca. – disse Emanuela, voltando para a cozinha.
De repente, Emanuela voltou.
— Ah, agora que lembrei. Você pode ir ao supermercado aqui perto e comprar algumas coisas. Não tive tempo de fazer as compras e algumas coisas já acabaram.
Mari levantou-se do sofá com preguiça.
— O que eu fiz? Eu fiz algo de mal a você? Por que me castiga assim?
Emanuela semicerrou os olhos.
— Não reclama. – disse, tirando algum dinheiro do bolso. – Você não queria fazer alguma coisa? Então, aí está.
Mariana saiu um pouco a contragosto. Depois de pensar um pouco, não fazia mal, precisava espairecer um pouco. Apesar de tudo, durante todo o dia estivera com uma sensação ruim, como se algo muito ruim estivesse prestes a acontecer.
“ Eu não posso ter esse tipo de pensamento” – falou consigo mesma.
Mariana foi ao supermercado e estava voltando, quando por distração um carro quase a atropelava. O que a fez cair de susto. O motorista do carro desceu depressa para socorrê-la.
— Você está bem? – ele perguntou.
Mariana olhou para ele e balançou a cabeça afirmativamente, enquanto ele a ajudava a se levantar. O motorista que era bem jovem olhou para ela.
— Emanuela? Que coincidência!
Mariana ia dizer que não era Emanuela, mas a curiosidade foi maior que a sua sensatez. Estava muito curiosa para saber quem era aquele rapaz. Ele a olhou com certo mistério.
— Então, Emanuela... Há quanto tempo! – disse ele.
Mariana tentou tomar cuidado nas palavras para que ele não percebesse.
— Sim, há quanto tempo! E-Eu nem lembro quando foi exatamente a última vez que nos vimos... Mas, me diga, como você está?
— Bem... Que tal eu lhe dar uma carona para casa? Não está tão longe, mas pelo menos podemos conversar um pouco no caminho.
— Ok. Tudo bem.
Mariana entrou no carro. Não sabia o que estava fazendo, mas não podia deixar de tentar descobrir que segredos a irmã escondia dela.
— E aí? Você já está melhor? – perguntou ele.
— Sim. O carro não chegou a tocar em mim.
Ele sorriu.
— Não estou falando disso, estou comentando sobre você ter passado mal naquele dia.
Mariana ficou assustada. Emanuela não contara nada sobre aquilo.
— Do que você está falando? – perguntou confusa.
Fabrício sorriu disfarçadamente.
— Nada. Acho que você não lembraria... Mas, me diga, quando vamos ter mais um encontro daqueles?
O rapaz olhou para Mariana e sorriu. Mariana ficou um pouco desconfiada.
— Encontro daqueles? Ah... Encontro daqueles...
— Você não gostou? Que tal naquele mesmo lugar? Ou...
Fabrício aproximou o seu rosto do de Mariana lentamente.
— ... pode ser aqui também. Não faz tanta diferença.
Fabrício se aproximava mais. De repente, Mariana gritou:
— STOP! Eu não sou a Manu, eu não sou a Manu!
De repente, Fabrício caiu na gargalhada.
— Ah, pensei que ia fingir mais um pouquinho...
— Ah? – Mariana parecia confusa.
Fabrício ligou o carro.
— Eu sabia que você não era a Emanuela.
Mariana respirou aliviada.
— Como sabia?
Fabrício ficou confuso por alguns instantes.
— Não sei. Só sabia que não era ela. Então, você deve ser irmã gêmea dela. Não sabia que ela tinha uma irmã gêmea.
— Então... – disse Mariana ainda um pouco confusa. – Não teve um encontro daqueles?
Fabrício riu.
— Não... Do pouco que conheço a Emanuela, acho que ela não é desse tipo de garota, não é?
— Tem razão... Mas, como se conheceram?
— Bem, acho que quando fui a padaria com um grupo de... Ex-amigos.
— Humm. E, vocês já se encontraram muitas vezes?
— Acho que algumas vezes... Quando eu a salvei de um cara que a tentava estrangular e da outra vez quando ela desmaiou e...
— Espera. – interrompeu Mariana assustada – Do que está falando? Alguém a tentou estrangular? Ela desmaiou? Quando foi isso?
— Ela não lhe falou? Bem, acho que não deveria ter dito então...
Mariana olhou sério para Fabrício.
— Me fale tudo.
Fabrício não teve outra alternativa a não ser contar como havia encontrado Emanuela e o que tinha acontecido em seus encontros anteriores. Quando Mariana ouviu tudo, permaneceu calada.
Fabrício parou o carro. Já estava perto o bastante da casa dela.
— Você parece estar um pouco chocada.
— Mais que isso... Estou triste porque minha irmã não me contou nada...
— Acho que ela não queria lhe preocupar.
Mariana parecia pensativa.
— Você acha? Acho que é mais do que isso... A Manu tem dificuldade em confiar nas pessoas... Ela nem sequer confia em mim. Pior que eu nem sei por quê. Depois que a Rebeca morreu... – parou percebendo que estava falando demais. – Bem, acho que tenho que ir agora, obrigada pela carona. – disse, abrindo a porta do carro.
Fabrício a chamou antes de sair completamente.
— Entregue isso para ela. – disse entregando um cartão pessoal. – Meu número está aí. Se ela quiser me ligar...
— Então, você gosta da minha irmã? – disse, pegando o cartão. – Saiba que ela é uma garota muito difícil!
Fabrício sorriu.
— Diga a ela que pode ligar se estiver precisando de qualquer coisa.
— Ok, digo sim.
Depois de se despedir, Mariana foi andando até em casa. Logo que chegou, percebeu que havia mais alguém com Emanuela. Quando foi para a cozinha teve uma surpresa:
— Pai?! – exclamou, enquanto via Rogério sentado à mesa.